31 de dez de 2007

Direção HIp Hop agora é HIP HOP FORA DO EIXO!


Neste domingo chegou ao fim Direção Hip-Hop na emissora de radio CPA fm 105,05.


O programa que vinha sendo apresentado já há algum tempo somente com um DJ no horário das 14:00 ás 18:00, sem locução.Ontem, dia 30/12/07 se despediu com chave de ouro, o programa que foi ao ar, apresentado por MC Ronaldo e o Rapper Linha Dura sob produção técnica dos DJs Draw e Cleiton.


A programação rolou com muita descontração, informação e interatividade com galera de outros estados que estavam na escuta, mandando seus recados como Goiânia e Dourados, alem é claro, de toda população da grande CPA.


No repertório muita música do centro oeste. Assim dando início na programação Hip-Hop Fora do Eixo que irá ao ar oficialmente no dia 06/01/2008 e iniciará o ano com tudo, fazendo várias intervenções ao vivo com entrevistas, com grupos de rap do centro oeste e a galera participando, on line ou por telefone, fazendo aquilo que é a proposta do Fora do Eixo, divulgar o hip-hop sem visibilidade no pouco de mídia que o a cena possui.


O programa promete muito!Qualquer informação é só adicionar a comunidade e o perfil alem do MSN hiphopforadoeixomt@hotmail.com e saber muito mais o que esta rolando em todo centro oeste.


Em breve o blog: http://www.hiphopforadoeixomt.blogspot.com/.


21 de dez de 2007

LANÇAMENTO DO MARIA MARIA EM SINOP - SUCESSO TOTAL

Fonte: Fernanda Quevedo

Depois de vários dias de espera, de Sinop recebeu com muito carinho, Mv Bill e Nega Gizza para o Lançamento do livro Falcão Mulheres e o Tráfico, e do Núcleo de Projetos Maria Maria.

Mesmo debaixo de muita chuva, mais de 200 pessoas compareceram no evento realizado na escola Rosa dos Ventos, que fica na periferia de Sinop.

Foi montada uma mesa, a qual estavam presentes, além de Nega Gizza, conselheira nacional do Maria Maria, e MV Bill um dos escritores do livro, ambos coordenadores da Cufa do Rio de Janeiro, o representante da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR), Antonio Pinto (Toninho), e é claro os coordenadores de CUFA Cuiabá e Sinop, Karina Santiago e Anderson Maciel respectivamente.

Organizações como Conexões dos Saberes da UFMT, MIN Movimento de Inteligência Negra de Cuiabá e a Associação de Moradores do Bairro Palmeiras, fizeram perguntas referentes às políticas de igualdade racial e também sobre o livro, contribuindo de maneira efetiva no debate.

Alunos das oficinas de Break realizadas pela Cufa Sinop fizeram uma brilhante apresentação, assim com a Rapper Taynara, que é instrutora de break e Mc. Taynara compôs uma letra falando sobre o Maria Maria, que agitou a galera.

O livro, escrito por Celso Athayde e Mv Bill, vem mostrando a realidade vivida por mulheres de várias regiões do país no universo do tráfico de drogas, que vivem em uma nova ordem moral, a qual Celso e Bill tentam mostrar para o Brasil.

A situação da mulher em Mato Grosso não se diferencia das mulheres de outras regiões. O Núcleo vem na estratégia de enfrentamento dessas questões, sem fórmulas prontas e acabadas como ressalta Nega Gizza. Mas sim na troca de experiências visando o aumento da qualidade de vida das mulheres das periferias brasileiras.

19 de dez de 2007

Mv Bill e Prefeitura de Sinop discutem melhorias para ações sociais de Sinop

Fonte: Fernanda Quevedo

Nesta tarde terça-feira, Mv Bill e a Cufa se reuniram com o prefeito do município de Sinop Nilson Leitão para propor estrutura básica para andamento de projetos sociais desenvolvidos pela entidade. Hoje a Cufa de Sinop atua com oficinas dos elementos do hip hop na praça União e mais duas escolas estaduais do Município.
MV Bill, Anderson Maciel, coordenador da cufa de Sinop, Karina Santiago e Linha Dura da Cufa de Cuiabá, e o representante da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção de Igualdade Racial Antonio Silva, debateram sobre a atual situação dos jovens do município.Hoje em Sinop, os índices de violência cometidos por jovens são alarmantes, bem como o número de adolescentes grávidas, que é o maior do estado.
Nesse sentido, karina apresentou o Nucleo de projetos Maria Maria que tem como foco a mulher da periferia, seja mulher criança, jovem e adulta. O prefeito simpatizou com o nucleo.

Nilson Leitão, disse que em Sinop não há favelas, mas reconheceu o trabalho desenvolvido pela Cufa e colocou a prefeitura a disposição. Porém ressaltou que os recursos são escassos, e que o orçamento das prefeituras de Mato Grosso estão achatadas. O prefeito falou ainda que a Cufa, como entidade de peso, com relação às políticas voltadas para juventude, deve exercer total pressão no poder publico, para que qualidade de vida dos jovens no Brasil seja melhor.

CUFA: fazendo do nosso jeito, mas não de qualquer jeito!

11 de dez de 2007

Maria Maria apresenta "Falcão Mulheres e o Tráfico", dia 18/12 em Sinop


RODA DE CONVERSAS - MARIA MARIA E NEGA GIZZA


Após sair do período de recuperação pós-gravidez e da produção do Hutúz,Nega Gizza vai tomando fôlego e se preparando para dar novos rumos ao seu trabalho em 2008.



A maior referência feminina da CUFA, vem a Mato Grosso no dia 18/12 para o lançamento do livro Falcão - Mulheres e o Tráfico, evento realizado pela Cufa MT.



Nós do Núcleo de Projetos Maria Maria nos antecipamos e conversamos com a Gizza.
Na entrevista, ela fala da relação positiva das mulheres e a Cufa, sobre o Maria Maria e aponta, ou melhor não aponta estratégias da promoção da igualde de gênero. Afirma que nós mulheres devemos nos incentivar, e criar as nossas opotunidades. Gizza ressalta ainda a importância do papel feminino na política e sobre a Lei Maria da Penha.



Confira a entrevista realizada hoje (07/12).



Maria Maria - Cufa e as mulheres: onde estão os pontos de encontro?


Gizza - Desde o inicio da Cufa, trabalhamos com mulheres atuando em diversas áreas. São mulheres desenvolvendo e articulando projetos, trabalhando na produção junto com os homens, e hoje, liderando várias bases da Cufa por todo o Brasil. Não apenas falamos da importância das mulheres dentro de todo o processo, mas de fato o praticamos. Temos uma tendência de aumentar o numero de mulheres se organizando, com novas responsabilidades dentro da Cufa.


Maria Maria - Gizza, o que é o Maria Maria pra você?


Gizza - Esse núcleo de projetos é o que na verdade a gente faz no nosso cotidiano, mas que vai além. È um programa liderado por e que beneficia as mulheres das comunidades carentes, seja ela mulher criança, adolescente ou adulta. Não fica apenas no âmbito da lei Maria da Penha, trabalha diversas questões relacionadas ao universo feminino, como saúde, lazer, profissional, educação, afinal a questão das mulheres não gira em torno, apenas da violência. De fato, queremos trabalhar no enfrentamento da violência, fazer valer a lei, mas o Maria Maria é mais do que estamos visualizando, é apenas o inicio de toda uma caminhada. Mais importante do que sugerir soluções é apontar o caminho.È protagonismo.



Maria Maria - Por falar em Maria da Penha, assunto que esta na boca do povo, você acha que de fato, políticas públicas como essas contemplam as mulheres da favela? Qual seria a solução para essas mulheres?


Gizza - Existem leis dentro da favela que funcionam e outras que não. A Lei Maria da Penha, apesar de ter mais de um ano, é ainda nova. Ainda não dá pra dizer se ela funciona ou não. Mas é uma lei, e é também papel nosso, fazer com que ela seja efetivada. Existem coisas absurdas acontecendo nas favelas, e por isso deveriam ser criadas leis com o olhar específico voltado para a favela, para as pessoas das favelas. È uma outra realidade que talvez as pessoas não se atentem para isso.



Maria Maria - Hoje a Ministra Ellen Greice do Supremo Tribunal de Justiça é a maior referência feminina da política do país. Mas as mulheres na política ainda são poucas. Como você analisa esse fato? Como a Cufa pode contribuir para esse protagonismo feminino no universo da política?


Gizza - Como? De várias formas. O grande lance é incluir as mulheres em áreas fundamentais, criar oportunidades, nós mulheres devemos criar essas oportunidades.Incentivar umas as outras, mostrar o que estamos fazendo, de forma estamos nos organizando. Eu me sinto cada vez mais entusiasmada quando vejo uma mulher fazendo algo de bom, de produtivo. Da mais força para continuar. Devemos nos envolver, só que não sei qual é formato disso tudo. Vamos construir juntas as estratégias. A mulher que é líder comunitária, por exemplo, já esta exercendo a política. A mulher que é sindica do prédio também, mas vamos ampliar isso, tornado-as uma deputada, uma administradora de um grande negócio e por ai vai. È exercer a prática do poder. Nós na Cufa estamos tentando, do nosso jeito, fazer mudanças, valorizar as diferenças.Valorizar a importância de cada mulher na sociedade.



5 de dez de 2007

MV Bill lança em Mato Grosso livro sobre mulheres e o tráfico de drogas


O rapper MV Bill volta a Mato Grosso no dia 18 de dezembro para lançar o livro "Falcão – mulheres e o tráfico", que relata a realidade das mulheresenvolvidas com o tráfico de drogas em várias partes do Brasil.
O lançamento,que acontece em Sinop, às 20 horas, contará com a presença do parceiro de Bill, o produtor Celso Athayde, e da rapper e locutora de rádio Negga Gizza,do Rio de Janeiro.



Os artistas participarão também de uma mesa-redonda com o tema "Mulheres das periferias de Mato Grosso e as diversas formas de violência", que será acompanhada por lideranças de bairro, representantes de ONGs e do poder público.



