19 de nov de 2010

CUFA participa de articulação da economia solidária mato-grossense


Durante os dias 16 a 18 de novembro, o coordenador Anderson Maciel da Central Única das Favelas (CUFA) de Sinop e Gerlan Melo bem como Fernando Pereira ambos Coordenador Geral e Administrativo respectivamente da CUFA de Peixoto de Azevedo, participaram da programação do II Encontro Estadual de Articulação do Centro de Formação em Economia Solidaria da Região Centro Oeste (CFES-CO) realizada no município de Várzea Grande (MT).

A reunião Estadual de Articulação de Formadores em Economia Solidária teve como principal objetivo a avaliação das atividades formativas realizadas no corrente ano de 2010 e a realização do planejamento das atividades do CFES-CO, a serem desenvolvidas no ano vindouro em Mato Groso.

O destaque foi à discussão entre os participantes na apresentação do referencial considerado na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) do CFES, referencial este construído e com considerações e alterações feitas pelos participantes do encontro a partir do acumulo do Movimento de Economia Solidária do Estado.

“Na CUFA sempre priorizamos a auto-gestão, o trabalho associativo, a formação, a qualificação, circulação, comercio justo e meios alternativos para tudo isto, ou seja, sempre fizemos e fazemos Economia Solidária, só não assim denominávamos, agora nosso foco é em construir economicamente, socialmente e ambientalmente, um modelo de desenvolvimento sustentável”, frisa Anderson Maciel.

10 de nov de 2010

CUFA Sinop participa do seminário Amazônia em Debate


Lívia Kriukas/CUFA Sinop

A Central Única das Favelas (CUFA) de Sinop e Colider participarão do seminário “Amazônia em Debate: Compromisso das universidades públicas e movimentos sociais”. O evento será realizado no salão Paroquial da igreja São Cristóvão, em Sinop, começando nesta quarta-feira (10) a partir das 19h, finalizando suas atividades na sexta-feira (12).

Os coordenadores das duas instituições, Anderson Maciel de Sinop e Anderson Zanovello de Colíder, sabem da importância da participação neste seminário. Segundo eles participar de uma discussão como essa faz parte da proposta de trabalho e das diretrizes das duas instituições.
“Sabemos que está em voga à proposta da sustentabilidade e também a idéia de um posicionamento ecologicamente correto. Queremos saber até que ponto a suposta construção de uma hidrelétrica no rio Teles Pires possa ir ao encontro disso”, argumenta Zanovello coordenador da CUFA Colider.

Já Anderson Maciel, coordenador da CUFA Sinop, explica: “A cidade de Sinop possui um enorme potencial turístico que pode ser explorado, gerando emprego, renda e desenvolvimento para região, com instalação de hidrelétricas o caminho natural é para destruição do rio Teles Pires, ou seja, do turismo, da pesca, do lazer, trabalho e por ai segue. No momento esse rio está em processo de venda, já é fato a venda para construção da Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) de Colíder e pretendem para esse ano ainda vender para construção da UHE Sinop seguindo para Apiacás e outras localidades de Mato Grosso, resumindo, estamos no olho do furacão”.

O seminário contará com a presença de várias instituições dentre elas: OAB que já se manifestou a favor do movimento e contra a instalação, e também os organizadores do seminário como a Secretaria Regional Pantanal do Andes, Adufmat, adunemat, CPT, MST, MAB, Formad.

Veja a programação:

10/11

19h – Abertura: Andes/SN e Movimentos Sociais.

20h – Palestras: Capital, energia, meio ambiente e movimentos sociais.

Prof. Dorival Gonçalves Junior (UFMT)

Profª. Michele Sato (UFMT)

11/11

8h – Contextualização: Processos de Colonização e Ecologia.

Prof. Ely Bergo de Carvalho (UFMT)

Prof. Edison Antonio de Souza (Unemat)

Prof. Vitale Joanone Neto (UFMT)

Prof. Fiorelo Picoli (Unemat)

14h – Mesa: Projetos de infraestrutura: Hidrelétricas e Hidrovias – Teles Pires e Tapajós

Prof. Dorival Gonçalves Júnior (UFMT)

Prof. Sergio Luiz Magalhães (UFMT)

16h30 – Rodas de conversa

20h – Momento cultural

12/11

8h – Mesa: Movimentos sociais MST, MAB, CPT, STR, Formad, povos indígenas, pescadores, Anphu/MT, CEBCs e Andes/SN.

14h – Plenária de encaminhamentos

16h – Passeata

20h – Reunião da Regional Pantanal do Andes/SN

4 de nov de 2010

Dia da Favela - 04 de Novembro

Lei Municipal nº 4383/06


Desde a sua criação em 1904, as Favelas são vistas pela maior parte da sociedade como sinônimo de miséria, fome, desigualdade e violência. Entretanto, a instituição e celebração deste dia objetiva justamente a quebra desses paradigmas e, sobretudo apresentar a todos o pólo sócio-cultural e o poder criativo e inovador existente dentro desses espaços.

Além de ser um marco para a possibilidade de um novo olhar sobre esses lugares, a comemoração do Dia da Favela resgata a auto-estima e a cidadania das pessoas que residem nessas comunidades.

A Central Única das Favelas, representante legítima dessa parcela da população, deseja contribuir com a valorização e o ressignificado desses territórios iniciando uma campanha junto às Instituições Públicas, Privadas, Terceiro Setor e Líderes Comunitários entre outros à contribuição e difusão do Dia da Favela.

Não diferente dos anos anteriores, a CUFA em parceria com a Globo Rio e a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos promoverão shows musicais, seminário e apresentações artísticas, construindo uma rede de solidariedade, mobilizando e unindo a sociedade para a prestação de serviços gratuitos relevantes e, paralelamente, fazendo com que a população moradora de favelas se sinta integrada ao meio social.

É importante destacar que trata-se de um evento de adesão, podendo todos os interessados participarem dessa grande festa, bastando se cadastrar no link Cadastre seu evento.

Esta é mais que uma convocação, é um convite a celebrar o orgulho de um povo que durante décadas foi esquecido e massacrado e agora mostra que, assim como diz o poeta: "chegou a hora dessa gente mostrar o seu valor".

2 de nov de 2010

Bradan nacional será uma das atrações da 6° edição do Festival Consciência Hip Hop

Etapa Nacional de Brasil Break Dance contará 27 duplas mobilizando todos os estados brasileiros



Lívia Kriukas/Frente Brasileira de Hip Hop - CUFA


Será realizado no próximo dia 19 deste mês, o Brasil Break Dance (Bradan) que este ano esta em sua 2° edição. O Bradan nacional será realizado na capital de Mato Grosso (Cuiabá) no Centro Esportivo e Cultural da Central Única das Favelas (CUFA).

O maior evento de break do Brasil será uma das atrações da 6° edição do Festival Consciência Hip Hop de 18 a 20 de novembro. Um evento que já virou tradição todos os anos da CUFA Cuiabá.

O Bradan surgiu devido ao grande número de adeptos a modalidade B.boying no Brasil, tendo em vista que além de serem poucos os eventos realizados, e geralmente é cobrado dos dançarinos um alto valor de inscrição. Sendo assim a CUFA deu origem a esse evento proporcionando maior visibilidade para b.boys e b.girls do Brasil mostrarem o melhor que sabem fazer dessa dança e que faz parte dos quatro elementos do Movimento Hip Hop.

Quem nos conta um pouco da abrangência que esse evento tem é Cleiton Rocha (kakko), ex- b.boy e coordenador da CUFA de Uberlândia (MG) e um dos organizadores do Bradan. “Em seu segundo ano o Bradan já e considerado pela crítica o maior evento de break do Brasil, pois o mesmo mobiliza os 27 estados brasileiros”, diz Cleiton.

