23 de set de 2010

É vida que segue

Hoje eu estava trabalhando quando a coordenadora da Cufa da favela do Sapo me ligou chorando, dizendo que um oficial de justiça havia telefonado dizendo que irá, hoje, oficialmente, pedir à reintegração de posse do prédio há anos abandonado, onde estamos desenvolvendo nossas ação com os jovens da favela.

Pedi para que ela não chorasse , disse que devemos perder e ganhar com a mesma dignidade . Mas não foi o bastante , ela não parou de chorar e argumentava que o problema não era o prédio, mas as crianças . Ela dizia que não era justo, que eles abandonaram o espaço há anos e que só esperaram a nossa obra para pedir o imóvel de volta. Aos prantos, dizia que eles não pediram antes porque o crime ocupava ... enfim .. ela chorava e dizia que não sabia o que faria com as crianças dos projetos. Tentei acalmá-la dizendo que nem sabemos quem é o dono do espaço, que ele nunca apareceu, que talvez seja um blefe ... mas não era o bastante .

Nesse momento, dois filmes passavam em minha cabeça O primeiro filme foi nossa busca na favela para criar alguma iniciativa social para os jovens , pois eu conhecia muito bem essa favela e sabia do que ela se simbolicamente representa para a marginalidade. Sabia também,e claro , o quanto esses jovens precisavam de atenção, não somente eles, mas seus familiares. Quando encontramos o supermercado , o velho Mar e Terra abandonado há anos , vi sua parte superior ocupada por várias famílias da favela e a parte inferior ocupada pela criminalidade . Não vou falar do mal cheiro , dos ratos , do lixo e de todo o mal que um mercado abandonado pode trazer à comunidade. Bem, resolvemos fazer uma intervenção na favela, via esse espaço, claro, correndo todos os riscos de fazer um investimento e, depois, alguém vir pedir o espaço de volta.
Mas esse risco não poderia ser maior do que o desejo de ver o sorriso no rosto te tanta gente , como as fotos mostram. A lei se cumpre e nós não iremos ignorá-las. O certo é o certo e, naquele momento, a decisão correta era criar alternativas para a vidas dos jovens que atendemos , assim como entendo que o certo agora é discutir o direito e outras alternativas. Jamais abandonar aqueles que precisam desse alento.

O segundo filme foi do meu tempo de garoto , nessa mesma favela , mas essa história eu não vou contar , pois já havia contato uma parte dela em 2006 no livro "Falcão, meninos do trafico", uma história chamada: "O Berço do Crime":