A entrada é gratuita.
Mais informações: (65) 3023-8072. e/ou (66) 9903-4650


Assessoria de Imprensa
Neusa Baptista – (65) 6664 1984/92260944
Fernanda Quevedo - (65) 3023-8072/99599554


28 de nov de 2007

Celso Athayde e MV Bill lançam novo livro

Celso Athayde e MV Bill lançaram nacionalmente, nesta segunda-feira, 26, seu terceiro livro, “Falcão – Mulheres e o Tráfico”, com noite de autógrafos no Odeon, no Rio. A obra é fruto de oito anos de pesquisas da dupla nas comunidades onde realizam shows de rap e dá continuidade “Falcão – Meninos do Tráfico”, documentário exibido pelo “Fantástico”, em 2006, que também tem a sua versão em livro.

“Falcão – Mulheres e o Tráfico” retrata as diferentes maneiras com que as mulheres se envovlem com o tráfico de drogas, seja atuando no movimento ou perdendo seus filhos para a violência. Celso - que é idealizador do Hutúz, maior festival de hip hop do país, e produtor musical - garante que o novo livro vai causar polêmica.


“São assuntos contundentes, que muita gente não conhece. Com certeza, vai mexer com a sociedade”, aposta.Um documentário sobre o tema já é editado e está previsto para março de 2008.


E o Estado de Mato Grosso, receberá o lançamento Estadual do "Livro Falcão Mulheres e o Tráfico", com a presença dos Escritores, MV BILL e CELSO ATHAYDE, juntamente com a Rapper NEGGA GIZZA, no próximo dia 18/12, a partir das 19:00 horas, na Escola Estadual Rosa dos Ventos, Município de Sinop, onde também se dará inicio ao Núcleo de Projetos da CUFA Mato Grosso "MARIA MARIA"




27 de nov de 2007

Lula nomeia MV Bill e mais 14 para o conselho da TV pública


RENATA GIRALDI

da Folha Online, em Brasília




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou nesta segunda-feira 15 representantes da sociedade civil que vão compor o conselho curador da Empresa Brasileira de Comunicação --futura TV pública. O conselho é composto também por quatro ministros --Educação (Fernando Haddad), Cultura (Gilberto Gil), Ciência e Tecnologia (Sérgio Rezende) e Comunicação Social (Franklin Martins). As nomeações devem ser publicadas, nos próximos dias, no "Diário Oficial" da União.



Na relação dos nomeados hoje estão o ex-ministro e ex-deputado Delfim Netto (PMDB), ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (DEM), o consultor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), o cantor de rap MV Bill, a carnavalesca Rosa Magalhães e Maria da Penha Maia, que deu nome à lei Maria da Penha --que aumenta o rigor das punições contra agressões às mulheres, entre outros.



O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) afirmou que o critério de escolha dos 15 representantes da sociedade civil foi "amplo, plural e observando as diferentes experiências de cada um".



A TV pública foi criada pelo governo por MP (medida provisória), o que gerou protestos de deputados que integram o Fórum Parlamentar de Radiodifusão. O orçamento geral da nova emissora será de aproximadamente R$ 350 milhões. Na quarta-feira, Franklin deverá falar sobre o assunto na Comissão de Ciência e Tecnologia, na Câmara.



Segundo o ministro, a formatação da TV pública ainda está em fase de elaboração. Mas afirmou que até março de 2008 a nova emissora deverá estar pronta e poderá ser constituída.
A MP que cria a TV pública ainda não votada. Porém, o ministro disse estar confiante na sua aprovação. Segundo ele, os que resistem à proposta devem avaliar a importância da nova emissora. "É uma TV pública. Não é uma TV [do presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva]. O objetivo é mostrar a grade nacional", disse ele. "Uma TV Pública faz bem."



Leia abaixo a lista dos 15 representantes da sociedade civil nomeados hoje:



Ângela Gutierrez - empresária e empreendedora cultural

Cláudio Lembo - ex-governador de São Paulo, advogado e professor universitário

Delfim Netto - ex-ministro, ex-secretário estadual de São Paulo, ex-deputado e economista

Irma Vieira - diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi (PA)

Isaac Pinhanta - professor indígena da tribo dos Ashaninka (AC)

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) - empresário, ex-diretor da TV Globo e atualmente é consultor desta empresa

José Martins - engenheiro mecânico e empresário

José Paulo Cavalcanti Filho - ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e ex-presidente da Empresa Brasileira de Notícias

Lúcia Willadino Braga - diretora da Rede Sarah de Hospitais

Luiz Edson Fachin - especialista em Direito de Família

Luiz Gonzaga Belluzo - ex-chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda e ex-secretário estadual de São Paulo

Maria da Penha Maia - que teve o nome divulgado em todo país na Lei Maria da Penha que aumenta o rigor das punições contra agressões às mulheres

MV Bill - cantor de rap e autor de livros e documentários

Rosa Magalhães - carnavalesca e artista plástica

Wanderley Guilherme dos Santos - pró-reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Cândido Mendes

26 de nov de 2007

Semana da Consciência Negra é comemorado em Sinop

Em grande estilo e com diversas atividades foi comemorado em Sinop a Semana da Consciência Negra, com Organizaçao do AFROMIR - Movimento Afro Pró Igualdade acial, juntamente com a CUFA , Grupo de Capoeira ACALF e o Projeto Conviver da Policia Militar Comunitária, do Bairro Boa Esperança.

Durante toda a semana foram desenvolvidas diversas atividades, desde Caminhada, Formação do Curso Pró Igualdade Racial, Feijoada confraternização, Roda livre de Capoeira, Missa Afro e Festa de Quizombas.

Na terça-feira, dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, a CUFA fez exposição dos trabalhos sociais desenvolvidos através de Stand, Ministrou Oficina de Break, finalizando com roda livre de Break e Show com Mc Tainara.

Apresentaram ainda no palco artistas negros do nosso município, como o Grupo Atitude do Samba e a Cantora Paulinha Nascimento e expuseram seus trabalhos grupo de alunos da Unemat e Associação dos Artesões de Sinop.

Finalizando as atividades do dia 20/11 a CUFA recebeu um certificado de homenagem pelos trabalhos desenvolvidos elevando e valorizando a cultura negra no nosso município.

23 de nov de 2007

Lançamento do Livro "Falcão Mulheres e o Tráfico e também do Núcleo de Projetos MARIA MARIA MT

A CUFA de Mato Grosso, juntamente com as personalidades nacionais: O Rapper Mv Bill, a Rapper Nega Gizza e o Escritor e Produtor Celso Athayde, os convidam para que no dia 18/12, a partir das 19:00 horas, na Escola Estadual Rosa dos Ventos em Sinop – MT, participem do lançamento do livro "Falcão Mulheres e o Tráfico" de Celso Athayde e Mv Bill. O Livro é a continução do projeto Falcão meninos do Tráfico, que também resultou em um documentário.

E para que acompanhem ainda o Lançamento da mais nova ação: o Núcleo de Projetos Maria Maria, que será uma rede de ações de mulheres que atue nas comunidades periféricas, despertando sobre o importante papel de protagonista que a mulher desenvolve no seu convívio social.


Na programação do evento, a CUFA disponibilizará ainda, Palestras, Mesa Redonda, Apresentações Artísticas e Stands de coletivos ligados a mulheres e iniciativas populares

Alem de Mv Bill, Nega Gizza e Celso Athayde, ambos do Rio de Janeiro, já confirmou a presença, a Ministra da Secretária de Promoção de Igualdades Raciais Matilde Ribeiro.

A CUFA convida a todos a participarem das ações, participe da Revolução!!!!

O QUE: Lançamento do Livro "FALCÃO MULHERES E O TRÁFICO e Lançamento "NÚCLEO DE PROJETOS DA CUFA MARIA MARIA"

ONDE: Escola Estadual Rosa dos Ventos - Sinop - MT

QUANDO: Dia 18 de dezembro a pártir das 19:00 horas


Maiores informações http://www.mariamariamt.blogspot.com/ e/ou (65) 3023-8072

Conheça e se inspire no trabalho do empreendedor social CElso Athayde







Celso Athayde,
Celso Athayde fundou a Central Única das Favelas (CUFA) para, por meio da cultura do hip hop, empoderar os jovens e torná-los protagonistas na transformação de suas comunidades, propondo soluções para o seu desenvolvimento e buscando parcerias e ações que possam influenciar a maneira pela qual a sociedade vê essa parcela da população. Celso criou um mercado de trabalho que se contrapõe ao mercado ilegal das drogas, promovendo atividades voltadas para a cultura visual e a gravação de discos e filmes, oferecendo aos jovens favelados novas opções de geração de renda.

Na CUFA, Celso define com os jovens quais as atividades que pretendem realizar e ajuda a implementá-las. Nesse processo, capacita os jovens, promovendo o resgate da cidadania e a atuação em espaços públicos, e envolve atores externos, como artistas e intelectuais reconhecidos, para debates sobre a cultura da favela. Promove, também, eventos para valorizar a cultura do hip hop, como o Prêmio Hutuz, que já inclui 17 categorias e se tornou parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro.

Celso nasceu na favela e cedo começou a conviver com traficantes. Interessado pelo mundo que existia fora da favela, começou a estudar enquanto trabalhava como vendedor de rua. Logo se tornou líder dos camelôs no subúrbio em que vivia e onde descobriu a cultura do hip hop e suas raízes africanas. Fundou, então, a CUFA e reuniu um grupo que começou a gravar e que em 1999 lançou o primeiro disco de MV Bill, que se tornou o rapper mais popular do Brasil.

O trabalho da CUFA, que envolve mais de 5.000 pessoas em favelas do Rio de Janeiro, já está sendo replicado em 20 outros estados do Brasil, sempre com foco em cursos de cidadania, etnia, empreendedorismo e geração de renda. Para atrair jovens que não se envolvem com a cultura do hip hop, Celso criou a primeira liga de basquete de rua do mundo, que foi incluída no calendário da Secretaria dos Esportes do Rio de Janeiro e nos Jogos Pan-Americanos de 2007. A ação de Celso se tornou mais conhecida após o lançamento do filme “Falcão: meninos do tráfico”, feito pelos jovens do CUFA, que se tornou sucesso de bilheteria e ampliou para todo o país o debate sobre o problema da favela e do tráfico de drogas.