Será uma dupla de cada estado totalizando 27 duplas que irão para disputar a final nacional em Cuiabá (MT). Além da dupla campeã de b.boys ou b.girls serem reconhecidos (as) nacionalmente como a melhor do Brasil, tem a premiação que é significativa, mas a visibilidade no cenário da dança é muito maior podendo o campeão ser convidado a ser jurado em outros eventos de break ou até mesmo palestrar sobre a cultura hip hop conhecendo estados desconhecidos até então.

“Um exemplo é a dupla vencedora da fase estadual do Bradan de Dourados (MS) que já foram convidados para julgar e palestrar sobre a cultura hip hop em outros estados. No Bradan de Uberlândia o b.boy Rocka de Dourados foi jure mobilizando 7,5 mil pessoas tornando assim um dos maiores públicos de Break se não o maior”, ressaltou Cleiton que também é professor de break em uma instituição de Uberlândia (MG) ensinando crianças a descobrir o dom da dança urbana e quem sabe serem futuros b.boys e b.girls.

16 de out de 2010

Premio Anu 2010

ANU PRETO - Símbolo da CUFA
O Anu-Preto é um pássaro presente em todo o Brasil, encontrado em pastagens, campos, jardins, entre outras áreas abertas. Durante o período colonial, os portugueses e espanhóis usavam este nome para insultar os escravos e as pessoas de pele muito negra. O tempo foi se tornando aliado do preconceito contra esse pássaro - bem como contra os negros - fazendo com que a ave fosse culturalmente odiada pela população. A ave se transformou oficialmente no símbolo do agouro.
A CUFA, mantendo a sua posição de quebrar os paradigmas, sobretudo os aplicados contra a população já estigmatizada, escolheu o Anu como o seu maior símbolo, a fim de fortalecer a cultura negra.
O PREMIO
A Central Única das Favelas - CUFA cria o “PREMIO ANU 2010” para chamar a atenção da sociedade para os projetos socioculturais que impactaram positivamente as comunidades populares durante o ano de 2010.
A CUFA desenvolve seus projetos visando o fortalecimento da cidadania, trabalhando o social .
O Prêmio Anu vem para valorizar e reconhecer publicamente iniciativas desenvolvidas em favelas e demais espaços em desvantagens sociais, gerando bem comum para a população, auto-estima das comunidades, trabalho, renda, qualidade de vida e equilíbrio social.
1ª Fase:
Grupo de colaboradores de vários segmentos da sociedade (empresários, artistas, esportistas, gestores públicos, cineastas, entre outros) escolherá as experiências em favelas que mais se destacaram em todos os Estados da Federação, mais o Distrito Federal. O critério de escolha é livre e se baseia no conhecimento de cada um dos jurados colaboradores sobre o assunto. Na ocasião poderão ser escolhidos iniciativas e projetos de pessoas, fundações, ONGs, empresas, clubes, enfim, toda e qualquer manifestação desenvolvida nesses espaços.
Esses jurados receberão uma senha para acesso ao site, ocasião em que deverão efetuar as 10 (dez) as indicações até 20 de Setembro de 2010, sendo divulgadas as 05 (cinco) selecionadas no dia 11 de outubro de 2010.
2ª Fase:
Nesta fase, que se inicia em 11 de outubro de 2010, será escolhida uma única iniciativa por estado, através de voto popular. Esta fase da votação será encerrada no dia 31 de dezembro de 2010, às 12h, onde serão divulgadas as vencedoras.

3ª Fase:

A terceira e ultima fase da votação terá inicio no dia 05 de janeiro de 2011 e será feita também por meio do site. Por voto popular, será escolhido o melhor projeto do Brasil de 2010, cuja votação se encerrará 05 (cinco) horas antes do início da entrega da premiação no dia 07 de fevereiro de 2011.
Os Jurados do Premio Anu 2010 do Mato Grosso sao:
Adalto de Freitas Filho
Deputado Estadual

Ademir Antonio Bruneto
Deputado Estadual

Adriano Noquele
Ator

Airton Rondina Luiz
Deputado Estadual

Alexandre Cesas
Deputado Estadual

Anderson Flores
Conselheiro de Estado de Cultura

Barbara Rosa
Estilista

Campos Neto
Deputado Estadual

Carlos Abicalil
Deputado Federal

Cícero Pereira
Ambientalista

Darlan Guimarães
Coordenador Municipal de Juventude

Dilceu Antônio Dal Bosco (DEM)
Deputado Estadual

Ebinho Cardoso
Músico e Produtor Cultural

Édilo Braga
Empresário

Eduardo Ferreira
Coordenador da Casa Brasil, escritor, jornalista e músico

Enock Cavalcanti
Jornalista

Fernando Lopes Oliveira Assunção
Presidente CDL Jovem e Vereador

Fiorelo Picoli
Coordenador Campus UNEMAT - Universidade Estado de Mato Grosso

Francisca Emília Santana Nunes -
Deputado Estadual

Gabriel Vasconcelos
Atleta e Professor

Gelson Pandolfo
Rádio Hits Fm

Gilmar fabris
Deputado Estadual

Guilherme Fabris
Deputado Estadual

Helder Umburanas
Médico

Ivone Costa
Secretária Municipal de Assistencia Social, Trabalho e Habitação

João Malheiros
Deputado Estadual

João Negrão
Jornalista

José Carlos de Oliveira
Projeto Integração Juara

José Domingos Fraga
Deputado Estadual

José Geraldo Riva
Deputado Estadual

Julia Caldeira
Atriz

Juliana Capilé
Atriz e Diretora de Teatro

kelson Panosso
Bailarino e Produtor Cultural

Laila Santolly
Produtora Cultural

Leandro Nascimento
Jornalista

Lenissa Lenza
Cineasta

Lorenzo Falcão
Jornalista

Luciano Vendrame
Jornalista

Maksues Leite
Deputado Estadual

Maria da Paz Sabino
Jornalista

Maria Ivonete de Souza
AFROMIR - Movimento Afro Pró Igualdade Racial

Marielle Ramirez
Jornalista

Neide Lopes
Jornalista

Neusa Baptista
Jornalista

Nilson santos
Deputado Estadual

Pablo Capilé
Produtor Cultural

Patricia Assunção
Fotógrafa

Paula Nascimento
Cantora

Percival Muniz
Deputado Estadual

Professora Wilma
Deputado Estadual

Rafael Maciel Alencar
Dançarino

Raquel Rodrigues
Empresária

Renata Lucia Maluf
Presidente Grupo ACAL - Associação Capoeira

Rui Ogawa
Coordenador Casa Brasil

Rute Varea
Teatróloga

Saguas de Moraes
Deputado Estadual

Sandro Soul
Produtor Cultural

Sergio Ricardo
Deputado Estadual

Vera Capilé
Artista Musicista

Veruska Gonçalves
Diretora Cultura Nova Ubiratã

Viviane Maria Dal Berto
Produtora Cultural e Regente de Coral

Walace Santos Guimarães
Deputado Estadual

23 de set de 2010

É vida que segue

Hoje eu estava trabalhando quando a coordenadora da Cufa da favela do Sapo me ligou chorando, dizendo que um oficial de justiça havia telefonado dizendo que irá, hoje, oficialmente, pedir à reintegração de posse do prédio há anos abandonado, onde estamos desenvolvendo nossas ação com os jovens da favela.

Pedi para que ela não chorasse , disse que devemos perder e ganhar com a mesma dignidade . Mas não foi o bastante , ela não parou de chorar e argumentava que o problema não era o prédio, mas as crianças . Ela dizia que não era justo, que eles abandonaram o espaço há anos e que só esperaram a nossa obra para pedir o imóvel de volta. Aos prantos, dizia que eles não pediram antes porque o crime ocupava ... enfim .. ela chorava e dizia que não sabia o que faria com as crianças dos projetos. Tentei acalmá-la dizendo que nem sabemos quem é o dono do espaço, que ele nunca apareceu, que talvez seja um blefe ... mas não era o bastante .