Minha família chegou na Favela do Sapo, vinda de um con-junto residencial chamado Cesarão, Zona Oeste do Rio. Eu e meu irmão éramos garotos, minha mãe trabalhava como vigilante noturna. Foi uma época de muita luta. Nada diferente de hoje, mas, hoje, temos mais esperança no futuro, apesar da ausência física do meu mano. Naquele tempo, meu trabalho consistia em vender canudinho de coco ou leite condensado, cocada e sonhos. Minha mãe zelava muito pela nossa aparência, nos obrigava a trabalhar de roupas brancas, chapéu branco, e dizia para nunca falar com o tabuleiro aberto, para não voar saliva nas guloseimas. Aquilo tudo era meio mandrake, porque, a minha velha na hora de preparar os doces, nunca aparentava ter a tal dedicação pela saúde dos nossos clientes. Tão nossos, que ela nem os conhecia. Muitos com pravam só para nos ajudar. Seu Rogério e seu Tiguel eram nossos melhores clientes. Seu Rogério sofria de diabetes, mas, mesmo assim, além de comer, distribuía os doces para outras pessoas.
Como no dia em que cheguei no campo de pelada da favela vizinha do Rebu: ele estava lá, assistindo ao jogo e, quando me viu, me pediu para sentar ao lado dele. A todos os amigos que chegavam, ele ofertava o meu produto. Eram, de longe, as melhores vendas, as mais volumosas. Sua morte causou uma grande comoção na favela. Seu Rogério se foi, por causa do diabetes, no presídio de Bangu I. Ele era a liderança da favela, seu apelido era Bagulhão, e o sobrenome era Lemgruber, o famoso RL. Hoje conheço muitos jovens que enchem a boca com a expressão: “CV RL, tá ligado!!” São jovens que ajudam a mitificar um personagem, que eles não têm noção de quem foi porque não existem registros a respeito e também não existe nenhuma informação que não seja a sigla. Conheci jovens que quando eu perguntei o que significavam essas duas letras — RL — me disseram que não sabiam. Apesar de repeti-las com veneração religiosa, sem saber o que significam. Nunca souberam dos defeitos do seu Rogério ou de suas virtudes. Mas isso não importa. Os mitos servem como referência para o bem ou para o mal. Nesse caso, a referência do crime. Seu Rogério foi fundador da Falange Vermelha e, quando estava de boa maré, reunia a molecada mais próxima para contar histórias. Nossas mães não podiam saber desse contato, porque ele era a representação viva da palavra crime. Ele era o crime. Mas essa palavra nada tinha a ver com matanças, maldades ou covardia. Crime, para ele, era cometer assaltos e praticar o tráfico para sustentar a base da organização e das suas famílias. Mas sem deixar de respeitar o cidadão comum. Ele não admitia, por exemplo, assaltos a automóveis com mulheres ou crianças — mulher grávida, então, nem pensar. Mas o crime não era só isso. Tinha a questão social, que precisava ser desenvolvida. Ele dizia que isto não era para escravizar os mo radores, que era uma obrigação. Seu Rogério era um tipo que podemos chamar de mulato. Era alto e às vezes usava bigode. Quando passava, o silêncio tomava conta do ar. Para muitos, era quase um santo; para outros, era mais do que um demônio. Para mim, ele não era nem santo nem demônio. Era somente o homem que ajudava a pagar minhas contas. A verdade é que as nossas necessidades estão intimamente ligadas à nossa moral, e acabamos sempre interpretando os fatos ou decidindo as coisas a partir das nossas conveniências. Seu Rogério, uma vez, chegou com um long-play do Caetano Veloso e disse que todos nós tínhamos que ouvir. Acho que foi o meu primeiro contato com Caetano. Ele tinha os cabelos grandes e cara de maconheiro. Seu Rogério falava do Chico Buarque e do Geraldo Vandré. Ele dizia: “Não quero bandido burro aqui, não...