19 de nov de 2007

Lançamento no Rio de Janeiro de Falcão Mulheres e o Tráfico

Acontecerá no próximo dia 26 de Novembro, no Cine ODEON BR, na Praça Marechal Floriano, 7 - Cinelandia - Rio de Janeiro ás 19h, o grande lançamento do Livro FALCÃO MULHERES E O TRAFICO.
Durante o lançamento haverá ainda bate papo com Marina Maggessi, Ministra Matilde Ribeiro, Sandra Almada, Nega Gizza e outras mulheres..
Participe, você não pode ficar de fora dessa.

16 de nov de 2007

Cufa: um pólo de produção cultural, que pode transformar a vida do jovem.



A Central Única das Favelas (Cufa) surgiu em 1998 com reuniões de jovens de várias favelas do Rio de Janeiro, que pertenciam ao movimento hip hop e buscavam espaço na cidade para expressar suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver. Tornou-se uma organização nacional que trabalha por um ideal: transformar as favelas, seus talentos e potenciais diante de uma sociedade onde os preconceitos de cor, de classe social e de origem ainda não foram superados. Hoje, a Cufa funciona como um pólo de produção cultural, que forma, e informa, jovens de comunidades, oferecendo perspectivas de inclusão social. Uma das fundadoras da Cufa – junto com MV Bill e Celso Athayde – Nega Gizza (foto), como é conhecida Giselle Gomes na comunidade, conta um pouco do que é a Cufa e fala da importância da cultura, da música, na vida do jovem.

Pergunta – A Cufa surgiu como uma manifestação cultural do hip hop, mas acabou ampliando as formas de expressão, conscientizando e elevando a auto-estima das camadas não privilegiadas, por meio de uma linguagem própria. Você pode falar um pouco desse trabalho com os jovens, dando enfoque para a importância da música e da cultura na formação do jovem?

Gizza – A gente tem um espaço funcionando dentro da comunidade e esse trabalho da Cufa é uma opção para o jovem. É uma forma de dar uma oportunidade para o jovem ter uma opção. Eu acho que é isso que falta hoje não só dentro das favelas mas na sociedade em geral. O jovem precisa de oportunidade, seja ele um jovem que conseguiu fazer o estudo básico, o segundo grau completo, seja ele uma pessoa que não conseguiu estudar. Esses dois jovens precisam ter uma oportunidade, de acesso a cultura, a informação, de freqüentar estágios.

Pergunta – Vocês promovem essa oportunidade aos jovens por meio de que atividades?

Gizza – Temos atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, por meio das quais procuramos contribuir para o desenvolvimento humano e trabalhamos com vários elementos do hip hop: graffiti (movimento organizado nas artes plásticas em que o artista aproveita espaços públicos, criando uma nova identidade visual em territórios urbanos); DJ (artista que alia a técnica à performance, utilizando pick-ups e discos de vinil); break (estilo de dança de rua originário do movimento hip hop); rap (‘ritmo e poesia’, estilo musical culturalmente herdado das populações latinas e negras e cujas letras retratam o cotidiano das periferias); audiovisual (valorização da imagem como instrumento de mobilização social); basquete de rua (esporte oficialmente embalado pelo rap); literatura (onde os jovens expressam sua arte e suas vivências através da escrita e obtêm conhecimentos relativos às obras ou aos escritores literários) e projetos sociais (conjunto de ações que busca por uma transformação social a partir das comunidades).

Pergunta – Na área do audiovisual vocês têm um trabalho reconhecido ...

Gizza – O audiovisual surgiu com a idéia de ter o registro de nossa história, das coisas que acontecem, da necessidade de registrar a informação para nós mesmos e informações futuras, para pessoas que ainda vão nascer, para registrar uma história. Ainda estamos aprendendo, fizemos o documentário Falcão (Falcão – Meninos do Tráfico é um documentário produzido pelo rapper MV Bill, pelo seu empresário Celso Athayde e pelo centro de audiovisual da Central Única das Favelas que retrata a vida jovens de favelas brasileiras que trabalham no tráfico de drogas). Além de ser uma produção independente, que se tornou popular, foi uma oportunidade para os jovens estarem mexendo com a câmera, fazendo coisas, aprendendo. Além disso, produzimos e veiculamos a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios.

Pergunta – Vocês começaram esse trabalho aqui, na Cidade de Deus, e depois foram ampliando para outras favelas do Rio e de outros Estados. Quantas unidades da Cufa existem hoje?

Gizza – Cidade de Deus foi a primeira unidade, depois trabalhamos um tempo em Jacarezinho, mas lá a base fechou. Hoje, no Rio, tem unidades da Cufa em Cidade de Deus, no Complexo do Alemão, em Acari, e em Madureira, onde funciona o Centro Esportivo e Cultural da Cufa. Fora do Rio, temos unidades em São Paulo, no Ceará, em Belo Horizonte, no Recife, em Mato Grosso e em Brasília.

O preconceito é um problema histórico


Pergunta – Como foi esse trabalho de expansão?

Gizza – No começo era um movimento muito unificado (do hip hop), depois as pessoas foram criando seus núcleos, suas redes e cada um descobrindo a melhor forma de trabalhar. Eu trabalho com hip hop mas não dá para ter o mesmo pensamento do cara que mora em São Paulo, que mora no Maranhão. A gente tem que viver o hip hop na nossa realidade, no Rio de Janeiro, o funk e tal... Daí percebemos a importância de conseguir trabalhar, de criar um movimento, que fosse ligado ao hip hop e que fosse além da cultura do hip hop. Depois, na prática, descobrimos que era uma questão de se organizar, não era só ter um movimento, um núcleo.

Pergunta – Como vocês trabalham com o preconceito, já que o próprio movimento do hip hop ainda sofre com o preconceito?

Gizza – O preconceito existe, pela diferença social, que faz com que as pessoas se afastem, não se conheçam, cada um tem a sua prioridade, o seu privilégio. O preconceito separa as pessoas e não tem como acabar com isso, porque é um problema histórico. Mas acho que tem como fazer com que as pessoas possam ser vistas de forma diferente, que é o que todo mundo quer: ser visto de forma mais respeitosa, ser recebida nos espaços com respeito e acho que o preconceito está um pouco longe disso. A gente não está aqui para chorar, para reclamar, mas para tentar fazer mudança, de forma pacífica, que é bom para os dois lados, mas se não for possível, de forma mais agressiva porque, às vezes, não existe outra forma de fazer mudança sem ser, em alguns momentos, agressivo. Hoje a gente está muito mais aberto a conversar com todo mundo, a discutir solução, pensar em soluções. A gente não quer ficar para trás, queremos evoluir. Eu acho que os novos pensamentos estão vindo, a gente pratica isso, aprende a ser diferente, mesmo que a nossa realidade faça com que às vezes a gente seja muito agressivo, a tendência é a gente segurar essa agressividade e pensar de forma diferente.

Pergunta – Você falou da importância da busca de soluções. Com a experiência do trabalho com a comunidade, quais seriam as melhores soluções, enquanto política pública, para a juventude?

Gizza – No espaço que temos hoje oferecemos cultura, cursos profissionalizantes e temos como meta chegar na área da saúde, conseguir trabalhar um pouco em palestras, em projetos para dar as pessoas noção de como cuidar da sua saúde na realidade em que elas vivem, na comunidade com esgotos abertos, ensinar como se preserva a saúde da criança, do jovem, do idoso. Além das oficinas voltadas à cultura, da qual já falamos, temos um telecentro, as pessoas podem viajar no site, ter informações não só de entretenimento, mas para seus estudos e para sua área profissional. Temos também cursos profissionalizantes, como de gastronomia, produção de eventos, viabilizados em parceria com o governo federal.

Pergunta – Como é a aproximação com jovens? Vocês procuram, a comunidade indica, é iniciativa do próprio jovem vir para Cufa?

Gizza – A intenção é fazer com que o jovem reconheça o espaço como um espaço dele, que ele se sinta em casa, a ponto da gente ter que botar ordem, como se aquilo fizesse parte da vida dele dentro da comunidade. O jovem se inscreve para um curso e a partir dali a nosso trabalho é fazer com que ele freqüente o espaço, as oficinas e que a gente acompanhe ele fora do espaço. Se acabar uma oficina, a nossa vontade é que ele continue freqüentando o espaço, não como um aluno, mas como uma pessoa que vai contribuir com o que aprendeu e passar para outras pessoas. Os jovens que trabalham aqui hoje, como voluntário, e os que prestam serviços, são pessoas que saíram daqui. É um diferencial, embora o jovem que tenha aprendido lá fora ele também contribui, mas o que aprendeu aqui ele serve como referência para o próprio jovem da comunidade. Nossa intenção é que o jovem acabe a oficina mas continue freqüentando o espaço como parte da vida dele, nem que venha aqui para fazer uma hora de voluntariado, duas vezes por semana.

Com as crianças e adolescentes a gente tem um acompanhamento, que envolve psicólogos, psicopedagogos, assistente social, que acompanham esse jovem na escola e em casa, onde conversam com os pais para eles entenderem como é a oficina que o jovem participa. O menino que faz oficina de basquete de rua chega em casa querendo jogar bola e, às vezes, os pais reprimem e não sabem a importância que é para ele aquela atividade. Então a gente informa qual o método que usamos para esse jovem jogar basquete de rua. Ao compreender, os pais aceitam toda a demonstração, o reflexo que acontece com ele dentro de casa, que ele trouxe da oficina que ele freqüentou. É trabalhoso mas tem tido efeito.

Pergunta – Freqüentar a escola é uma exigência para participar das atividades da Cufa?

Gizza – É recomendável, mas se não está a gente procura abrir espaço para essa criança. Já trouxemos jovens que não estavam estudando e, ao participar de uma oficina, voltou a estudar. Esse núcleo de pedagogas, psicólogas e assistentes sociais acaba indo nas escolas e pedindo espaço para esses alunos, seja adolescente, seja criança. A gente leva de volta para a escola, é um trabalho feito em parceria com as escolas, com a família, é uma junção.

Pergunta – A Cufa promove, este ano, a oitava edição do festival Hutúz. Como é participação dos jovens na produção desse festival, criado para divulgar o movimento hip hop?