Nesse momento, dois filmes passavam em minha cabeça O primeiro filme foi nossa busca na favela para criar alguma iniciativa social para os jovens , pois eu conhecia muito bem essa favela e sabia do que ela se simbolicamente representa para a marginalidade. Sabia também,e claro , o quanto esses jovens precisavam de atenção, não somente eles, mas seus familiares. Quando encontramos o supermercado , o velho Mar e Terra abandonado há anos , vi sua parte superior ocupada por várias famílias da favela e a parte inferior ocupada pela criminalidade . Não vou falar do mal cheiro , dos ratos , do lixo e de todo o mal que um mercado abandonado pode trazer à comunidade. Bem, resolvemos fazer uma intervenção na favela, via esse espaço, claro, correndo todos os riscos de fazer um investimento e, depois, alguém vir pedir o espaço de volta.
Mas esse risco não poderia ser maior do que o desejo de ver o sorriso no rosto te tanta gente , como as fotos mostram. A lei se cumpre e nós não iremos ignorá-las. O certo é o certo e, naquele momento, a decisão correta era criar alternativas para a vidas dos jovens que atendemos , assim como entendo que o certo agora é discutir o direito e outras alternativas. Jamais abandonar aqueles que precisam desse alento.

O segundo filme foi do meu tempo de garoto , nessa mesma favela , mas essa história eu não vou contar , pois já havia contato uma parte dela em 2006 no livro "Falcão, meninos do trafico", uma história chamada: "O Berço do Crime":