Não quero favelado burro aqui, não... Nós que somos pretos, não temos nada, só as bocas de fumo, então temos que ser inteligentes.” Se ele estivesse vivo, estaria vendo sua profecia ir pro brejo. Hoje, os playboys estão entrando e tomando conta do crime. Em pouco tempo, eles serão os donos dos morros e, aí, até a tese de que o crime é uma das poucas formas de mobilidade social possível para os pretos também vai cair por terra. Nunca considerei o Sapo uma favela, mas um conjunto residencial. A questão é que a expressão favela passou a ser uma denominação para os locais onde existe tráfico, e não uma comunidade de construções precárias. Apesar de ter me criado lá, de ter sido da primeira geração da favela, eu não sei nada sobre sua história. Mas, agora, me animei a pesquisar sobre essa comunidade que me criou, a comunidade que é chamada e considerada o berço do crime, o nascedouro do Comando Vermelho. Lembro que havia gente de vários lugares. Agora, me ocorre que um amigo nosso chamado Borel — um gordinho loirinho que não era da nossa quadrilha, mas adorava arrumar briga — devia ter esse apelido por ser oriundo do morro do Borel. A minha pesquisa, com a ajuda do Bagdá, vai esclarecer isso — espero que ele esteja vivo. Eu fazia parte de uma quadrilha de garotos que tinha, entre os maiores crimes que cometia, brigar contra os meninos mais bem-sucedidos da rua de trás da favela ou quebrar as vidraças de lojas. No máximo, ameaçar de longe os seguranças do supermercado Mar e Terra, que tentavam prender as nossas amigas do pisa. O pisa era um tipo de roubo cometido por mulheres. Elas roubavam coisas no supermercado e traziam entre as pernas. Incrível, o volume de coisas roubadas que elas colocavam nas coxas! Era tão grande que se algum dia alguém me contasse que uma delas havia roubado uma geladeira, eu era capaz de acreditar.
Bagdá, apesar de ser do bem, era o chefe da nossa quadrilha, que contava com um verdadeiro exército de arruaceiros. Entre eles, meu irmão César, Mineiro, Gabu, Zé Penetra, Purtuga, Marinho, Sinval, Gabu, Nélio, Marron, Mimi, Jorge Negão, Paulão, Geni, Calango e Jairo, só pra citar alguns. Muitas das nossas travessuras eram por conta da nossa amizade com o seu Rogério.
Alguns integrantes da nossa quadrilha trabalhavam pra ele, fazendo serviços pessoais — como comprar pão, leite, cigarro — ou qualquer outra atividade sem risco aparente. Isso nos tornava amigos do rei. A maioria das pessoas quer ter esse privilégio. No nosso caso, ser amigo do rei era ser amigo do dono do morro. Todos nós fazíamos parte de um bloco de carnaval chamado Dragão de Camará. Foi um período em que cada bloco na região saía com, no mínimo, 10 mil componentes. As pessoas de outros estados brasileiros podiam achar que o nosso carnaval só movimentava o Centro da cidade. Mas o carnaval do Rio de Janeiro movimentava todos os bairros. Era possível encontrar, num mesmo bairro, vários coretos de carnaval. Hoje, não, a violência não permite essa felicidade... Se bem que, mesmo no tempo da minha vó, a facada já comia nos blocos. Minha memória já registrou brigas sangrentas entre os componentes do Cacique de Ramos e do Bafo da Onça — tradicionais blocos carnavalescos que desfilam no centro da cidade. E não era um caso isolado. Essas batalhas faziam parte de uma cultura dos blocos de carnaval. Era o caso dos grupos de Bangu, como Grilo, Passa a Régua e Farofa, compostos por mais de 15 mil pessoas. Quando a porrada comia — e sempre comia — não tinha polícia que resolvesse. Os ensaios do nosso bloco, o Dragão de Camará, aconte ciam na rua. Seu Rogério era o nosso líder, nosso presidente de honra. Dizem que nas escolhas do samba-enredo do bloco, bastava ele simpatizar para o samba levar o caneco. Mas pode ser uma de tantas outras lendas que ele deixou na favela. O dia mais esperado por mim era sexta-feira — quando os chefes de todas as bocas vinham reverenciar o grande mestre, e eles jogavam cartas durante a noite.
Nosso serviço era basicamente “tirar o pau”, que significava pegar a comissão da casa a cada rodada. Com essa comissão é que preparávamos os lanches, pagávamos os policiais, comprávamos maços de cigarros. As sobras eram partilhadas entre nós. É que Seu Rogério não queria ficar com o dinheiro, que deveria ser dele, já que era o anfitrião, o dono da casa. Só que ele era o Presidente Estadual do Crime, não ficaria bem pegar aquela merreca. Todos disputavam sua companhia. Perder para ele era motivo de orgulho. Afinal, ninguém estava ali para jogar, todos estavam ali para compartilhar a liberdade daquele homem que passou mais tempo de vida na cadeia do que fora dela. Sempre que alguém perguntava pelo seu Rogério, a resposta era rápida: “Tá na Ilha Grande.” Sei que é