Gizza – A produção e a direção são feitas pelos jovens e pela comunidade. É um festival voltado para o hip hop. Nasceu como um prêmio voltado para os artistas do hip hop, para quem fazia dança, e foi crescendo (começou em 2001). Tem um prêmio para os destaques - quem se destacou em 2007 vai aparecendo na lista, indicado por jurados. São 15 categorias que abrangem ciência, conhecimento, documentários sobre hip hop, a melhor música, etc. Tem também um festival de shows que é o Hútuz Hap Festival, que acontece no Circo Voador. São três noites que reúnem mais de 500 artistas. Tem também o seminário Hútuz, que reúne pessoas do movimento e de fora para analisar e discutir o que está acontecendo no hip hop, e temos o Hútuz Latino, que procura fazer a junção da música hap no Brasil e na América Latina, divulgar o que está rolando, saber qual é a língua que cada um está falando, se é parecida ou é diferente. A gente acaba fazendo também da música uma discussão, é bem bacana.

O envolvimento das mulheres no tráfico


Pergunta – E qual a linguagem hoje do jovem latinoamericano?

Gizza – É muito parecido com o que a gente tem falado no Brasil, tanto nas discussões políticas, quanto nas reivindicações. Existem outras cufas... é um movimento de um monte de gente consciente, que quer fazer mudança de verdade e quer trazer novos adeptos para essa mudança. A gente está falando a mesma língua nesse sentido, estamos fazendo algo, ninguém está parado, mas procurando alguma coisa para abrir caminhos. É bom saber que o efeito de viver o inconformismo que a gente vive aqui também existe nos países vizinhos. Vamos pensar, mobilizar as pessoas para pensar, escolher os políticos certos, pensar o futuro do país, mas pensar de forma pratica, que seja bom para todos os lados. Acho que é isso. A intenção não é fazer com que melhore aqui para nós, mas fazer com que melhore para todo mundo e, se vai melhorar para todo mundo, que nós estejamos incluídos nisso também, a mobilização é em volta disso.

Pergunta – Será lançado oficialmente este mês o livro “Falcão – Mulheres e o Tráfico”, de Celso Athayde e MV Bill...

Gizza – Mulheres e o Tráfico é a continuação do projeto que resultou no documentário e no livro Falcão — Meninos do Tráfico, lançado em 2006. É resultado de um trabalho do MV Bill e do Celso Athayde, que descobriram que a vida desses meninos estava ligada à trajetória de suas mães, filhas, irmãs, amigas, esposas e namoradas. Eles contam histórias de mulheres que, de alguma maneira, passaram a interagir e, em alguns casos, a integrar a indústria do tráfico de drogas e resolveram fazer esse livro mostrando a experiência e contando o que está acontecendo no Brasil. O livro será lançado no dia 26, no Cine Odeon, no Rio, com uma mesa-redonda para discutir o envolvimento das mulheres no tráfico.

Pergunta – Como você se envolveu com a Cufa, se tornou uma líder na comunidade?

Gizza – Eu sou uma mulher que era uma menina inconformada, com muitas perguntas, buscando respostas. Me envolvi em rádio comunitária com 13 anos, conheci o hip hop, que se tornou o caminho para eu fazer as coisas que eu tanto queria fazer. Eu nem sabia direito o que queria, mas tinha muitas perguntas, queria entender como era o sistema, como aconteciam as coisas, como elas se refletiam dentro da minha vida, porque a política em si refletia na minha casa, no meu bolso, na minha família. Tinha vontade de fazer parte de uma revolução... Eu vim de uma família que não era tão estrutura, perdi um irmão no tráfico de drogas, e queria aprender qual era o caminho para se ter uma família estruturada no Brasil, para melhorar a vida. Descobri que minha história não era a única, que as pessoas tinham histórias parecidas, que estava crescendo o número de jovens morrendo, de jovens se envolvendo com droga. Eu acabei encontrando um pouco de Deus, um pouco de solução, encontrei um caminho, participei da fundação da Cufa junto com o Bill e com o Celso, me envolvi com a música, gravei um disco, acabei entrando nessa luta e estou aqui com muita satisfação. O que me mantém viva é isso: a gente está em movimento, temos quatro bases funcionando, a regra é imposta por nós, temos contribuição de fora, respeitamos essas pessoas, mas a gente controla tudo, faz tudo e isso faz a diferença, a gente faz junto com a comunidade, junto com a favela.

Pergunta – Do lado pessoal você conseguiu uma família mais estruturada?

Gizza – Estou casada, com dois filhos, acho que vou conseguir deixar bastante coisa para os meus filhos, uma influência, minha filha de cinco anos me acompanha e tento passar para ela essa noção... Se amanhã eu não estiver aqui, ela já sentiu o gosto de que minha mãe fazia isso, qual o propósito, vai entender um pouco. Meu filho a mesma coisa. Não é fácil dar atenção a sua família e se dedicar a Cufa, mas acho que consegui ter uma base, noção de muitas coisas que eu não tinha, achar um caminho.

Música, mostras de cinema, meio ambiente e solidariedade tudo em um único projeto da CUFA em Dourados.


Hip Hop, oficinas dos cinco elementos do Hip Hop, Audiovisual, Mostras de Cinema, skate, basquete de rua e solidariedade com as comunidades dos bairros da Periferia de Dourados. Tudo isso faz parte do Projeto Conexão Hip Hop que culmina com um festival de várias bandas de Rap estadual e interestadual e que deve agitar o dia 09/12/2007 em Dourados-MS, no Espaço Jorge Antonio Salomão.


Os grupos Face Real (Sinop – MT), Linha Dura e DJ Taba (Cuiabá - MT). Além de Fase Terminal (MS), e + 15 grupos de Rap do estado irão dividir o palco do Espaço Jorge Antonio Salomão.


A entrada para o Festival será a doação de um brinquedo que será doado às crianças da periferia de Dourados.

O Projeto é uma iniciativa da Organização não-governamental Pulsar, que atua no estímulo à preservação do meio ambiente, cultura, comunicação popular e do respeito aos direitos dos povos indígenas, Juntamente com a Central Única das Favelas - CUFA, que é um movimento nacional que tem se organizado em torno de um comum interesse: transformar seus talentos em potenciais diante da sociedade, ainda muito marcada pelos preconceitos e pela disparidade entre as classe sociais.


A CUFA tornou-se um referencial para as comunidades e hoje possui núcleos em vários estados do Brasil inclusive em Dourados.

As atividades do Projeto ocorrerão no início das noites dos sábados às 19h30min, nos dias: 17/11/2007: Escola Álvaro Brandão – João Paulo II;

24/11/2007: Escola Antonia Candido de Melo – Parque das Nações II;

01/12/2007: CRÁS – Estrela Porá e;

08/12/2007: CRÁS – Canaã I, com o apoio das lideranças do Orçamento Participativo e lideranças dos bairros.


A Mostra de cinema popular terá projeções gratuitas de filmes e será realizada em espaço público dos bairros. Serão exibidos filmes de longa e curta metragem de produção mais recentes, e também importantes obras da história do cinema brasileiro.


A Mostra pretende ser um primeiro passo para constituir um espaço permanente de exibição e debate com a comunidade sobre cultura, questões sociais e econômicas que afetam diretamente as comunidades moradoras dos bairros de periferia. Um dos intuitos é chamar a atenção da opinião pública para estas regiões com alto contingente populacional, grande efervescência cultural e nenhum espaço nos bairros para disseminação.


O projeto Conexão Hip Hop quer incentivar o interesse da comunidade pela cultura cinematográfica, inserindo o audiovisual no campo das atividades locais, buscando promover um espaço de reflexão crítica sobre este imaginário.

Apoio: Prefeitura Municipal de Dourados, Uniderp, Íris Comunicação, COMAFRU, CUFA SKAT e Red Machine.

13 de nov de 2007

2ª dia do Work Shop da Construção Social da Paz em Sinop, é realizado com Debates entre Grupos de discussões


Fonte: Fernanda Quevedo

No segundo dia do Work Shop, Construção Social da Paz, aconteceram os grupos de trabalhos, onda a questão da Segurança Pública em Sinop foi o tema central.
As palestras ministradas pelo Jornalista João Onofre Ribeiro e pelo jornalista Gustavo de Oliveira, que antecederam as discussões em grupos deram o panorama da violência em Sinop e no Brasil fomentaram o debate.
O encontro não tinha caráter de conferencia, porem saíram dos grupos de discussões propostas a serem encaminhadas pelos participantes, com datas e prazos a serem cumpridos.
Como lembrou o secretário de Segurança Publica Carlos Brito de Lima no enceramento do evento, foi uma oportunidade de sociedade e poder público dialogarem.
A CUFA, que teve membros em todos os grupos de trabalhos, atentou para o fato de que a juventude possa ter espaços nessas discussões e que principalmente que as ações governamentais tenham como prioridade a juventude.

1º WORK SHOP CONSTRUÇÃO SOCIAL DA PAZ DE MATO GROSSO É REALIZADO EM SINOP


Fonte: Núcleo de Comunicação

Nesta sexta-feira, no município de Sinop, deu-se inicio o Work Shop Construção Social da Paz. Com caráter de conferência, onde a sociedade civil organizada e o poder público reformularam e encaminharam propostas, o evento teve a participação do Governador Blairo Maggi, e os secretários de Segurança Pública Carlos Brito de Lima e adjunto Carlos Caetano. O município de Sinop foi “agraciado” com cerca de nove milhões de reais, recursos oriundos do Plano de Aceleração do Crescimento, do governador federal.

A CUFA de Sinop, representada por Anderson Maciel, presente nesta sexta-feira, compôs a mesa de abertura juntamente com todas as autoridades presentes. Sentiu-se contemplada com o anuncio feito pelo governador, da cobertura da quadra esportiva da Praça União, reivindicação que já vem sendo feita há vários anos pela comunidade através da CUFA, Associação de Moradores do Residencial Jequitibás e da USAMB (União Sinopense das Associações de Moradores de Bairros).

Ainda nesta sexta-feira, o Secretario Carlos Brito ministrou uma excelente palestra com o tema: “Segurança Pública: dever, direito e responsabilidade”. Carlos Brito ressaltou a responsabilidade que Estado e sociedade tem em comum na questão de segurança pública.