Minha família chegou na Favela do Sapo, vinda de um con-junto residencial chamado Cesarão, Zona Oeste do Rio. Eu e meu irmão éramos garotos, minha mãe trabalhava como vigilante noturna. Foi uma época de muita luta. Nada diferente de hoje, mas, hoje, temos mais esperança no futuro, apesar da ausência física do meu mano. Naquele tempo, meu trabalho consistia em vender canudinho de coco ou leite condensado, cocada e sonhos. Minha mãe zelava muito pela nossa aparência, nos obrigava a trabalhar de roupas brancas, chapéu branco, e dizia para nunca falar com o tabuleiro aberto, para não voar saliva nas guloseimas. Aquilo tudo era meio mandrake, porque, a minha velha na hora de preparar os doces, nunca aparentava ter a tal dedicação pela saúde dos nossos clientes. Tão nossos, que ela nem os conhecia. Muitos com pravam só para nos ajudar. Seu Rogério e seu Tiguel eram nossos melhores clientes. Seu Rogério sofria de diabetes, mas, mesmo assim, além de comer, distribuía os doces para outras pessoas.
Como no dia em que cheguei no campo de pelada da favela vizinha do Rebu: ele estava lá, assistindo ao jogo e, quando me viu, me pediu para sentar ao lado dele. A todos os amigos que chegavam, ele ofertava o meu produto. Eram, de longe, as melhores vendas, as mais volumosas. Sua morte causou uma grande comoção na favela. Seu Rogério se foi, por causa do diabetes, no presídio de Bangu I. Ele era a liderança da favela, seu apelido era Bagulhão, e o sobrenome era Lemgruber, o famoso RL. Hoje conheço muitos jovens que enchem a boca com a expressão: “CV RL, tá ligado!!” São jovens que ajudam a mitificar um personagem, que eles não têm noção de quem foi porque não existem registros a respeito e também não existe nenhuma informação que não seja a sigla. Conheci jovens que quando eu perguntei o que significavam essas duas letras — RL — me disseram que não sabiam. Apesar de repeti-las com veneração religiosa, sem saber o que significam. Nunca souberam dos defeitos do seu Rogério ou de suas virtudes. Mas isso não importa. Os mitos servem como referência para o bem ou para o mal. Nesse caso, a referência do crime. Seu Rogério foi fundador da Falange Vermelha e, quando estava de boa maré, reunia a molecada mais próxima para contar histórias. Nossas mães não podiam saber desse contato, porque ele era a representação viva da palavra crime. Ele era o crime. Mas essa palavra nada tinha a ver com matanças, maldades ou covardia. Crime, para ele, era cometer assaltos e praticar o tráfico para sustentar a base da organização e das suas famílias. Mas sem deixar de respeitar o cidadão comum. Ele não admitia, por exemplo, assaltos a automóveis com mulheres ou crianças — mulher grávida, então, nem pensar. Mas o crime não era só isso. Tinha a questão social, que precisava ser desenvolvida. Ele dizia que isto não era para escravizar os mo radores, que era uma obrigação. Seu Rogério era um tipo que podemos chamar de mulato. Era alto e às vezes usava bigode. Quando passava, o silêncio tomava conta do ar. Para muitos, era quase um santo; para outros, era mais do que um demônio. Para mim, ele não era nem santo nem demônio. Era somente o homem que ajudava a pagar minhas contas. A verdade é que as nossas necessidades estão intimamente ligadas à nossa moral, e acabamos sempre interpretando os fatos ou decidindo as coisas a partir das nossas conveniências. Seu Rogério, uma vez, chegou com um long-play do Caetano Veloso e disse que todos nós tínhamos que ouvir. Acho que foi o meu primeiro contato com Caetano. Ele tinha os cabelos grandes e cara de maconheiro. Seu Rogério falava do Chico Buarque e do Geraldo Vandré. Ele dizia: “Não quero bandido burro aqui, não...
Não quero favelado burro aqui, não... Nós que somos pretos, não temos nada, só as bocas de fumo, então temos que ser inteligentes.” Se ele estivesse vivo, estaria vendo sua profecia ir pro brejo. Hoje, os playboys estão entrando e tomando conta do crime. Em pouco tempo, eles serão os donos dos morros e, aí, até a tese de que o crime é uma das poucas formas de mobilidade social possível para os pretos também vai cair por terra. Nunca considerei o Sapo uma favela, mas um conjunto residencial. A questão é que a expressão favela passou a ser uma denominação para os locais onde existe tráfico, e não uma comunidade de construções precárias. Apesar de ter me criado lá, de ter sido da primeira geração da favela, eu não sei nada sobre sua história. Mas, agora, me animei a pesquisar sobre essa comunidade que me criou, a comunidade que é chamada e considerada o berço do crime, o nascedouro do Comando Vermelho. Lembro que havia gente de vários lugares. Agora, me ocorre que um amigo nosso chamado Borel — um gordinho loirinho que não era da nossa quadrilha, mas adorava arrumar briga — devia ter esse apelido por ser oriundo do morro do Borel. A minha pesquisa, com a ajuda do Bagdá, vai esclarecer isso — espero que ele esteja vivo. Eu fazia parte de uma quadrilha de garotos que tinha, entre os maiores crimes que cometia, brigar contra os meninos mais bem-sucedidos da rua de trás da favela ou quebrar as vidraças de lojas. No máximo, ameaçar de longe os seguranças do supermercado Mar e Terra, que tentavam prender as nossas amigas do pisa. O pisa era um tipo de roubo cometido por mulheres. Elas roubavam coisas no supermercado e traziam entre as pernas. Incrível, o volume de coisas roubadas que elas colocavam nas coxas! Era tão grande que se algum dia alguém me contasse que uma delas havia roubado uma geladeira, eu era capaz de acreditar.
Bagdá, apesar de ser do bem, era o chefe da nossa quadrilha, que contava com um verdadeiro exército de arruaceiros. Entre eles, meu irmão César, Mineiro, Gabu, Zé Penetra, Purtuga, Marinho, Sinval, Gabu, Nélio, Marron, Mimi, Jorge Negão, Paulão, Geni, Calango e Jairo, só pra citar alguns. Muitas das nossas travessuras eram por conta da nossa amizade com o seu Rogério.
Alguns integrantes da nossa quadrilha trabalhavam pra ele, fazendo serviços pessoais — como comprar pão, leite, cigarro — ou qualquer outra atividade sem risco aparente. Isso nos tornava amigos do rei. A maioria das pessoas quer ter esse privilégio. No nosso caso, ser amigo do rei era ser amigo do dono do morro. Todos nós fazíamos parte de um bloco de carnaval chamado Dragão de Camará. Foi um período em que cada bloco na região saía com, no mínimo, 10 mil componentes. As pessoas de outros estados brasileiros podiam achar que o nosso carnaval só movimentava o Centro da cidade. Mas o carnaval do Rio de Janeiro movimentava todos os bairros. Era possível encontrar, num mesmo bairro, vários coretos de carnaval. Hoje, não, a violência não permite essa felicidade... Se bem que, mesmo no tempo da minha vó, a facada já comia nos blocos. Minha memória já registrou brigas sangrentas entre os componentes do Cacique de Ramos e do Bafo da Onça — tradicionais blocos carnavalescos que desfilam no centro da cidade. E não era um caso isolado. Essas batalhas faziam parte de uma cultura dos blocos de carnaval. Era o caso dos grupos de Bangu, como Grilo, Passa a Régua e Farofa, compostos por mais de 15 mil pessoas. Quando a porrada comia — e sempre comia — não tinha polícia que resolvesse. Os ensaios do nosso bloco, o Dragão de Camará, aconte ciam na rua. Seu Rogério era o nosso líder, nosso presidente de honra. Dizem que nas escolhas do samba-enredo do bloco, bastava ele simpatizar para o samba levar o caneco. Mas pode ser uma de tantas outras lendas que ele deixou na favela. O dia mais esperado por mim era sexta-feira — quando os chefes de todas as bocas vinham reverenciar o grande mestre, e eles jogavam cartas durante a noite.
Nosso serviço era basicamente “tirar o pau”, que significava pegar a comissão da casa a cada rodada. Com essa comissão é que preparávamos os lanches, pagávamos os policiais, comprávamos maços de cigarros. As sobras eram partilhadas entre nós. É que Seu Rogério não queria ficar com o dinheiro, que deveria ser dele, já que era o anfitrião, o dono da casa. Só que ele era o Presidente Estadual do Crime, não ficaria bem pegar aquela merreca. Todos disputavam sua companhia. Perder para ele era motivo de orgulho. Afinal, ninguém estava ali para jogar, todos estavam ali para compartilhar a liberdade daquele homem que passou mais tempo de vida na cadeia do que fora dela. Sempre que alguém perguntava pelo seu Rogério, a resposta era rápida: “Tá na Ilha Grande.” Sei que é absurdo dizer isso, mas o crime naquela época era romântico. Tanto o RL como seu irmão Tiguel recebiam queixas diárias dos moradores. Apesar de não eleitos, eram os representantes legais da comunidade. Seu Rogério era o prefeito, resolvia quase todos os problemas. É claro que isso o fortalecia na comunidade, tornando-a cada vez mais refém dessa lógica. Mesmo naquela época, a favela não concordava com o crime, mas se beneficiava dele, de alguma forma. Hoje, a chapa está muito mais quente e proteger o crime nem é uma opção, é uma necessidade de sobrevivência. Houve um tempo em que os inimigos invadiam as favelas só com os comparsas. Atualmente, além de invadir e matar os rivais, trazem de suas favelas de origem centenas de famílias, expulsando as famílias locais — a idéia é se cercar de gente conhecida para ter o mesmo padrão de segurança que tinham antes. Isso faz com que o ódio entre os criminosos seja estendido aos moradores comuns. Vendo por esse lado, pior do que conviver com o crime é ter que se submeter a uma ocupação e a uma mudança de facção. Daí, os moradores acabam vestindo a camisa da facção que administra sua comunidade e se tornando parte dela. Mas as coisas não podem continuar assim, o crime tem que fazer jus a seu nome, já que parece não ter fim. E essa falta de crença, no fim passa por um grande processo político, que deveria, entre outras coisas, proibir que os policiais recebam propinas, se tornem sócios em muitas ocasiões. Proibindo que os policiais vendam inimigos vivos de uma facção para outra quando são capturados. E mesmo impedir que a polícia entre nos morros e favelas junto com bandidos para expulsar a quadrilha local quando esses não querem mais arregar ou quando estão com dificuldade financeiras. Parece filme, mas não é. O fato é que não dá mais pra ficar desse jeito. Hoje a cada invasão, a cada ataque dezenas de moradores morrem e não podem reclamar, não têm a quem recorrer, não há testemunhas. São milhares de fuzis na pista, em mãos inimigas.
Sim, já que quem porta fuzil atira para todo lado e a única coisa que vale é a sua própria vida, apesar dos discursos humanos de todos os lados, dos bandidos residentes, dos bandidos invasores e dos bandidos fardados que deveriam ser protetores. Mas vou aqui fazer uma média, nem todos, só uns poucos maus exemplos da corporação. Só que, convenhamos, essas exceções se tornaram maioria, chega de demagogia né não? O fato é que acabou o romance, do jeito que tá, em pouco tempo vai morrer todo mundo, não vai sobrar ninguém. Os mauri cinhos já não vêm mais aqui, eles abriram seus deliverys autorizados, eles já não sobem mais os morros em busca de drogas, só de diversões exóticas. As favelas são auto-sustentáveis, pelo menos do ponto de vista do consumo de drogas. Temos que voltar a ter alguma ideo logia. Eu sempre tive a minha, seu Rogério foi quem me deu. A mim e aos outros moleques, ele dizia que era comunista convicto, que na prisão ele tinha conhecido umas pessoas que tinham feito até curso de guerrilha em Cuba. Aquela conversa me fascinava por ser um mundo distante do meu e por ser contada por ele. Parecia que ser comunista dava mais ibope do que ser bandido. E como tudo que eu queria era reconhecimento, ibope, fama e dinheiro, era a minha chance de embarcar em mais uma viagem! Me filiei ao comunismo, ao menos na minha cabeça. Pintei uma bandeira com o martelo e a foice no meu quarto e pronto, minha mãe nunca reclamou, ela nunca soube sobre o MR8, Var Palmares, ALN, Carlos Lamarca... Nem eu sabia, só entendi depois de grande. Mesmo assim eu era um revolucionário, embora não soubesse de fato o que isso significava, e para ser franco, ainda não sei. Era mais ou menos ser católico apostólico romano não praticante. Enfim, era a tentativa do crime se politizar, eu não era da política e não era do crime, era só um moleque que transitava nos vários segmentos da favela. Seu Rogério arrumou um monte de livros, que ele dizia que eram de subversivos. Pô, essa expressão era foda, eu até me arrepiava só em ouvir!! Li muito pouco, do que li, pouco entendi, mas descobri que a origem das posições esquerda e direita vinham da França. Depois da Revolução Francesa, os deputados conservadores sentavam-se à direita do orador, enquanto os mais radicalmente liberais ficavam à esquerda. Mais tarde, passou-se a usar, em todo o mundo, os termos esquerda e direita para designar as duas posições políticas opostas, o liberalismo e o conservadorismo. Depois, a esquerda passou ainda a ser relacionada com as noções de socialismo e comunismo. Na verdade eu tô falando o que li, só tô reproduzindo feito papagaio, Entenda-se também que o que se chamava de liberalismo, então, não significava o que o termo significa hoje. Eu duvido que o seu Rogério entendesse essas coisas, apesar de que lá no Sapo tinha uns caras de óculos que eram inteligentes pra porra e tinha uns coroas lá que eram meio gênios. Muito embora do Sapo não tenha saído muita gente famosa, só me lembro do nosso vizinho “Rei Arthur”, o ex-jogador Arthur zinho, que morava no bloco 27, hoje ele é treinador do Vitória da Bahia, mas fez muito sucesso jogando futebol pelo Bangu, Fluminense, Vasco e Corinthians. Eu não tinha coragem de perguntar para ninguém o que era ser de esquerda porque era muito óbvio. As poucas vezes que me arrisquei perguntar, quase passei a ser de direita de tão confusas que eram as respostas. É, mas não devia ser fácil entender os destros. Hoje muita gente diz que ser de direita é ser contra o modelo atual, mas eu fico confuso do mesmo modo porque o Luiz Eduardo Soares que é candidato a deputado federal pelo PPS, o Roberto Freire, o Chico Alencar e até o próprio Fernando Henrique são contra o modelo atual e não são de direita. Acredito que o Seu Rogério deveria deixar o comunismo e ir para o Hamas, já que era para ser tão complicado. O fato é que continuo sendo comunista de terceira categoria, pois nem da escola eu consegui ser expulso, sempre que eu tentava uma revolução no colégio a professora Mariad ria de mim e mandava eu sentar e calar a boca. Apesar de tudo isso eu era fã do seu Rogério, do João Saldanha e do comunismo. Do crime não, desse eu só era próximo, mero vizinho. Claro que dá pra perceber que não sou nenhum cientista político, nem criminal, sou apenas um ignorante desinibido tentando lembrar do tempo em que o crime tentou ser politizado, antes de ser invadido pelo consumismo. Hoje, na minha visão, tanto o crime quanto a política, só representam grupos e interesses que disputam o poder para benefício próprio. Eles sequer tentam fingir representar algum po sicionamento que contraste com os demais. O que eu sinto é que nós estamos perdendo um puta tempo, você aí lendo essas linhas, ora duvidando se foi eu mesmo quem as escrevi, ou admirando a minha maneira única de falar sobre esse assunto e me achando o máximo, ou então, lendo tudo isso porque a professora da sua faculdade te obrigou e está achando tudo uma merda só. Não importa em que grupo você se enquadre, o que importa é que a vaca está dentro do brejo com rabo e tudo, e nós estamos juntos, com todo mundo, e se tiver isso claro na mente, já pode ser considerado um privilegiado.
O barco tá sem governo, o estado, o crime, a polícia, estão todos à culhão, vivendo o momento, o conceito de sociedade virou romantismo, a profecia está se cumprindo. Mas no fundo somos um bando de teimosos que tentam encontrar uma saída coletiva, mas só encontramos discurso, nada mais! A grande tristeza é ver que o crime, os partidos e a própria sociedade agem da mesma maneira. Ninguém quer criar um partido de pobres e ser parte integrante dele. Ninguém quer criar seus filhos para não serem os melhores. Ninguém quer criar facção criminosa para ser um soldado dela. Como os países estão perdendo o sentido aos poucos, a globalização é um fenômeno que reflete a nova ordem: a grana. Sendo assim, só existe um tipo de partido, o dos ricos. Só existe um tipo de crime, o dos ricos. Só existe um tipo de sociedade, a dos ricos!! E pra falar a verdade, a sociedade está tão pobre que está sem força. Os Falcões estão tão pobres, que estão sem fé. Os partidos estão tão desacreditados e despedaçados, que lhes falta o povo. A nossa sorte e o nosso azar é que a sociedade e os Falcões estão tão sem tempo, que têm que trabalhar e muito nas padarias da vida ou nas bocas de fumo desesperadamente para não morrerem de fome.