absurdo dizer isso, mas o crime naquela época era romântico. Tanto o RL como seu irmão Tiguel recebiam queixas diárias dos moradores. Apesar de não eleitos, eram os representantes legais da comunidade. Seu Rogério era o prefeito, resolvia quase todos os problemas. É claro que isso o fortalecia na comunidade, tornando-a cada vez mais refém dessa lógica. Mesmo naquela época, a favela não concordava com o crime, mas se beneficiava dele, de alguma forma. Hoje, a chapa está muito mais quente e proteger o crime nem é uma opção, é uma necessidade de sobrevivência. Houve um tempo em que os inimigos invadiam as favelas só com os comparsas. Atualmente, além de invadir e matar os rivais, trazem de suas favelas de origem centenas de famílias, expulsando as famílias locais — a idéia é se cercar de gente conhecida para ter o mesmo padrão de segurança que tinham antes. Isso faz com que o ódio entre os criminosos seja estendido aos moradores comuns. Vendo por esse lado, pior do que conviver com o crime é ter que se submeter a uma ocupação e a uma mudança de facção. Daí, os moradores acabam vestindo a camisa da facção que administra sua comunidade e se tornando parte dela. Mas as coisas não podem continuar assim, o crime tem que fazer jus a seu nome, já que parece não ter fim. E essa falta de crença, no fim passa por um grande processo político, que deveria, entre outras coisas, proibir que os policiais recebam propinas, se tornem sócios em muitas ocasiões. Proibindo que os policiais vendam inimigos vivos de uma facção para outra quando são capturados. E mesmo impedir que a polícia entre nos morros e favelas junto com bandidos para expulsar a quadrilha local quando esses não querem mais arregar ou quando estão com dificuldade financeiras. Parece filme, mas não é. O fato é que não dá mais pra ficar desse jeito. Hoje a cada invasão, a cada ataque dezenas de moradores morrem e não podem reclamar, não têm a quem recorrer, não há testemunhas. São milhares de fuzis na pista, em mãos inimigas.
Sim, já que quem porta fuzil atira para todo lado e a única coisa que vale é a sua própria vida, apesar dos discursos humanos de todos os lados, dos bandidos residentes, dos bandidos invasores e dos bandidos fardados que deveriam ser protetores. Mas vou aqui fazer uma média, nem todos, só uns poucos maus exemplos da corporação. Só que, convenhamos, essas exceções se tornaram maioria, chega de demagogia né não? O fato é que acabou o romance, do jeito que tá, em pouco tempo vai morrer todo mundo, não vai sobrar ninguém. Os mauri cinhos já não vêm mais aqui, eles abriram seus deliverys autorizados, eles já não sobem mais os morros em busca de drogas, só de diversões exóticas. As favelas são auto-sustentáveis, pelo menos do ponto de vista do consumo de drogas. Temos que voltar a ter alguma ideo logia. Eu sempre tive a minha, seu Rogério foi quem me deu. A mim e aos outros moleques, ele dizia que era comunista convicto, que na prisão ele tinha conhecido umas pessoas que tinham feito até curso de guerrilha em Cuba. Aquela conversa me fascinava por ser um mundo distante do meu e por ser contada por ele. Parecia que ser comunista dava mais ibope do que ser bandido. E como tudo que eu queria era reconhecimento, ibope, fama e dinheiro, era a minha chance de embarcar em mais uma viagem! Me filiei ao comunismo, ao menos na minha cabeça. Pintei uma bandeira com o martelo e a foice no meu quarto e pronto, minha mãe nunca reclamou, ela nunca soube sobre o MR8, Var Palmares, ALN, Carlos Lamarca... Nem eu sabia, só entendi depois de grande. Mesmo assim eu era um revolucionário, embora não soubesse de fato o que isso significava, e para ser franco, ainda não sei. Era mais ou menos ser católico apostólico romano não praticante. Enfim, era a tentativa do crime se politizar, eu não era da política e não era do crime, era só um moleque que transitava nos vários segmentos da favela. Seu Rogério arrumou um monte de livros, que ele dizia que eram de subversivos. Pô, essa expressão era foda, eu até me arrepiava só em ouvir!! Li muito pouco, do que li, pouco entendi, mas descobri que a origem das posições esquerda e direita vinham da França. Depois da Revolução Francesa, os deputados