O coordenador da SENASP Dr. Marcelo Ottoni Durante palestrou mostrando empiricamente os reflexos da violência no Brasil, e atentou também para a questão da responsabilidade social. O Dr. João Guerra, que é Juiz de Direito e Diretor do Fórum de Sinop, falou sobre o sistema prisional e ressocialização, mostrando a importância do processo da qualidade na ressocialização dos indivíduos.

A CUFA, que já desenvolve projetos que visam à prevenção e o combate da violência, considera discussões como essas, um avanço na questão de Segurança Publica, e participa do processo de tomadas de decisões sociais tendo como principal proposta à qualidade de vida das comunidades carentes.
A CUFA fará exposição dos trabalhos durante todo o evento. Grupos de trabalhos serão realizados amanhã, sábado, onde representantes da CUFA MT estarão presentes.

8 de nov de 2007

Cufa desenvolve Nucleo de Projetos Maria Maria

Fonte: Fernanda Quevedo

Refletindo na ótica das desigualdades de gênero, que são multifacetadas, a Cufa MT esta desenvolvendo um núcleo de ações voltado para mulheres das comunidades carentes.


O núcleo de projetos Maria Maria desenvolverá ações tendo como objeto as expressões da questão social vivenciadas pelas mulheres. As ações visam o empoderamento das mulheres, recuperação (ou estimulação) da auto-estima, e principalmente da conscientização de seu importante papel protagonista na sociedade.


Serão oferecidas entre outras ações, oficinas de formação política e cursos profissionalizantes.


O projeto será lançado em dezembro no município de Sinop (CUFA SINOP), junto ao lançamento do livro “Falcão Mulheres e o Tráfico” de Celso Atayde e MV Bill.


Para mais informações: (65) 3023-8072.


Em breve, mais noticias sobre o projeto.

7 de nov de 2007

CUFA articula frente parlamentar

Representantes da Central Única das Favelas (CUFA) estiveram nessa segunda-feira (05) no escritório parlamentar do deputado federal Carlos Abicalil (PT) em Cuiabá. Eles solicitaram ao deputado apóio as ações desenvolvidas pela organização e informaram que pretendem formar uma Frente Parlamentar da Juventude que vive na periferia, no Congresso Nacional.


De acordo com os membros da CUFA a ação é nacional e diversos integrantes da Central estão conversando com deputados do seu respectivo Estado para formar a representação oficial. Em Mato Grosso, o grupo optou por convidar o deputado Abicalil devido a sua sensibilização em relação à causa.

CUFA lançará Programa CONSCIÊNCIA HIP HOP


A CUFA Central Única das Favelas de Mato Grosso tem a honra de informar e de convidar você para o lançamento do programa Consciência Hip Hop 2007.



O programa lança o projeto Consciência Hip Hop no bairro Jardim Vitória em Cuiabá, que atenderá os jovens da referida comunidade, com oficinas de Break, Mc, Dj, Basquete de Rua e Grafitti.



O programa é uma parceria da CUFA com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública - SEJUSP e Base Comunitária de Segurança do Jardim Vitória.


Serviço:
O que:
Lançamento do Programa Consciência Hip Hop 2007.
Onde: Base Comunitária de Segurança do Jardim Vitória
Quando: 12/11/2007 ás 08:00 horas.

2 de nov de 2007

Prêmio HUTUZ


A partir de domingo, 4, o Rio de Janeiro será a capital brasileira do hip hop. É quando começa o Circo Hutúz, espetáculo organizado pela Central Única de Favelas (Cufa), com apresentações de break, basquete de rua, DJs e MCs, além da criação de grafites.O evento, que acontece há oito anos, vai premiar os melhores do hip hop nacional e apresentar o que há de mais novo no cenário do gênero musical. Durante todas as terça-feiras do mês de novembro, haverá discussões sobre o hip hop latino-americano no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro do Rio. MV Bill e Vozes do Gueto são alguns dos participantes, que incluem ainda os argentinos Mustafá Yoda e Emanero.

Também no CCBB, nos dias 7, 14 e 21 de novembro, haverá apresentaçõs do Hutúz, sempre às 18h, com entrada franca.
Confira mais no www.hutuz.com.br

1 de nov de 2007

Laranja Mekanica é o quarto lançamento do Compac.Rec


O Compacto.Rec apresenta mais uma banda selecionada para ser lançada nesse que é o primeiro projeto de distribuição do Circuito Fora do Eixo. A quarta banda escolhida foi o Laranja Mekanica, de São Paulo. Ao longo de 12 anos de existência o Laranja Mekanica já se apresentou com bandas como Velhas Virgens, Inocentes, Thunderbird e os Devotos de Nossa Senhora Aparecida, já estrearam clipe no extinto “Central MTV”, foram notícia em sites como Rock Press, Dynamite, Rock Brigade, Folhateen (Folha de S. Paulo), entre outros feitos. A idéia do Compacto.Rec é lançar um novo compacto a cada 15 dias. Os fonogramas dos selecionados são disponibilizados para download em todos os sites integrados ao projeto, o que contabiliza mais de 30 páginas na internet. Fique atendo ao Compacto, inscreva sua banda.

Mais informações no http://www.compactorec.blogspot.com/.

CUFA participa de reunião preparatória a Audiência de Segurança Pública

A Sociedade Civil Organizada no municipio de Sinop, se reuniu nesta quinta-feira (01/11), para realizarem Reunião Preparatória, para Audiencia de Segurança Pública de Sinop, a realizar-se nos proximos dias 09 e 10 de novembro.
Participaram ainda da reunião preparatória autoridades como: Comandante de Área da Policia Militar Major Wagner, o Vereador Gilson de Oliveira, o Secretário de Trânsito, Hedvaldo Costa e o Deputado Estadual Dilceu Dal'Bosco, idealizador da audiência a ser realizada.
Francisco Brito, Presidente da USAMB - União Sinopense das Associações de Moradores de Bairros, abre a reunião preparatória, indagando sobre a grande necessidade da discussão para que ações coletivas sejam tomadas pela sociedade organizada e que dali saia um documento de todos a ser entregue ao governo do estado.
Deputado Dilceu, fala da necessidade da elaboração de propostas de cunho coletivo a serem entregues ao Governador Blairro Maggi e ao Secretário Carlos Britto e ressalta da labuta pela audiencia, que desde março vem sendo adiada, mas que sera agora realizada já com boas noticias para Sinop.
Vereador Gilson de Oliveira, solicita que seja incluso no documento, a solicitação de ampliação das bases das policia militares, sendo expandidas para bairros como Oliveiras, Nações, Alto da Glória e Camping Club.
O Secretário de Trânsito, Hedvaldo Costa, solicita auxilio na busca de recursos e conscientização do Trânsito, ja que a falta de atenção traz grandes transtornos a segurança pública.
Já o Major Wagner, pontua a todo momento que o problema mais grave na corporação atual é o de efetivo de policiais, haja visto, que se tem um levantamento que de cada 250 habitante é necessário 5 policiais, e Sinop com 105.762 habitantes, contém 145 policiais, pontua ainda que os concursos públicos devem ser regionalizados, aumentando a credibilidade policial e aumentando o numero de empregos, pois segundo o comandante o grande problema enfrentado em Sinop é o de pessoas de Cuiaba e cidades da região da capital, realizam o concurso em Sinop e logo em seguida solicitam transferencia para suas cidades de origem e com apadrinhamento acabam conseguindo exito.

O Presidente do Jequitibás, Helmir Crispiniano, rapidamente coloca que temos todos que cuidar para que o problema com a segurança não se inicie dentro das proprias residencias, com falta de dialogo com filhos, Helmir coloca ainda, que o efetivo que hoje a PM contém e os vindouros tem de ter melhores treinamentos, sabendo assim diferenciar bandidos de pessoas de boa indole, e que a justiça deve ser feita a todos, tanto para os ladrãozinhos pé de chinelo, como na reuniao foram chamados, quanto aos ladraozãos, que financiam todo o sistema criminal.
Anderson Maciel, coordenador da CUFA em Sinop, aproveita para colocar ao Major o problema enfrentado pela entidade e da falta de credibilidade que a policia tem com a comunidade pós ações como esta serem realizadas, coloca ainda a entidade a disposição da corporação e de todas lideranças ali presentes, explanando ainda sobre as ações desenvolvidas a fim de contribuir com a policia e com a comunidade diretante, resgatando os que ja estao no mundo ilicito e formando barreiras aos que felizmente nao chegaram a tal ponto.
Por fim foi montada uma comissão para dar continuidade aos trabalhos e a CUFA sera responsavel por redigir o documento que sera entregue ao Governador e ao Secretário de Justiça e Segurança Pública, onde contera as principais reivindicações da comunidade quanto a PM, Bombeiros, Policia Civil, Insituto Médico Legal e entre outras.

31 de out de 2007

CONVOCAÇÃO

O Fórum Permanente Mato-grossense de Cultura convoca a todos os artistas, produtores e entidades culturais, para reunião ordinária.
Pautas :
1- ATO PÚBLICO
2- Avaliação da reunião na CST de Cultura
3 - Seminário de Cultura4- Informes Gerais.
Dia : 01/11/2007 – Quinta-feira – 19:00 h.
Local: AUDITÓRIO DO HOTEL TAIAMÃ (Av. do CPA) - Cuiabá-MT
Informações: (65) 8119-6628/9223-5824

29 de out de 2007

Falcão – Mulheres e o Tráfico, de Celso Athayde e MV Bil



Falcão — Mulheres e o Tráfico é a continuação do projeto pioneiro que resultou no documentário e no livro Falcão — Meninos do Tráfico, lançado no ano de 2006, em co-edição da Central Única das Favelas (Cufa) com a Objetiva. Trabalhando em favelas de todo o Brasil com meninos envolvidos no tráfico de drogas, os autores MV Bill e Celso Athayde descobriram que a vida desses "falcões" estava visceralmente ligada à trajetória de suas mães, filhas, irmãs, amigas, esposas e namoradas.



