28 de nov de 2007

Celso Athayde e MV Bill lançam novo livro

Celso Athayde e MV Bill lançaram nacionalmente, nesta segunda-feira, 26, seu terceiro livro, “Falcão – Mulheres e o Tráfico”, com noite de autógrafos no Odeon, no Rio. A obra é fruto de oito anos de pesquisas da dupla nas comunidades onde realizam shows de rap e dá continuidade “Falcão – Meninos do Tráfico”, documentário exibido pelo “Fantástico”, em 2006, que também tem a sua versão em livro.

“Falcão – Mulheres e o Tráfico” retrata as diferentes maneiras com que as mulheres se envovlem com o tráfico de drogas, seja atuando no movimento ou perdendo seus filhos para a violência. Celso - que é idealizador do Hutúz, maior festival de hip hop do país, e produtor musical - garante que o novo livro vai causar polêmica.


“São assuntos contundentes, que muita gente não conhece. Com certeza, vai mexer com a sociedade”, aposta.Um documentário sobre o tema já é editado e está previsto para março de 2008.


E o Estado de Mato Grosso, receberá o lançamento Estadual do "Livro Falcão Mulheres e o Tráfico", com a presença dos Escritores, MV BILL e CELSO ATHAYDE, juntamente com a Rapper NEGGA GIZZA, no próximo dia 18/12, a partir das 19:00 horas, na Escola Estadual Rosa dos Ventos, Município de Sinop, onde também se dará inicio ao Núcleo de Projetos da CUFA Mato Grosso "MARIA MARIA"




27 de nov de 2007

Lula nomeia MV Bill e mais 14 para o conselho da TV pública


RENATA GIRALDI

da Folha Online, em Brasília




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou nesta segunda-feira 15 representantes da sociedade civil que vão compor o conselho curador da Empresa Brasileira de Comunicação --futura TV pública. O conselho é composto também por quatro ministros --Educação (Fernando Haddad), Cultura (Gilberto Gil), Ciência e Tecnologia (Sérgio Rezende) e Comunicação Social (Franklin Martins). As nomeações devem ser publicadas, nos próximos dias, no "Diário Oficial" da União.



Na relação dos nomeados hoje estão o ex-ministro e ex-deputado Delfim Netto (PMDB), ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (DEM), o consultor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), o cantor de rap MV Bill, a carnavalesca Rosa Magalhães e Maria da Penha Maia, que deu nome à lei Maria da Penha --que aumenta o rigor das punições contra agressões às mulheres, entre outros.



O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) afirmou que o critério de escolha dos 15 representantes da sociedade civil foi "amplo, plural e observando as diferentes experiências de cada um".



A TV pública foi criada pelo governo por MP (medida provisória), o que gerou protestos de deputados que integram o Fórum Parlamentar de Radiodifusão. O orçamento geral da nova emissora será de aproximadamente R$ 350 milhões. Na quarta-feira, Franklin deverá falar sobre o assunto na Comissão de Ciência e Tecnologia, na Câmara.



Segundo o ministro, a formatação da TV pública ainda está em fase de elaboração. Mas afirmou que até março de 2008 a nova emissora deverá estar pronta e poderá ser constituída.
A MP que cria a TV pública ainda não votada. Porém, o ministro disse estar confiante na sua aprovação. Segundo ele, os que resistem à proposta devem avaliar a importância da nova emissora. "É uma TV pública. Não é uma TV [do presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva]. O objetivo é mostrar a grade nacional", disse ele. "Uma TV Pública faz bem."



Leia abaixo a lista dos 15 representantes da sociedade civil nomeados hoje:



Ângela Gutierrez - empresária e empreendedora cultural

Cláudio Lembo - ex-governador de São Paulo, advogado e professor universitário

Delfim Netto - ex-ministro, ex-secretário estadual de São Paulo, ex-deputado e economista

Irma Vieira - diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi (PA)

Isaac Pinhanta - professor indígena da tribo dos Ashaninka (AC)

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) - empresário, ex-diretor da TV Globo e atualmente é consultor desta empresa

José Martins - engenheiro mecânico e empresário

José Paulo Cavalcanti Filho - ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e ex-presidente da Empresa Brasileira de Notícias

Lúcia Willadino Braga - diretora da Rede Sarah de Hospitais

Luiz Edson Fachin - especialista em Direito de Família

Luiz Gonzaga Belluzo - ex-chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda e ex-secretário estadual de São Paulo

Maria da Penha Maia - que teve o nome divulgado em todo país na Lei Maria da Penha que aumenta o rigor das punições contra agressões às mulheres

MV Bill - cantor de rap e autor de livros e documentários

Rosa Magalhães - carnavalesca e artista plástica

Wanderley Guilherme dos Santos - pró-reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Cândido Mendes

26 de nov de 2007

Semana da Consciência Negra é comemorado em Sinop

Em grande estilo e com diversas atividades foi comemorado em Sinop a Semana da Consciência Negra, com Organizaçao do AFROMIR - Movimento Afro Pró Igualdade acial, juntamente com a CUFA , Grupo de Capoeira ACALF e o Projeto Conviver da Policia Militar Comunitária, do Bairro Boa Esperança.