conservadores sentavam-se à direita do orador, enquanto os mais radicalmente liberais ficavam à esquerda. Mais tarde, passou-se a usar, em todo o mundo, os termos esquerda e direita para designar as duas posições políticas opostas, o liberalismo e o conservadorismo. Depois, a esquerda passou ainda a ser relacionada com as noções de socialismo e comunismo. Na verdade eu tô falando o que li, só tô reproduzindo feito papagaio, Entenda-se também que o que se chamava de liberalismo, então, não significava o que o termo significa hoje. Eu duvido que o seu Rogério entendesse essas coisas, apesar de que lá no Sapo tinha uns caras de óculos que eram inteligentes pra porra e tinha uns coroas lá que eram meio gênios. Muito embora do Sapo não tenha saído muita gente famosa, só me lembro do nosso vizinho “Rei Arthur”, o ex-jogador Arthur zinho, que morava no bloco 27, hoje ele é treinador do Vitória da Bahia, mas fez muito sucesso jogando futebol pelo Bangu, Fluminense, Vasco e Corinthians. Eu não tinha coragem de perguntar para ninguém o que era ser de esquerda porque era muito óbvio. As poucas vezes que me arrisquei perguntar, quase passei a ser de direita de tão confusas que eram as respostas. É, mas não devia ser fácil entender os destros. Hoje muita gente diz que ser de direita é ser contra o modelo atual, mas eu fico confuso do mesmo modo porque o Luiz Eduardo Soares que é candidato a deputado federal pelo PPS, o Roberto Freire, o Chico Alencar e até o próprio Fernando Henrique são contra o modelo atual e não são de direita. Acredito que o Seu Rogério deveria deixar o comunismo e ir para o Hamas, já que era para ser tão complicado. O fato é que continuo sendo comunista de terceira categoria, pois nem da escola eu consegui ser expulso, sempre que eu tentava uma revolução no colégio a professora Mariad ria de mim e mandava eu sentar e calar a boca. Apesar de tudo isso eu era fã do seu Rogério, do João Saldanha e do comunismo. Do crime não, desse eu só era próximo, mero vizinho. Claro que dá pra perceber que não sou nenhum cientista político, nem criminal, sou apenas um ignorante desinibido tentando lembrar do tempo em que o crime tentou ser politizado, antes de ser invadido pelo consumismo. Hoje, na minha visão, tanto o crime quanto a política, só representam grupos e interesses que disputam o poder para benefício próprio. Eles sequer tentam fingir representar algum po sicionamento que contraste com os demais. O que eu sinto é que nós estamos perdendo um puta tempo, você aí lendo essas linhas, ora duvidando se foi eu mesmo quem as escrevi, ou admirando a minha maneira única de falar sobre esse assunto e me achando o máximo, ou então, lendo tudo isso porque a professora da sua faculdade te obrigou e está achando tudo uma merda só. Não importa em que grupo você se enquadre, o que importa é que a vaca está dentro do brejo com rabo e tudo, e nós estamos juntos, com todo mundo, e se tiver isso claro na mente, já pode ser considerado um privilegiado.
O barco tá sem governo, o estado, o crime, a polícia, estão todos à culhão, vivendo o momento, o conceito de sociedade virou romantismo, a profecia está se cumprindo. Mas no fundo somos um bando de teimosos que tentam encontrar uma saída coletiva, mas só encontramos discurso, nada mais! A grande tristeza é ver que o crime, os partidos e a própria sociedade agem da mesma maneira. Ninguém quer criar um partido de pobres e ser parte integrante dele. Ninguém quer criar seus filhos para não serem os melhores. Ninguém quer criar facção criminosa para ser um soldado dela. Como os países estão perdendo o sentido aos poucos, a globalização é um fenômeno que reflete a nova ordem: a grana. Sendo assim, só existe um tipo de partido, o dos ricos. Só existe um tipo de crime, o dos ricos. Só existe um tipo de sociedade, a dos ricos!! E pra falar a verdade, a sociedade está tão pobre que está sem força. Os Falcões estão tão pobres, que estão sem fé. Os partidos estão tão desacreditados e despedaçados, que lhes falta o povo. A nossa sorte e o nosso azar é que a sociedade e os Falcões estão tão sem tempo, que têm que trabalhar e muito nas padarias da vida ou nas bocas de fumo desesperadamente para não morrerem de fome.