Em Falcão — Mulheres e o Tráfico, os autores contam histórias de mulheres de diferentes idades, valores e projetos de vida, que de alguma maneira passaram a interagir e, em alguns casos, a integrar a indústria do tráfico de drogas. Este livro é o relato de como os autores conheceram essas mulheres e de sua convivência com elas. Além disso, é também um esforço para que o Brasil conheça a história delas.



"Não queremos que nossa contribuição se limite aos filmes, documentários e livros, que, é claro, têm sua importância. O mundo no qual penetramos nos mostrou o quanto o problema é grande, o quanto o buraco é mais embaixo. Ao tentar desmistificar a questão dos jovens, descobrimos que essa realidade está entrelaçada, formando uma teia com outras realidades. Nessa teia, estão, também, elas, as mulheres", escreve Athayde na apresentação do livro.



Realizado a partir de oito anos de entrevistas, Falcão — Mulheres e o Tráfico é narrado em primeira pessoa pelos autores, que transcrevem numa linguagem franca e direta as conversas que tiveram com dezenas de mulheres em favelas de todo o país sobre suas experiências com o tráfico de drogas. São relatos emocionados, duros, e muitas vezes chocantes, de mães que perderam filhos ainda jovens, de mulheres embrutecidas pela violência e que passam a comandar o tráfico com mão-de-ferro, de tristes prostitutas que se vendem por um punhado de drogas – em suma, mulheres que aprenderam a viver sob uma nova ordem moral.



Ao tratar dessa realidade feminina brasileira, Falcão – Mulheres e o Tráfico acrescenta uma nova dimensão à discussão sobre a desigualdade econômica e social e a questão da segurança pública. Enquanto narram suas histórias, os autores também discutem temas polêmicos como racismo, repressão policial e a importância do trabalho social e do movimento hip hop para a juventude que vive nas favelas, num livro fundamental para quem pretende entender o problema da violência no Brasil.



Sobre os autores:



CELSO ATHAYDE nasceu no Cabral, Baixada Fluminense. É um produtor pioneiro e influente no segmento do hip hop no Brasil. Antes dos 13 anos, já havia morado em quatro favelas, em abrigos públicos e na rua. Trabalhou como camelô em Madureira, onde começou a organizar eventos musicais. Com o tempo, seu trabalho começou a abrir portas para um novo universo, e ele fundou a Cufa, Central Única das Favelas, organização reconhecida pelo trabalho de inclusão social de abrangência nacional.



Desde então, Celso dirigiu e produziu o filme "Falcão — Meninos do Tráfico", que recebeu o Prêmio Rei da Espanha. Escreveu, com o rapper MV Bill, o livro de mesmo título, além de Cabeça de Porco, também com MV Bill e Luiz Eduardo Soares. Dirigiu e produziu, ainda, os documentários "Sou Soul", com Nega Gizza, e "Di Menor", com MV Bill, além do premiado clipe "Soldado do Morro", de MV Bill, junto com Roberto Oliveira. Criou o Prêmio Hutúz, o mais importante do hip hop nacional, e também a primeira Liga Brasileira de Basquete de Rua.



MV BILL é hoje o rapper mais influente do país. É escritor, compositor, arranjador, documentarista e roteirista. Com Celso Athayde, realizou o documentário "Falcão — Meninos do Tráfico" e escreveu o livro homônimo. Escreveu também, com Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares, o livro Cabeça de Porco. Sua atuação não se limita ao setor cultural e artístico. Ele também transita pela política e pelos movimentos negro e social. Seu desempenho nesses segmentos o levou a receber o Prêmio Unesco — Categoria Juventude, o Prêmio de Direitos Humanos, concedido pelo Ministério da Justiça, o Prêmio Cidadão do Mundo, pela ONU, e o Prêmio Wladimir Herzog, do Sindicato de Jornalistas de São Paulo.



Bill tem 32 anos, nasceu e reside na favela Cidade de Deus. Seu trabalho fala sobre violência, discriminação e cidadania. Sua música canta a realidade das periferias, incentivando a conscientização e a valorização da cultura dos guetos no nosso país.

Título: "Falcão – Mulheres e o Tráfico"
Autores: Celso Athayde e MV Bill

Editora: Objetiva/ CUFA

Preço: R$ 39,90

Assessoria de Comunicação - OBJETIVA
Simone Ruiz e Camila Pohlmann
Telefone: (21) 2199-7824 E-mail:
imprensa@objetiva.com.br

27 de out de 2007

CUFA apresentará "MARIA MARIA"

A CUFA Sinop, esta criando um núcleo de mulheres: MARIA MARIA. Na verdade trata-se de uma rede de mulheres que atue nas comunidades periféricas. Maria Maria tem como principal objetivo despertar a mulher e a sociedade sobre o importante papel protagonista que esta desenvolve nas relações sociais.

A rede terá como eixo para a criação e gestão de projetos os temas referentes a:
• Direitos Humanos (direitos civis, sexuais e reprodutivos).
• Família (Comportamento);
• Moda e Beleza:
• Mundo do Trabalho;
• Redes Sociais.

O projeto será lançado no dia 18/11, na UNEMAT a partir das 14:00 h.

Fiquem atenta(os) para a programação, que em breve divulgaremos por aqui.

Contamos com a sua participação!

24 de out de 2007

Membro da CUFA é aclamado Delegado da Juventude em Sinop

Durante todo o dia de ontem (23/10) Sinop Anderson Maciel e Daiana Brando da Silva, estiveram participando da realização da 1 ª Conferência Estadual da Juventude. As conferências regionais de Políticas Públicas de Juventude constituem-se como etapa preparatória e eletiva para a estadual que será no dia 13 de dezembro, em Cuiabá e posteriormente à Nacional, em Brasília. MT.

Em Sinop as discussões foram entres os representantes dos municípios de Vera, Cláudia, Itaúba e Marcelândia, além da sede Sinop. As cidades de Feliz Natal, Santa Carmem e União do Sul, que fazem parte deste pólo, não compareceram.

Cerca de 150 pessoas se inscreveram nos grupos temáticos: (1) Desenvolvimento Integral, (2) Qualidade de Vida, (3) Vida Segura e (4) Cidadania e cada grupo se subdividiu em dois.


O primeiro em: Educação e Trabalho/ Cultura, Leitura e Empreendedorismo. O segundo em:Juventude e Meio Ambiente/ Saúde e Esporte e Lazer. O tema Vida Segura abordou Prevenção e Segurança e Promoção Social. Para encerrar o quarto grupo discutiu Valorização e Respeito aos Direitos Humanos/ Portadores de Necessidades Especiais e Protagonismo e Organização Juvenil.

A importância das conferências e a busca do poder público em formular e executar políticas que atendam aos anseios dos jovens também ficou claro nas discussões.

Com o tema: “Levante Sua Bandeira” , a etapa regional de Sinop alcançou o objetivo proposto de incentivar e ampliar a participação dos jovens na construção e efetivação de políticas públicas voltadas para a juventude.

As eleições de Delegados tiveram disputas acirradas pela vaga, onde cada município integrante tinha direito a três delegados, mas somente 11 foram escolhidos, e mais três suplentes. Sinop, Vera e Itaúba elegeram três participantes cada cidade. Cláudia e Marcelândia elegeram um delegado.

A CUFA terá seu representante do pólo de Sinop, haja visto que o jovem Anderson Maciel foi aclamado como 1° Delegado da Conferencia Regional da Juventude de Sinop.

CUFA recebe moção de aplauso da Câmara Municipal de Sinop

Na noite de ontem, 22 de outubro, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Sinop, membros da CUFA – Central Única das Favelas de Sinop, receberam por indicação do vereador Jorge Muller, uma Moção de Aplauso, pelos trabalhos realizados no município, através de oficinas permanentes na Escola Estadual Rosa dos Ventos e na Praça União.Além dos eventos educacionais e esportivos que vem atendendo os mais diversos bairros da periferia sinopense, levando através deste o nome de Sinop com destaque a nível nacional, como foi o que aconteceu com a equipe sinopense de basquete de rua, que disputou brilhantemente a LIBBRA – Liga Brasileira de Basquete de Rua, realizada no Rio de Janeiro – RJ.

23 de out de 2007

Cultura, diversidade e equívocos.

A Ordem dos Músicos de Mato Grosso diz possuir em torno de cinco mil associados. E parece que eles estão sendo prejudicados porque as prefeituras do interior têm contratado músicos de fora do estado, com dinheiro do Fundo de Fomento à Cultura, para fazer shows que, segundo um músico local e porta-voz da OMB-MT, eles mesmos podem fazer. E pra dar um jeito nessa questão de "estrangeiros" na cena musical mato-grossense, procuraram os Deputados José Riva e Walter Rabello.

Não dá pra saber se eles - Ordem dos Músicos - propuseram ou se foram os Deputados que encontraram a solução: nesse palco não toca e nem dança gente de fora. Pronto, está resolvido. Através de uma lei estadual, o show será somente com gente nossa, (de Mato Grosso)!!! Milhares de "showzeiros" locais devem estar felizes com a 'propositura'.

Ah! Mas nem todo mundo acha que o show deva ser só com participação local, há aqueles - o povo do cinema, da literatura, das artes cênicas, das artes visuais, das danças, do hip-hop e funk entre outros - que defendem shows com ampla diversidade e intercâmbios, independente de endereço ou local de nascimento do artista, pois sabem que isto é que constitui a dinâmica da cultura e que as sociedades conquistaram seus avanços ancoradas e estimuladas pela diversidade e pelos intercâmbios culturais.

Entretanto, além de outros terem a certeza de que os shows não devem se constituir de uma única expressão no palco, no caso a expressão local - temos, de repente, uma única entidade de classe (que não fala por todos os músicos) se transformar na voz da cultura em Mato Grosso, assume o papel e voz do diverso Segmento Artístico Cultural. Como podemos ver registrado em texto no site do Deputado Riva - "Esta propositura de Riva e Rabello causou no segmento artístico sentimento de confiança e esperança de mudanças motivo que levou os Deputados solicitarem discussão ampla sobre o assunto". E aqui que cabe informar-lhes, Deputados Riva e Rabello, que a Ordem dos Músicos não fala em nome da cultura de Mato Grosso.