21 de set de 2010

Basquete de Rua de Sinop representará o estado de Mato Grosso no rio

Livia Kriukas


A Central Única das Favelas do Mato Grosso (CUFA-MT) realizou neste ultimo domingo (19) a etapa estadual matogrossense da Liga Internacional de Basquete de Rua (Liibra). O evento começou as 8h30 com termino às 19h. Contou com a presença de times de basquete das cidades de Sinop e Colider. O total de times foi de dez masculinos e cinco femininos. Com premiação de troféu e medalhas para os três primeiros lugares e para o primeiro lugar passagens para disputar a final da Liibra na cidade do Rio de Janeiro no próximo fim de semana nos dias 24 e 25 deste mês.



A Liibra além de um evento de basquete de rua, proporcionou um dia com varias outras atrações como intervenção de break com os b.boys da CUFA Sinop, Vinicius “pato”, Rafael “lagartixa”, Fabrício, Rainer, Thiago “neguinho” e Marcelo dançando ao som do Dj Japa da CUFA Cuiabá, riscando o toca discos com muito rap como manda a tradição do basquete de rua. Também o que chamou a atenção do público feminino presente foi às tranças afros feitas pela voluntária do projeto Pixaim da CUFA Cuiabá Lorrane Costa (19).

Classificação

No basquete de rua a final do masculino foi disputada pelos times Los Gorditos contra Canarinhos. Mas quem levou a melhor foi Los Gorditos formado pelos atletas Raul Villa, Hemanuel Damião, Diego de Oliveira e Luis Carlos que venceram por 14 a 12 dos Canarinhos. Raul o mais experiente do time ressalta o sentimento de ganhar a competição. “Foi muito bom, apesar de não ter rivalidade. Mas o melhor foi jogarmos entre amigos. Agora é representar Mato Grosso no rio”



Já no feminino a disputa foi entre As Minas contra I Carly. Os dois times se sobressaíram durante toda a competição, mas dessa vez ficou para a equipe As Minas por 16 a 9. A equipe é formada por Estela Camila, Elisangela Reis, Francieli de Souza, Caroline Alves e Letícia Fernanda.



Estela falou sobre a importância de um evento do porte da Liibra a nível estadual ser sediado em Sinop. “É interessante pois como o estado é muito grande e muitos praticam o esporte mas não tem condições, é bom essa diversificação as vezes para cidades do nortão”



Essa é a 4° edição da Liibra na Cidade de Sinop que a CUFA Sinop organiza. Sendo três regionais e neste ano o 1° estadual com a organização da CUFA Mato Grosso. O coordenador da CUFA Sinop Anderson Maciel explicou como foi à responsabilidade de sediar um evento a nível estadual desse porte pela primeira vez sendo descentralizado de Cuiabá para o interior. “Superou nossas expectativas em vários aspectos. Primeiro, a integração dos jogadores com o basquete de rua por toda sua arte e beleza urbana. Segundo, a criação do publico fiel ao evento e terceiro, a legitimação que as CUFAs do interior têm qualidade para produzir eventos de grande porte como a Liibra”.

18 de set de 2010


Inscreva seu time na Liibra


Inscreva-se pelo telefone (66) 9903-4650 ou na secretária de esporte, lazer e juventude com Ângelo Zancanaro (66) 9969-6381

17 de set de 2010

Etapa estadual da Liibra começa nesse final de semana em Sinop

Por Lívia Kriukas

A Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT) realizará no próximo domingo (19) a Liga Internacional de Basquete de Rua (Liibra). Será realizado na parte externa do ginásio Benedito Santiago com inicio às 8h até às 16h em Sinop Mato Grosso.

A etapa estadual no estado de Mato Grosso sempre foi realizada na capital (Cuiabá). Porém neste ano será realizada na cidade de Sinop, explica Anderson Maciel coordenador da CUFA Sinop. “Essa é uma oportunidade da cidade conhecer de perto o Basquete de Rua e suas tecnologias, pois a idéia da CUFA-MT em descentralizar a etapa estadual de Cuiabá para Sinop é prova do crescimento institucional de reafirmar a capacidade das CUFAs do interior em realizar um evento desse porte”.