21 de set de 2010

Basquete de Rua de Sinop representará o estado de Mato Grosso no rio

Livia Kriukas


A Central Única das Favelas do Mato Grosso (CUFA-MT) realizou neste ultimo domingo (19) a etapa estadual matogrossense da Liga Internacional de Basquete de Rua (Liibra). O evento começou as 8h30 com termino às 19h. Contou com a presença de times de basquete das cidades de Sinop e Colider. O total de times foi de dez masculinos e cinco femininos. Com premiação de troféu e medalhas para os três primeiros lugares e para o primeiro lugar passagens para disputar a final da Liibra na cidade do Rio de Janeiro no próximo fim de semana nos dias 24 e 25 deste mês.



A Liibra além de um evento de basquete de rua, proporcionou um dia com varias outras atrações como intervenção de break com os b.boys da CUFA Sinop, Vinicius “pato”, Rafael “lagartixa”, Fabrício, Rainer, Thiago “neguinho” e Marcelo dançando ao som do Dj Japa da CUFA Cuiabá, riscando o toca discos com muito rap como manda a tradição do basquete de rua. Também o que chamou a atenção do público feminino presente foi às tranças afros feitas pela voluntária do projeto Pixaim da CUFA Cuiabá Lorrane Costa (19).

Classificação

No basquete de rua a final do masculino foi disputada pelos times Los Gorditos contra Canarinhos. Mas quem levou a melhor foi Los Gorditos formado pelos atletas Raul Villa, Hemanuel Damião, Diego de Oliveira e Luis Carlos que venceram por 14 a 12 dos Canarinhos. Raul o mais experiente do time ressalta o sentimento de ganhar a competição. “Foi muito bom, apesar de não ter rivalidade. Mas o melhor foi jogarmos entre amigos. Agora é representar Mato Grosso no rio”



Já no feminino a disputa foi entre As Minas contra I Carly. Os dois times se sobressaíram durante toda a competição, mas dessa vez ficou para a equipe As Minas por 16 a 9. A equipe é formada por Estela Camila, Elisangela Reis, Francieli de Souza, Caroline Alves e Letícia Fernanda.



Estela falou sobre a importância de um evento do porte da Liibra a nível estadual ser sediado em Sinop. “É interessante pois como o estado é muito grande e muitos praticam o esporte mas não tem condições, é bom essa diversificação as vezes para cidades do nortão”



Essa é a 4° edição da Liibra na Cidade de Sinop que a CUFA Sinop organiza. Sendo três regionais e neste ano o 1° estadual com a organização da CUFA Mato Grosso. O coordenador da CUFA Sinop Anderson Maciel explicou como foi à responsabilidade de sediar um evento a nível estadual desse porte pela primeira vez sendo descentralizado de Cuiabá para o interior. “Superou nossas expectativas em vários aspectos. Primeiro, a integração dos jogadores com o basquete de rua por toda sua arte e beleza urbana. Segundo, a criação do publico fiel ao evento e terceiro, a legitimação que as CUFAs do interior têm qualidade para produzir eventos de grande porte como a Liibra”.

18 de set de 2010


Inscreva seu time na Liibra


Inscreva-se pelo telefone (66) 9903-4650 ou na secretária de esporte, lazer e juventude com Ângelo Zancanaro (66) 9969-6381

17 de set de 2010

Etapa estadual da Liibra começa nesse final de semana em Sinop

Por Lívia Kriukas

A Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT) realizará no próximo domingo (19) a Liga Internacional de Basquete de Rua (Liibra). Será realizado na parte externa do ginásio Benedito Santiago com inicio às 8h até às 16h em Sinop Mato Grosso.

A etapa estadual no estado de Mato Grosso sempre foi realizada na capital (Cuiabá). Porém neste ano será realizada na cidade de Sinop, explica Anderson Maciel coordenador da CUFA Sinop. “Essa é uma oportunidade da cidade conhecer de perto o Basquete de Rua e suas tecnologias, pois a idéia da CUFA-MT em descentralizar a etapa estadual de Cuiabá para Sinop é prova do crescimento institucional de reafirmar a capacidade das CUFAs do interior em realizar um evento desse porte”.

A equipe vencedora ganhará troféu e medalha. Mas o que está nos planos das equipes é realmente vencer a etapa estadual em Sinop e ganhar a viajem para disputar a fase final da Liibra na cidade do Rio de Janeiro nos dias 24 e 25 deste mês.

Em Sinop Dhonnys Lima (19), como atleta dedica seu tempo a treinar basquete. Dhonnys é do time “Canarinho” e fala da expectativa de sua equipe em participar da Liibra. “As expectativas são boas, estamos com um time forte e esperamos ganhar essa etapa e representar o estado de Mato Grosso na final da Liibra no Rio”.