A Ordem dos Músicos fala em seu nome e de seus interesses, que até podem representar o desejo da maioria de seus associados. Será? Mas que não coadunam com os interesses de outras entidades, instituições e profissionais envolvidos com as lides do fazer cultural. E, dito isso, é preciso, caros Deputados, que os senhores reconheçam e insiram em seus sites e em seus pronunciamentos esta informação: de que foram procurados por uma única entidade e a nomeie.

Destaque-se a ainda que não é o interesse e menos ainda o entendimento de todos os músicos desse estado. E também é preciso reconhecer que, no mundo da cultura de Mato Grosso, existem outros "atores" e interesses que não são supérfluos e tampouco desqualificados. São aqueles que acreditam no poder transformador da cultura, de gente que não aceita o 'eles que se virem' como resposta, nem para si e nem para Mato Grosso. Porque, e isso sim é importante, o que é preciso defender não é a reserva de mercado ou o monopólio, equivocamente, proposto por uma entidade. Não é direito da Ordem dos Músicos estabelecer como os shows de outros cidadãos, contribuintes ou entidades deva se organizar e acontecer.

O que necessita ser defendido com vigor permanente, Senhores Deputados, são os artigos inscritos tanto na Constituição Federal quanto na Estadual no que se refere aos direitos culturais, de informação e de comunicação. O que deve ser atacado é a xenofobia, essa excrescência prima-irmã do fascismo.

Ah, em tempo! E com as prefeituras alguém conversou? Porque aparentemente o problema começa lá, não é mesmo? Não são elas que querem - contratam - shows com rostos e sons de além de nossas fronteiras. E por que é que esses shows têm satisfeito ao paladar de nossos prefeitos Mato Grosso adentro?


Sergio Luiz S. Brito, documentarista, e Wander Antunes, contista e roteirista de histórias em quadrinhos, são membros do Fórum Permanente de Cultura MT.

19 de out de 2007

1ª Conferência Regional da Juventude



Sinop será sede da 1ª Conferência Regional da Juventude, a Conferencia será realizada no dia 23/10 (terça-feira), a partir das 08:00 horas, nas dependências do Clube dos Idosos, Sinop por ser município pólo, abrange a participação dos municípios de Santa Carmem, Vera, Claudia, Marcelândia e Feliz Natal, Itaúba e União do Sul.

Haja visto, a fundamental importância para o desenvolvimento de políticas públicas a juventude mato-grossense, em especial da região norte do estado, a CUFA de Sinop estará presente na 1ª Conferência Regional da Juventude, expressando para todos as ansiedades e pontuando as ações concretas já desenvolvida pela entidade em prol do desenvolvimento progressista da nossa juventude.

A conferência terá como tema “Jovem, levante sua bandeira”, que integra a apresentação dos painéis temáticos: estudo e trabalho, cultura e lazer, qualidade de vida, vida segura, saúde, segurança, além de valores éticos e sociais. A comissão organizadora, indaga que na ocasião será promovido um diagnóstico compatível com a realidade da comunidade local e regional.

Diante disto a CUFA – Central Única das Favelas, convida a todos para unirmos forças e estarmos todos presentes para debatermos assuntos de interesses coletivos da nossa sociedade.


O que: Conferência Regional da Juventude
Onde: Clube dos Idosos
Quando: 23/10 (terça-feira), a partir das 08:00 hs.

15 de out de 2007

CUFA Sinop participa da Conferência Estadual das Cidades

Anderson Maciel, da cidade de Sinop, representando a CUFA Mato Grosso, participou da 3ª Conferência Estadual das Cidades, nos dias 27 e 28/09, a Conferência contou com a participação de 600 pessoas, entre estas, 145 delegados representando 118 municípios do Estado, enaltecendo assim a grande participação popular na mesma.

No evento foram escolhidos os 43 representantes mato-grossenses da edição nacional da conferência que acontece em Brasília (DF), no Ministério das Cidades, entre os dias 25 e 29 de novembro

A 3ª Conferencia contou ainda com a participação do representante do Ministério, Celso Carvalho, do prefeito da capital, Wilson Santos, do secretário de Planejamento do Estado, Yênes Magalhães, do secretário de Educação, Ságuas Moraes, do secretário de Justiça e Segurança, Carlos Brito, do procurador geral do Estado, Mauro César, representantes da Defensoria Pública, do Conselho Nacional das Cidades e autoridades dos diversos municípios participantes.

abertura da 3ª Conferência Estadual das Cidades contou com grande participação popular nesta quinta-feira (27.09). Mais de 600 pessoas, entre estas, 145 delegados representando 118 municípios do Estado, estarão reunidos até sexta-feira (28.09) debatendo políticas públicas para uma gestão democrática das cidades. No evento, ainda serão definidos os 43 representantes mato-grossenses da edição nacional da conferência que acontece em Brasília (DF), no Ministério das Cidades, entre os dias 25 e 29 de novembro.

Anderson Maciel, ressalta que como representante da Central Única das Favelas, sinto-me mais que na obrigação de defender interesses das comunidades menos favorecidas, defendo assim propostas que visem melhoras as questões de: habitação e saneamento básico, transporte e oportunidades de capacitação e participação efetiva da sociedade civil menos favorecida, no planejamento, desenvolvimento e execução das políticas públicas”.

CUFA abrilhanta Festa do Dia das Crianças, proporcionada pela TV CIDADE

A CUFA – Central Única das Favelas de Sinop, esteve neste ultimo dia 12/10, no Dia das Crianças, participando de uma mega Festa, proporcionada pela TV Cidade Canal 4 de Sinop, realizada no estacionamento do Mercado Machado Itaúbas.

Para um público de cerca de 5 mil pessoas, a CUFA em sua Tenda, proporcionou as crianças atividades como Graffite ao Vivo, Roda de Break, Dj Black Jota nas discotecagens, e já no palco principal da Festa, o publico pode conferir Shows com os Grupos Face Real e N’atividade Moral, além da apresentação de Break com a Crew formada por alunos do projeto da Escola Rosa dos Ventos, realizado pela CUFA.

“Foi uma experiência incrível para nós, não tanto pelo número de público, mais sim pela procura das nossas atividades por este público, uma aceitação considerável, nos motivando a fazer cada vez mais pelas nossas crianças” Diz Dj Black Jota, responsável pela Tenda da CUFA no Evento.

“É emocionante ver nosso trabalho ser reconhecido, Graffites nos 4 cantos da festa, B.Boys realizando manobras em todos espaços e os Shows de Rap invadindo a cena, e sendo transmitidos ao Vivo para toda cidade de Sinop, mas mais emocionante ainda, é ver a qualidade e a formação que a CUFA vem proporcionando na vida de seus integrantes, vê-los dando show de organização, organizando tudo, desde as nossas próprias atividades como palco, distribuição de doces, entrada das pessoas, isso é o mais gratificante.” Relata Anderson, Coordenador da CUFA em Sinop.

O Evento contou com participação de diversos segmentos culturais da sociedade sinopense, e diversos prêmios para as crianças carentes presentes, o fato de ser transmitido ao vivo, proporcionou maior reconhecimento aos trabalhos sociais desenvolvidos em Sinop que participaram desta grandiosa Festa.

Em breve, disponibilizaremos vídeo das atividades.

CUFA Sinop, fazendo cada vez + do nosso jeito.

11 de out de 2007

Cufa se reune com o Comandante da Policia Militar

Ontem, dia 10/11/2007, a CUFA se reuniu com o Comandante da Policia Militar Campos Filho e seus assessores para falar sobre o fato ocorrido no ultimo dia 05/10/2007 em Sinop, no qual um membro da CUFA foi ESPANCADO.Campos Filho indaga o que CUFA e a Policia podem fazer para minmiizar a violência dentro das favelas.O comandante da Policia Militar, ressalta que a sociedade é instruída a ter preconceito contra a policia, o que considera uma barreira para diminuir a violência. Em contrapartida, Linha Dura fala da dificuldade em estabelecer uma relação amigável e instruir a comunidade carente diante um fato como este que ocorreu em Sinop.

Neste sentido, CUFA e Policia agendaram para novembro, uma palestra sobre diversidade cultural, ainda sem data e local definido.Dialogo com a policia, é uma das vias que a CUFA vêm buscando para construção de políticas para juventude.

Assim, essa reunião pode ser entendida como ganho, mas acima de tudo deve ser encarada como direito e principalmente AÇÃO.


14/10, CUFA COMEMORA DIA DAS CRIANÇAS E MANIFESTA APOIO AO INSTRUTOR JILCIMAR

Atenção moradores do Residencial Jequitibás e bairros vizinhos, a CUFA - Central Única das Favelas em comemoração ao dia das Crianças, promoverá no dia 14/10 (domingo), a partir das 14:00 horas, uma tarde cultural, com apresentações de Dj Black Jota (black music), Dj Topper (Funk, dance), Grupos de Rap - Face Real e N'Atividade Moral e alem de Rodas livres de Break e Capoeira com Grupo ACALF, e para as crianças haverá distribuição de doces.
Durante as atividades manifestações de protestos quanto ao fato ocorrido na sexta-feira passada, com o Instrutor e B.boy Jilcimar.
Você é o nosso convidado, venha e traga toda sua familia.
O que: Tarde Cultural pelo Dia das Crianças e Manisfesto de apoio ao Jilcimar
Onde: Praça União - Bairro Jequitibás
Quando: 14/10 (domingo) a partir das 14:00 horas
Realização: CUFA - Associação Moradores Jequitibás - Dj Topper

Pedreiro é atacado por policias em Sinop



Fonte: GAZETA DIGITAL






Da Redação



O pedreiro Jilcimar Tavares, 20, denuncia que foi espancado e torturado por policiais militares pelo fato de não ter documento de identidade para apresentar durante uma abordagem de rotina em uma das praças no município de Sinop, O caso aconteceu na sexta-feira (5) mas somente ontem que ele resolveu denunciar. A vítima, que ainda apresenta no rosto sinais de hematomas, foi abordado por volta das 15h45 na praça União. Na ocasião ele se preparava para dar aulas de "break" para as crianças do bairro, por meio de um projeto que desenvolve pela Central Única das Favelas (Cufa).