A equipe vencedora ganhará troféu e medalha. Mas o que está nos planos das equipes é realmente vencer a etapa estadual em Sinop e ganhar a viajem para disputar a fase final da Liibra na cidade do Rio de Janeiro nos dias 24 e 25 deste mês.

Em Sinop Dhonnys Lima (19), como atleta dedica seu tempo a treinar basquete. Dhonnys é do time “Canarinho” e fala da expectativa de sua equipe em participar da Liibra. “As expectativas são boas, estamos com um time forte e esperamos ganhar essa etapa e representar o estado de Mato Grosso na final da Liibra no Rio”.

“O bacana do evento é a divulgação do esporte, por ser um esporte novo e também por mostrar que a CUFA é forte no estado e em todo lugar, não só nas grandes capitais”. Ressalta Ângelo Zancanaro professor da categoria de base de basquete da secretaria de esporte, lazer e juventude de Sinop.

O evento contará com o Dj Japa da CUFA Cuiabá no toca discos com muita música para todos que estão presentes no evento e também intervenções de break com os b.boys da CUFA Sinop.

14 de set de 2010

LIIBRA 2010 CUFA-MT: O show vai começar

A cidade de Sinop receberá os atletas da Liga Internacional de Basquete de Rua que irão apresentar a arte desse esporte que em breve será um esporte olímpico.


Por Ederson Déka



No próximo dia 19,domingo, acontece na cidade de Sinop a etapa mato-grossense da LIIBRA (Liga Internacional de Basquete de Rua), evento organizado pela CUFA-MT (Central Única das Favelas de Mato Grosso). O palco dessa etapa será na área externa do Ginásio de Esportes Benedito Santiago, localizado no Centro da cidade, à partir das 8h.
Para essa etapa, já estão confirmados 20 times, que além de troféu e medalha a equipe vencedora viajará para disputar a fase final na cidade do Rio de Janeiro, que acontecerá nos dias 24 e 25 desse mês.





O basquete de rua é uma modalidade relativamente recente, e que desperta o interesse de muitos apaixonados que, muitas vezes, não têm condições de se dedicar full time a ele. Portanto, é comum que os grupos se ‘desagreguem’. Mas as edições da LIIBRA têm servido também de agregador, pois muitos atletas sonham em ser profissionais nesse esporte.
Um dos grandes objetivos dessa competição, que é realizada em etapas nos estados brasileiros, é dar visibilidade para essa modalidade esportiva, pois até mesmo o basquete convencional não possui grande expressão em nosso país.A meta é atingir um grande número de praticantes para, em um futuro próximo, o Basquete de Rua ser um esporte olímpico.

“Essa é uma oportunidade da cidade conhecer de perto o Basquete de Rua e suas tecnologias, pois a idéia da CUFA-MT em descentralizar a etapa estadual de Cuiabá para Sinop é prova do crescimento institucional de reafirmar a capacidade das CUFAs do interior em realizar um evento desse porte”, destacou Anderson Maciel, coordenador da CUFA Sinop.
Já alguns praticantes desse esporte estão entusiasmados com o evento, pois terão a chance de tentar a vaga para as finais no Rio de Janeiro. “Jogo Basquete de Rua há cinco anos, nunca disputei uma competição espero que a minha primeira competição possa fazer bonito em quem sabe disputar as finais fora do Estado”,comentou o jovem Marcos Antonio Silva (20), do time Sensação de Cuiabá.


Outro jovem que está treinado todos os dias com sua equipe é Jander de Oliveira (22) do time L&A, de Várzea Grande. Ele diz que para disputar essa seletiva é necessário muito empenho e dedicação, pois no ano passado assistiu aos jogos da LIIBRA em Cuiabá e percebeu que as equipes são dedicadas de disciplinadas. “Não podemos perder tempo, pois o evento está bem próximo e temos que pegar firme nos treinos, tenho certeza que iremos nos destacar na competição”.


Etapas pelo Brasil


As etapas estaduais já foram realizadas em 18 estados do território nacional, atraindo milhares de apreciadores que lotam as arquibancadas para assistir uma das competições que é embalada com muita música e apresentações culturais, dentre os estados que já realizaram a LIIBRA destacamos o estado de Santa Catarina. A etapa estadual foi realizada na cidade de Florianópolis pela CUFA SC (Central Única das Favelas de Santa Catarina), a qual, segundo estimativas da PM, atraiu mais de 5 mil expectadores, que além de presenciar a arte do Basquete de Rua, puderam também curtir apresentações culturais e participar de oficinas oferecidas no espaço, como acontece em todos os estados nas etapas estaduais e municipais.


Informações: (66) 9903-4650/9956-1066

29 de jul de 2010

CINECUFA 2010




- DA PERIFERIA PARA O MUNDO -

O CineCufa é um Festival Internacional de Cinema, organizado pela Central Única das Favelas (CUFA), que exibe somente produções criadas por moradores de favelas, promovendo inserção e visibilidade de novos produtores no mercado de exibição.

QUANDO ACONTECERÁ?

A quarta edição do CineCufa acontecerá de 24 de agosto a 05 de setembro, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO 2010:

O ator, cineasta e roteirista Zózimo Bulbul é o grande homenageado desta quarta edição do CineCufa. Zózimo transita nas áreas do cinema e televisão. Como ator iniciou a carreira no Centro Popular de Cultura, da UNE. Na TV, foi o primeiro protagonista negro de uma novela brasileira, fazendo par romântico com Leila Diniz em "Vidas em Conflito" e também atuou na novela “Xica da Silva”, entre outras. No cinema dirigiu “Abolição” - filme premiado no exterior – “Dia de Alforria”, “Pequena África” e participou como ator do “Cinco Vezes Favela”. Zózimo Bulbul é o fundador do Centro Afro de Cinema. A homenagem acontecerá na festa de abertura do Festival seguida de depoimentos de amigos e familiares e com a presença do próprio.

QUAIS FILMES SERÃO EXIBIDOS?

Na grade deste ano, temos a satisfação de apresentar a inédita novela “Em Busca da Vida”, roteirizada e protagonizada por garotos indígenas (Aymaras e Quechuas) de La Paz, Bolívia. A produção é assinada pela ONG Shine-a-Light, coordenado por Kurt Shaw, uma instituição internacional que atua em diferentes países da América Latina a diversos grupos que por muitas vezes são desfavorecidos pela indústria, como os indígenas, crianças de periferia, ex-guerrilheiros colombianos, entre tantos outros. A instituição também oferece a oportunidade de inserção de jovens no audiovisual, e ao apresentar uma novela no CineCufa provam que não há limites quando a vontade de realizar se faz presente.
Além da novela boliviana esse ano o CineCufa terá filmes vindos de diversos países como: Holanda, Estados Unidos, Portugal, México, França e Alemanha. Oficinas e companhias de audiovisual e ONGS de todo o Brasil.


DEBATES COM PROFISSIONAIS RENOMADOS DO CINEMA.
MARQUE PRESENÇA:

Dia 24 de agosto: “5X FAVELA, AGORA POR NÓS MESMOS” EM DEBATE

O longa-metragem “5x favela” é formado por cinco histórias independentes entre si, cômicas e trágicas, que refletem as múltiplas faces do cotidiano dos moradores das favelas e fogem dos estereótipos violentos que costumam se perpetuar na representação da vida nas comunidades. Os diretores se reúnem para um debate franco e direto, levantando questões relativas acerca da produção do filme.
Mesa: Cacau Amaral, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Luciano Vidigal, Manaíra Carneiro, Rodrigo Felha, Quito Ribeiro e Wavá Novais.
Mediador: Cacá Diegues

Dia 26 de agosto: CINEMA, TV e CELULAR

É filme por que está no cinema? E quando vende para a televisão, é programa? Filme no celular pode? Ou é vídeo? As novas formas de se produzir audiovisual, as plataformas de mídia e o modo pelo qual o espectador vem acompanhando esta transformação é itinerante. O debate pretende discutir a estética dessa conjunção e destacar se há um limite para cada termo.