“O bacana do evento é a divulgação do esporte, por ser um esporte novo e também por mostrar que a CUFA é forte no estado e em todo lugar, não só nas grandes capitais”. Ressalta Ângelo Zancanaro professor da categoria de base de basquete da secretaria de esporte, lazer e juventude de Sinop.

O evento contará com o Dj Japa da CUFA Cuiabá no toca discos com muita música para todos que estão presentes no evento e também intervenções de break com os b.boys da CUFA Sinop.

14 de set de 2010

LIIBRA 2010 CUFA-MT: O show vai começar

A cidade de Sinop receberá os atletas da Liga Internacional de Basquete de Rua que irão apresentar a arte desse esporte que em breve será um esporte olímpico.


Por Ederson Déka



No próximo dia 19,domingo, acontece na cidade de Sinop a etapa mato-grossense da LIIBRA (Liga Internacional de Basquete de Rua), evento organizado pela CUFA-MT (Central Única das Favelas de Mato Grosso). O palco dessa etapa será na área externa do Ginásio de Esportes Benedito Santiago, localizado no Centro da cidade, à partir das 8h.
Para essa etapa, já estão confirmados 20 times, que além de troféu e medalha a equipe vencedora viajará para disputar a fase final na cidade do Rio de Janeiro, que acontecerá nos dias 24 e 25 desse mês.





O basquete de rua é uma modalidade relativamente recente, e que desperta o interesse de muitos apaixonados que, muitas vezes, não têm condições de se dedicar full time a ele. Portanto, é comum que os grupos se ‘desagreguem’. Mas as edições da LIIBRA têm servido também de agregador, pois muitos atletas sonham em ser profissionais nesse esporte.
Um dos grandes objetivos dessa competição, que é realizada em etapas nos estados brasileiros, é dar visibilidade para essa modalidade esportiva, pois até mesmo o basquete convencional não possui grande expressão em nosso país.A meta é atingir um grande número de praticantes para, em um futuro próximo, o Basquete de Rua ser um esporte olímpico.

“Essa é uma oportunidade da cidade conhecer de perto o Basquete de Rua e suas tecnologias, pois a idéia da CUFA-MT em descentralizar a etapa estadual de Cuiabá para Sinop é prova do crescimento institucional de reafirmar a capacidade das CUFAs do interior em realizar um evento desse porte”, destacou Anderson Maciel, coordenador da CUFA Sinop.
Já alguns praticantes desse esporte estão entusiasmados com o evento, pois terão a chance de tentar a vaga para as finais no Rio de Janeiro. “Jogo Basquete de Rua há cinco anos, nunca disputei uma competição espero que a minha primeira competição possa fazer bonito em quem sabe disputar as finais fora do Estado”,comentou o jovem Marcos Antonio Silva (20), do time Sensação de Cuiabá.


Outro jovem que está treinado todos os dias com sua equipe é Jander de Oliveira (22) do time L&A, de Várzea Grande. Ele diz que para disputar essa seletiva é necessário muito empenho e dedicação, pois no ano passado assistiu aos jogos da LIIBRA em Cuiabá e percebeu que as equipes são dedicadas de disciplinadas. “Não podemos perder tempo, pois o evento está bem próximo e temos que pegar firme nos treinos, tenho certeza que iremos nos destacar na competição”.


Etapas pelo Brasil


As etapas estaduais já foram realizadas em 18 estados do território nacional, atraindo milhares de apreciadores que lotam as arquibancadas para assistir uma das competições que é embalada com muita música e apresentações culturais, dentre os estados que já realizaram a LIIBRA destacamos o estado de Santa Catarina. A etapa estadual foi realizada na cidade de Florianópolis pela CUFA SC (Central Única das Favelas de Santa Catarina), a qual, segundo estimativas da PM, atraiu mais de 5 mil expectadores, que além de presenciar a arte do Basquete de Rua, puderam também curtir apresentações culturais e participar de oficinas oferecidas no espaço, como acontece em todos os estados nas etapas estaduais e municipais.


Informações: (66) 9903-4650/9956-1066