Durante toda a semana foram desenvolvidas diversas atividades, desde Caminhada, Formação do Curso Pró Igualdade Racial, Feijoada confraternização, Roda livre de Capoeira, Missa Afro e Festa de Quizombas.

Na terça-feira, dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, a CUFA fez exposição dos trabalhos sociais desenvolvidos através de Stand, Ministrou Oficina de Break, finalizando com roda livre de Break e Show com Mc Tainara.

Apresentaram ainda no palco artistas negros do nosso município, como o Grupo Atitude do Samba e a Cantora Paulinha Nascimento e expuseram seus trabalhos grupo de alunos da Unemat e Associação dos Artesões de Sinop.

Finalizando as atividades do dia 20/11 a CUFA recebeu um certificado de homenagem pelos trabalhos desenvolvidos elevando e valorizando a cultura negra no nosso município.

23 de nov de 2007

Lançamento do Livro "Falcão Mulheres e o Tráfico e também do Núcleo de Projetos MARIA MARIA MT

A CUFA de Mato Grosso, juntamente com as personalidades nacionais: O Rapper Mv Bill, a Rapper Nega Gizza e o Escritor e Produtor Celso Athayde, os convidam para que no dia 18/12, a partir das 19:00 horas, na Escola Estadual Rosa dos Ventos em Sinop – MT, participem do lançamento do livro "Falcão Mulheres e o Tráfico" de Celso Athayde e Mv Bill. O Livro é a continução do projeto Falcão meninos do Tráfico, que também resultou em um documentário.

E para que acompanhem ainda o Lançamento da mais nova ação: o Núcleo de Projetos Maria Maria, que será uma rede de ações de mulheres que atue nas comunidades periféricas, despertando sobre o importante papel de protagonista que a mulher desenvolve no seu convívio social.


Na programação do evento, a CUFA disponibilizará ainda, Palestras, Mesa Redonda, Apresentações Artísticas e Stands de coletivos ligados a mulheres e iniciativas populares

Alem de Mv Bill, Nega Gizza e Celso Athayde, ambos do Rio de Janeiro, já confirmou a presença, a Ministra da Secretária de Promoção de Igualdades Raciais Matilde Ribeiro.

A CUFA convida a todos a participarem das ações, participe da Revolução!!!!

O QUE: Lançamento do Livro "FALCÃO MULHERES E O TRÁFICO e Lançamento "NÚCLEO DE PROJETOS DA CUFA MARIA MARIA"

ONDE: Escola Estadual Rosa dos Ventos - Sinop - MT

QUANDO: Dia 18 de dezembro a pártir das 19:00 horas


Maiores informações http://www.mariamariamt.blogspot.com/ e/ou (65) 3023-8072

Conheça e se inspire no trabalho do empreendedor social CElso Athayde







Celso Athayde,
Celso Athayde fundou a Central Única das Favelas (CUFA) para, por meio da cultura do hip hop, empoderar os jovens e torná-los protagonistas na transformação de suas comunidades, propondo soluções para o seu desenvolvimento e buscando parcerias e ações que possam influenciar a maneira pela qual a sociedade vê essa parcela da população. Celso criou um mercado de trabalho que se contrapõe ao mercado ilegal das drogas, promovendo atividades voltadas para a cultura visual e a gravação de discos e filmes, oferecendo aos jovens favelados novas opções de geração de renda.

Na CUFA, Celso define com os jovens quais as atividades que pretendem realizar e ajuda a implementá-las. Nesse processo, capacita os jovens, promovendo o resgate da cidadania e a atuação em espaços públicos, e envolve atores externos, como artistas e intelectuais reconhecidos, para debates sobre a cultura da favela. Promove, também, eventos para valorizar a cultura do hip hop, como o Prêmio Hutuz, que já inclui 17 categorias e se tornou parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro.