Mesa: Arthur Omar e Luiz Antônio Pilar
Mediadora: Maria Arlete Gonçalves


Dia 31 de agosto: PROFISSÃO ROTEIRISTA

O objetivo dessa mesa é trazer à tona questões pelo ponto de vista in loco, pois a maioria dos roteiristas de cinema ainda trabalha no risco, e para receber “a posteriori”, o que os obriga a fazer o trabalho nas horas vagas de outras tarefas profissionais, e sem certeza se serão remunerados. Este debate pretende percorrer os desafios criativos e financeiros enfrentados por autores e roteiristas; e a trajetória rumo à profissionalização.
Mesa: Matheus Souza e Eduardo BR
Mediador: Jorge Duran

Dia 2 de setembro: LIMITES DO DOCUMENTÁRIO

Pode-se afirmar que a ética está presente em todas as fases de trabalho delineando o limite do filme. Este debate pretende discutir a questão e também abordar outro fator candente em documentário: será aceitável embelezar a miséria e a violência, ou seja, transformar o sofrimento alheio em veículo comercial, sem cair numa relação abusiva com o real.
Mesa: Rodrigo Pimentel e MV Bill
Mediador: Anderson Quak


ASSISTO AOS FILMES E VOTO NO MEU PREFERIDO

O festival é democrático, o público vota e escolhe o melhor filme. Ainda tem o prêmio “Estado do Rio de janeiro - Na tela da favela”, oferecido pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, com o objetivo de premiar os melhores filmes nas categorias:

- Melhor Filme - Júri Especializado
-Melhor Documentário - Júri Especializado
- Melhor Filme – Júri Popular

ASSISTO A FILMES EXCLUSIVOS E AINDA GANHO COM ISSO?
Os mais assíduos que forem ao CineCufa ganharão passaportes para curtir um cinema de graça em qualquer sessão da Rede UCI Cinemas até 31 de dezembro.
NÃO ESTAREI NO RIO DE JANEIRO, VOU PERDER?
Claro que não! Se você não estiver no Rio de Janeiro no período do CineCufa, não se preocupe, pois nesta quarta edição o canal de internet ELO COMPANY, líder em distribuição de conteúdo audiovisual pela internet, exibirá a versão on line do festival paralelamente a mostra no CCBB. O canal fará uma votação popular premiando o filme vencedor com uma câmera de vídeo.

Terças e Quintas: 1° sessão: 18h, Debate às 19h
Quartas e Sextas: 1° sessão: 15:30h, 2° sessão: 18h
Sábados e Domingos: Sessão única: 17h


CONTAGEM REGRESSIVA...

Todo o mundo se encontra no CineCufa!
http://www.cinecufa.com.br/

28 de jul de 2010

Galhos do Forúm Permanente de Cultura.

Partido da Cultura de Mato Grosso aprova carta de propostas em plenária

Por Fernanda Quevedo

Classe cultural debatendo as propostas do PCult


Ontem, na Casa Fora do Eixo, os militantes do Partido da Cultura, também conhecido como PCult – MT, encontraram-se pela segunda vez, e aprovaram a carta de propostas a ser apresentada aos candidatos da eleição que se aproxima. O Partido, que se configura como um movimento de profissionais da cultura, organizados no Fórum Permanente de Cultura de Mato Grosso, que intentam tornar o debate cultural latente na agenda política-eleitoral, já conta com o apoio de alguns candidatos, como Wilson Santos, Mauro Mendes, o candidato a Deputado Estadual Aislan Galvão, e Pedro Taques, que concorre a uma vaga no senado.


Aislan Galvão e Pedro Taques estão participando ativamente do debate, sendo que o segundo participou de uma reunião com blogueiros e twitteiros que foi transmitida pelo Twitcam. Já os fiéis escudeiros de Wilson Santos e Mauro Mendes, Mário Olímpio e Fernando Capilé, respectivamente, representaram e declaram apoio de seus candidatos em reunião presencial. Todos os candidatos ao governo já confirmaram presença nas reuniões do PCul-MTt, com exceção de Silval Barbosa.


Candidato a Deputado Estadual Aislan Galvão (camisa listrada) participou pela terceira vez da reunião.

Pablo Capilé, produtor cultural do Espaço Cubo, deu o “pontapé” inicial da reunião, explicando as possíveis duvidas com relação ao movimento e enfatizou: “Enquanto movimento cultural, precisamos envolver os candidatos nas propostas elaboradas pela classe, e evitar a idéia de partidarização do movimento. Essas reuniões que estamos provocando não podem, e nem devem se tornar um palanque eleitoral para os que aqui vierem. Vamos provocar os candidatos, expor as nossas propostas e nos organizarmos para o monitoramento das mesmas”.


Entre os presentes estava o Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Johnny Everson, assumiu que demorou um pouco para entender o Pcult. Em debate com a classe, entendeu que era um desdobramento do Fórum Permanente de Cultura. Ele destacou: “o Pcult é um dos galhos do Fórum. Precisamos continuar com a nossa postura suprapartidária, de forma que as nossas inclinações políticas fiquem resguardadas. Cada um de nós tem o seu candidato, e o nosso papel é traze-los para cá”. Mario Olímpio reforçou: “Nosso trabalho é envolver os candidatos na nossa pauta e não se polarizar em acusação”.


Johnny Everson, Presidente do Conselho Estadual de Cultura
(em pé) contribui com o debate.

A plenária, composta por produtores culturais de diversos segmentos como o Cururu e Siriri, Áudio Visual, Artes Cênicas e Visuais, bandas de rock, por jornalistas e também representantes de coletivos culturais como Espaço Cubo e CUFA (Central Única das Favelas), aprovou a carta de propostas que foi escrita com base nas 30 diretrizes prioritárias aprovadas na II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), no conjunto de proposições das Conferências Nacionais de Economia Solidária e de Ciência e Tecnologia e nas deliberações do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura.


Destas, foram priorizadas 16 propostas, e todas podem ser visulizadas e questionadas no site do partido, bem como, no caso de Mato Grosso, no Fórum Permanente de Cultura on line. Daqui até o “grande dia”, serão oito terças-feiras, que é o dia da semana reservado para as reuniões do PCult. A próxima será no dia 3 de agosto, no auditório da Secretaria Estadual de Cultura, espaço que também foi bastante questionado por ser um espaço do Estado, mas que foi aprovado pela classe.
Mário Olímpio representando Wilson Santos no Pcult

+ Saiba como foi a reunião na semana passada AQUI!

+ Acompanhe as ações do PCult pelo Brasil AQUI!

+ Siga o @Pcult_MT no twitter e faça parte deste movimento usando a hastag #Pcult

27 de jul de 2010

Comunicação CUFA Sinop integra aos coletivos de Mídias Cuiabanas.



Por Fernanda Quevedo e Lívia Kriukas.

Mídias Integradas Mato-Grossenses

No ultimo sábado (24), a representante da comunicação da CUFA Sinop Lívia Kriukas esteve juntamente com os coordenadores de Comunicação da CUFA-MT em uma reunião com os coletivos de comunicação integrados ao Mic – Mídias Integradas Cuiabanas. Uma das pautas em questão era a abrangência estadual do MIC, de forma que novos agentes do interior do estado pudessem integrar-se ao coletivo.