O fato ocorreu na última sexta-feira (5), mas até agora a vítima disse não ter conseguido fazer o reconhecimento dos agressores no quartel PM da cidade. Aguarda ainda o encaminhamento por parte da delegacia civil para realização de exame de corpo delito. Depois de agredido pelos PMs, Jilcimar e os amigos foram levados até a Delegacia, onde permaneceram detidos e só foram liberados por volta das 9 horas da manhã do sábado (6).


Jilcimar diz que estava na praça quando chegaram alguns policiais, abordaram ele e dois amigos. Foi feita a revista e a PM pediu os documentos dos três. "Na ocasião eu tinha deixado os meus em casa e respondi que morava perto. O policial, se mostrando alterado e nervoso disse que estávamos detidos por estar sem documentos e que o local era suposto ponto de tráfico de drogas". O pedreiro disse que tentou dialogar dizendo que estudava.


Mesmo assim foram presos e levados ao posto PM do Jardim Boa Esperança. Depois de registrar o BO ele e os amigos foram levados até uma sala e começaram a ser agredidos pelo PM. "Só parou de bater quando comecei a passar mal. Nos puseram de novo no camburão e nos deixaram amontoados um sobre o outro por cerca de uma hora, num calor de 40 graus e depois nos deixaram para a delegacia". Jilcimar acredita que o fato de ser pobre e de cor parda também influenciou no tratamento. "Se fosse de cor branca e estivesse bem vestido, isso não teria acontecido".

8 de out de 2007

DESABAFO

Sinop, sexta-feira, dia 05 de outubro de 2007

Eu Jilcimar, me dirigi no dia 05/10/2007, exatamente as 15:45 horas, até a Praça União, onde ministro aulas de Break, através de um projeto social da CUFA – Central Única das Favelas, com apoio da Associação de Moradores do Residencial Jequitibás.

Após 5 minutos que eu estava na Praça, chegaram alguns policiais, abordaram eu e mais 02 (dois) amigos que lá estavam comigo, fizeram revista e solicitaram nossos documentos, eu que na ocasião tinha deixado os meus em casa, respondi que morava perto e que os documentos estavam em casa.

O policial, se mostrando alterado, nervoso, nos disse que estávamos detidos por estar sem documentos e que o local era suposto ponto de tráfico de drogas, fui tentar um dialogo, dizendo que estudava e que neste dia em questão tinha uma prova importante, que naquele espaço tinha projetos sociais, pra resgatar o ambiente e disse ainda que ali tinha pessoas de bem.

Ironicamente ele falou que não queria saber de porra nenhuma, que eu iria preso mesmo, e assim nos encaminho a viatura, e dirigimos para companhia do posto policial do Jardim Boa Esperança, nos tiraram da viatura, registraram o boletim de ocorrência, e nos encaminharam para uma sala, passados 15 minutos, veio o policial, falando e batendo no meu amigo, eram constantes os socos que ele dava no peito do meu amigo, cheguei a ter a sensação que por ter tentado ter um dialogo com eles, eles não iriam bater em mim, mas foi só ilusão.

O policial me perguntou, sobre o que eu estava fazendo num lugar daquele, que no caso é a Praça União, ai repetir novamente que lá ministro aulas de dança pra gurizadinha, que sou membro da CUFA, e que nossos objetivos era o de resgatar a gurizada também, proporcionando alternativas e atividades a eles, para que eles não entrem no vicio, crime e outros atos ilícitos, fortalecendo assim toda comunidade.

Ai o policial afirmou que ali não freqüentavam pessoas de bem, que todos são vagabundo e ainda me perguntou, “Sua mãe vai num lugar daquele?”.

Fui verídico e falei que sim, que ela freqüentava sim, até por acreditar no trabalho que desenvolvo, e creio que ele entendeu como provocação, ou sei lá o que aconteceu, mas foi só eu responder e começou a tortura sobre mim, ele me espancou muito, parecia que tinha raiva de mim, ele me bateu muito e por muito tempo, só parou quando viu que eu estava muito mal, que os hematomas tomavam meu corpo, posteriormente a isso eles nos encaminharam novamente ao camburão e nos deixaram lá dentro da mesma, amontoados um sobre o outro, num sol de mais ou menos 40º, por mais ou menos 01 (uma) hora, eu todo machucado, estava fraco e comecei a passar mal, eles então entraram na viatura e iria nos levar, creio que para Praça, quando 01 (um ) dos policiais falou, “vamos levar o menino para o hospital”, o outro respondeu, porra nenhuma, vamos levar eles pra dormir no corrózinho da policia civil logo.

Chegando na Civil, nos entregaram aos policiais civis, onde o tratamento mudou do joio pro trigo, nos trataram com respeito, mas nos liberaram para ir pra casa somente no outro dia às 09:00 horas da manhã, mas ao menos houve dialogo, o policial afirmou que não poderiam ter nos prendido, que no caso o melhor a ter sido feito era nos mandar para casa buscar os documentos, até porque eram 16:00 horas a hora em que nos prenderam, e afirmou ainda que se eu não buscasse os meus direitos, eu estaria sendo omisso e burro.

Como não deixaram eu contactar minha Mãe, quando cheguei no Jardim Jequitibás, ela estava desesperada e ficou transtornada com o meu estado, todo marcado dos chutes e murros que levei, a comunidade toda ficou transtornada, e agora eu com ajuda da minha Mãe, da minha namorada Nayara, do meu parceiro Anderson e do Sr. Helmir da Associação, estamos buscando meus direitos, e justiça para nossa cidadania.

E aqui estou, protestando e mais do que isso desabafando minha mágoa e revolta com este sistema de segurança pública, que não da certo em lugar nenhum!!!!


Jilcimar Tavares
Estudante, Pedreiro e Instrutor de Break da CUFA

4 de out de 2007

Somos mendigos?

De

Juliano Moreno


Por esses dias em busca de uma comédia na tv, para aliviar a alma, passeando entre os canais, ouvi um deputado oferecendo ajuda aos artistas mato-grossenses, eu ri pouco, meu riso não foi espontâneo, gargalhada no ar, foi um riso nervoso e irritado de quem constata o pior.São delicadas as relações entre os artistas e o Estado.Uma hora são perseguidos, outra são louvados, desprezados várias vezes, mas de todas essas situações a pior é a de ser ajudado.

Quando os agentes do Estado, começam a falar irresponsavelmente das políticas públicas de cultura como "ajuda", além de demonstrar o seu total desconhecimento do assunto, revelam-se como aqueles que acreditam que o papel do Estado não é garantir direitos para todos através das ações governamentais, mas criar laços de dependência entre o político que "ajuda" do seu gabinete e os miseráveis e coitados artistas, mendigos, que são ajudados.

Se essa lógica clientelista, patrimonialista fosse de apenas um agente do Estado, um único deputado, um simples dar de ombros ignorando o ignorante seria suficiente, no entanto, essa vontade profunda de "ajudar" tem composto a estratégia de relação do Estado com os "pobrezinhos" dos artistas, que na sua vontade de fazer e proporcionar a mais rica experiência cultural possível a população mato-grossense acabam penhorando suas almas, se sentindo obrigados a esses rascunhos de coronelismo, infelizmente não tão estranhos a esta cidade.

As leis voltadas para o financiamento cultural surgem com o objetivo de garantir a existência e continuidade da experiência cultural, garantir a possibilidade de qualquer cidadão elaborar sua experiência com a linguagem e compartilhá-la com outros.São normas criadas como instrumento para materializar o que dispõe a constituição federal no seu Art. 215:

O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

Ao invés de se preocupar em melhorar a "esmolinha" dos artistas a Assembléia Legislativa tinha que aprovar o projeto lei 230/2005,baseado em proposta construída na 1ª Conferência Estadual de Cultura, que propõe o conselho de culturatripartite e a divisão de 45% da verba do Fundo de Cultura Estadual entre os Fundos de Cultura Municipais, e garante que 45% sejam utilizados para financiamento de projetos apresentados pela sociedade e apenas 10% sejam de uso restrito para ações e programas da Secretária Estadual de Cultura.Essa atitude contribuiria para constituição de um Sistema Estadual de Cultura o que nos colocaria no compasso das estratégias do Ministério da Cultura para formação do Sistema Nacional de Cultura, distribuiria melhor os recursos do Fundo Estadual de Cultura melhorando também a condição de trabalho dos profissionais da cultura , melhor se adequando ao que impõe o inciso 3º do mesmo artigo constitucional:

A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; II - produção, promoção e difusão de bens culturais; III - formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões; IV - democratização do acesso aos bens de cultura; V - valorização da diversidade étnica e regional.

Infelizmente a forma como foi conduzida a política cultural em Mato-Grosso, como uma agência de produção cultural do governo, só podia levar a idéia de sua extinção, porque nessa perspectiva ela se nega a cumprir seu papel de garantir direitos. O pior é que essa forma de condução levou aos políticos crerem que tudo se reduz a eventos que geram publicidade ao governo e atraem turismo. Este engano é tão forte que ninguém teme falar da possibilidade de tirar de dentro das pirâmides do Egito a falecida Funcetur, apelidada de secretaria de esporte, turismo e cultura, também gentilmente conhecida pelo belo nome de SESTU RCULT.

Os gestores ao invés de ficarem tentando afastar a questão cultural do Palácio Paiaguás deviam se concentrar em estruturar melhor o que existe através da realização de concursos públicos e a criação de novos equipamentos culturais estruturados em rede por todos municípios mato-grossenses, um circuito cultural capaz de oferecer melhores oportunidades da população fruir a experiência cultura produzida aqui, aumentando também as oportunidades de trabalho para os artistas.

Para impedir que a cultura em Mato-grosso se transforme numa paródia ruim de programas de auditório tipo "Quem quer mais dinheiro?" é necessário abandonar o hábito miserável de negociar migalhas com as calças frouxas e sem cinto. O movimento cultural tem que se reorganizar sobre o esqueleto da 1º Conferência de Cultura, na direção de uma democracia cultural superando os resquícios tolos de corporativismo e narcisismo, 2007 é um ano extraordinário em provar que o buraco é sempre mais embaixo. Temos que parar de cavar esse fosso, sair da caverna das sombras e encontrar ar puro.

Juliano Moreno é bacharel em direito; professor universitário, mestre em história pela UFMT, escritor e produtor cultural do Projeto Palavra Aberta