A outra pauta foi sobre o Partido da Cultura (PCult), movimento capitaneado por profissionais da Cultura de todo o país, com o objetivo do provocar o debate cultural na agenda política nacional, em especial em um ano eleitoral.
Mima – Mídias Integradas Mato-grossenses, como está sendo denominado o coletivo de comunicação estadual, tem como metas, a curto prazo, a criação de uma identidade visual, um site colaborativo, onde os agentes de comunicação todos os envolvidos no processo terão acesso, bem como a formatação da “Semana de Comunicação”. Mima, além de reunir os coletivos integrados, também oportunizará a formação e capacitação dos seus envolvidos.


O Mima fará a divulgação por diversos veículos, em especial nas redes sociais na internet. “Enquanto que em 2008, o Mic foi criado e gerido com pauta nos festivais de todos os coletivos culturais integradas, o Mima será gerido tendo como principal pauta o Partido de Cultura”, ressaltou Ney Hugo da Comunicação do Instituto Cultural Espaço Cubo.
Fazem parte hoje do Mima os agentes de Comunicação da CUFA de Cuiabá, Sinop, Barra do Garças, Marcelandia, Peixoto de Azevedo, do coletivo de áudio visual Próxima Cena, Espaço Cubo, Factóide, entre outros.

21 de jul de 2010

Encontro Estadual das CUFAs em Cuiabá.



A CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop através do coordenador geral Anderson Maciel e a coordenadora de comunicaçao Lívia Kriukas, estará presente no encontro estadual de Mato Grosso em Cuiabá, que acontecerá nos dias 21 a 25 de julho. O encontro abordara os temas de comunicação, Política, Administração, Financeiro e projetos.
O encontro estadual esta sendo sediado na sede do Centro Esportivo da CUFA Cuiabá, com lideranças das CUFAs Cuiabá, Sinop, Colider, Rondonópolis, Peixoto de Azevedo, Barra do Garças e Primavera do Leste.

11 de jul de 2010

Curso Economia Solidária




A CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop estará presente no curso estadual da ECOSOL (Economia Solidária), que será realizado em Cuiabá, nos dias 12 a 14 deste mês de julho.

Quem estará representando a CUFA no curso será a coordenadora de cumunicação da CUFA Sinop, Lívia Kriukas. A pauta do curso será " Economia solidaria princípios e bandeiras:

* Artesanato

* Comercialização

* Agroecologia

* Territórios da cidadania em Cuiabá.

Por Lívia Kriukas.

9 de jul de 2010

Vítimas da enchente do Rio de Janeiro recebem doações de cimento

Por Cristiana Richard
Fotos: Luciano Gomes

A Central Única das Favelas (CUFA), em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, participou nesta quarta-feira (07), de evento na Escola Municipal João Ayres Saldanha, em São Gonçalo, da entrega de 12 toneladas de cimento às famílias vítimas das enchentes que atingiram o estado no início do ano. Estavam cadastradas para receber a doação, 70 famílias, mas a doação superou as expectativas e mais de 150 famílias foram beneficiadas com 120 quilos de cimento cada. O cadastramento foi feito na hora do evento.

Compareceu ao evento Carolina Figueiredo, da Chevron, empresa doadora do cimento; Mariana Pombo, da Firjan, empresa mediadora da doação; Allan Borges, Superintendente de Políticas Públicas de Juventude, representando o Governo do Estado; além dos rappers Nega Gizza e MV Bill, representantes da CUFA.


famílias recebendo o cimento

Segundo a coordenadora de responsabilidade social da Chevron, Carolina Figueiredo, a CUFA teve um papel importante na intermediação, sendo uma parceira fundamental na ajuda do cadastramento das famílias necessitadas, “sem a CUFA nós não conseguiríamos chegar nestas famílias”, concluiu Carolina, também acrescentando que espera que este cimento simbolize uma esperança, um recomeçar para estas famílias.

A Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, foi representada pela coordenadora de responsabilidade social Mariana Pombo que disse “o papel da Firjan aqui é promover e conscientizar as indústrias do Rio a fazer programas e ações sociais no Estado”. MV Bill e Nega Gizza falaram da importância da doação do cimento, mas que o ato não é uma solução, mas uma forma de amenizar o sofrimento destas famílias vítimas da enchente. Já o representante do governo, Allan Borges ressaltou que “isto não é apenas uma doação de cimento apenas, mas representa uma esperança”. Um dos contemplados da doação de cimento, Ronald Oliveira, fala que ganhou três sacos de cimento, sendo uma ajuda bem gratificante para quem não tem mais nada.


público presente

Este foi mais um evento que mostrou a importância e o poder de mobilização da CUFA na sociedade, reiterando seu papel social na sociedade de levar cidadania, educação, cultura e esporte para os menos favorecidos.


representantes da Cufa, Governo do Estado, Firjan e Chevron.

17 de jun de 2010

CUFA Mato Grosso inaugura base em Matupá no próximo domingo

Metodologia CUFA já é aplicada em 12 municípios do estado. Já no lançamento serão realizadas atividades de esporte, lazer e formação.

Por Fernanda Quevedo

Vista aérea de Matupá

A CUFA-MT (Central Única das Favelas de Mato Grosso) vai lançar mais uma base no Estado. Trata-se da CUFA Matupá, que será inaugurada no dia 20 (domingo), às 15 h., na Praça dos Migrantes, no centro da cidade. Na oportunidade a CUFA, coordenada por Emerson Rodrigues de Araújo, desenvolverá ações como: apresentação da equipe cultural da CUFA de Peixoto de Azevedo, jogos de vôlei, brincadeiras com pula-pula, palestras nas áreas de saúde e segurança pública, mostras artesanais e shows culturais de artistas do município.

Em Mato Grosso, a CUFA está instalada em Cuiabá, Sinop, Barra do Garças, Primavera do Leste, Peixoto de Azevedo, Colíder, Confresa, Aripuanã, Rondonópolis, Alta Floresta, Água Boa, e agora em Matupá. A instituição também está presente em todas as capitais brasileiras, e mais 11 países, sendo eles: Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Hungria, Itália, Estados Unidos e Venezeuela.

Emerson Rodrigues, o coordenador da CUFA Matupá é um paranaense de 28 anos, e que há vinte e seis mora em Mato Grosso. Ele é o fundador do Movimento Jovem de Matupá e há sete anos trabalha com a comunidade pelo viés solidário. Já realizou diversas ações como campanhas para a proteção de famílias em situação de risco, e com esse grupo já formado usará a metodologia de trabalho da CUFA para o desenvolvimento de ações locais. “Agora com a metodologia CUFA quero oportunizar para essa juventude algo mais para suas vidas. Espero contar com todos da CUFA nessa jornada e saibam que todos podem contar comigo para a continuação deste trabalho maravilhoso que a CUFA faz”, comenta o coordenador.

A CUFA

Central Única das Favelas é uma organização sólida, reconhecida nacional e internacionalmente pelas esferas políticas, sociais, esportivas e culturais. Foi criada à partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.

Através de uma linguagem própria, a CUFA pretende ampliar suas formas e possibilidades de expressão e alcance. Assim, vai difundindo a conscientização das camadas desprivilegiadas da população com oficinas de capacitação profissional, entre outras atividades, que elevam a autoestima da periferia quando levam conhecimento a ela, oferecendo-lhe novas perspectivas.

Para mais informações e/ou interesse em realizar apresentações culturais, entrar em contato pelos telefones: (66) 9953-9361 begin_of_the_skype_highlighting (66) 9953-9361 end_of_the_skype_highlighting – (66) – 3595-2247 ou pelo e-mail emerson.cufamt.mtpa@gmail.com.

Acompanhe as ações da CUFA Matupá pelo blog: www.cufamatupa.blogspot.com