Celso nasceu na favela e cedo começou a conviver com traficantes. Interessado pelo mundo que existia fora da favela, começou a estudar enquanto trabalhava como vendedor de rua. Logo se tornou líder dos camelôs no subúrbio em que vivia e onde descobriu a cultura do hip hop e suas raízes africanas. Fundou, então, a CUFA e reuniu um grupo que começou a gravar e que em 1999 lançou o primeiro disco de MV Bill, que se tornou o rapper mais popular do Brasil.

O trabalho da CUFA, que envolve mais de 5.000 pessoas em favelas do Rio de Janeiro, já está sendo replicado em 20 outros estados do Brasil, sempre com foco em cursos de cidadania, etnia, empreendedorismo e geração de renda. Para atrair jovens que não se envolvem com a cultura do hip hop, Celso criou a primeira liga de basquete de rua do mundo, que foi incluída no calendário da Secretaria dos Esportes do Rio de Janeiro e nos Jogos Pan-Americanos de 2007. A ação de Celso se tornou mais conhecida após o lançamento do filme “Falcão: meninos do tráfico”, feito pelos jovens do CUFA, que se tornou sucesso de bilheteria e ampliou para todo o país o debate sobre o problema da favela e do tráfico de drogas.

19 de nov de 2007

Lançamento no Rio de Janeiro de Falcão Mulheres e o Tráfico

Acontecerá no próximo dia 26 de Novembro, no Cine ODEON BR, na Praça Marechal Floriano, 7 - Cinelandia - Rio de Janeiro ás 19h, o grande lançamento do Livro FALCÃO MULHERES E O TRAFICO.
Durante o lançamento haverá ainda bate papo com Marina Maggessi, Ministra Matilde Ribeiro, Sandra Almada, Nega Gizza e outras mulheres..
Participe, você não pode ficar de fora dessa.

16 de nov de 2007

Cufa: um pólo de produção cultural, que pode transformar a vida do jovem.



A Central Única das Favelas (Cufa) surgiu em 1998 com reuniões de jovens de várias favelas do Rio de Janeiro, que pertenciam ao movimento hip hop e buscavam espaço na cidade para expressar suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver. Tornou-se uma organização nacional que trabalha por um ideal: transformar as favelas, seus talentos e potenciais diante de uma sociedade onde os preconceitos de cor, de classe social e de origem ainda não foram superados. Hoje, a Cufa funciona como um pólo de produção cultural, que forma, e informa, jovens de comunidades, oferecendo perspectivas de inclusão social. Uma das fundadoras da Cufa – junto com MV Bill e Celso Athayde – Nega Gizza (foto), como é conhecida Giselle Gomes na comunidade, conta um pouco do que é a Cufa e fala da importância da cultura, da música, na vida do jovem.

Pergunta – A Cufa surgiu como uma manifestação cultural do hip hop, mas acabou ampliando as formas de expressão, conscientizando e elevando a auto-estima das camadas não privilegiadas, por meio de uma linguagem própria. Você pode falar um pouco desse trabalho com os jovens, dando enfoque para a importância da música e da cultura na formação do jovem?

Gizza – A gente tem um espaço funcionando dentro da comunidade e esse trabalho da Cufa é uma opção para o jovem. É uma forma de dar uma oportunidade para o jovem ter uma opção. Eu acho que é isso que falta hoje não só dentro das favelas mas na sociedade em geral. O jovem precisa de oportunidade, seja ele um jovem que conseguiu fazer o estudo básico, o segundo grau completo, seja ele uma pessoa que não conseguiu estudar. Esses dois jovens precisam ter uma oportunidade, de acesso a cultura, a informação, de freqüentar estágios.

Pergunta – Vocês promovem essa oportunidade aos jovens por meio de que atividades?

Gizza – Temos atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, por meio das quais procuramos contribuir para o desenvolvimento humano e trabalhamos com vários elementos do hip hop: graffiti (movimento organizado nas artes plásticas em que o artista aproveita espaços públicos, criando uma nova identidade visual em territórios urbanos); DJ (artista que alia a técnica à performance, utilizando pick-ups e discos de vinil); break (estilo de dança de rua originário do movimento hip hop); rap (‘ritmo e poesia’, estilo musical culturalmente herdado das populações latinas e negras e cujas letras retratam o cotidiano das periferias); audiovisual (valorização da imagem como instrumento de mobilização social); basquete de rua (esporte oficialmente embalado pelo rap); literatura (onde os jovens expressam sua arte e suas vivências através da escrita e obtêm conhecimentos relativos às obras ou aos escritores literários) e projetos sociais (conjunto de ações que busca por uma transformação social a partir das comunidades).

Pergunta – Na área do audiovisual vocês têm um trabalho reconhecido ...

Gizza – O audiovisual surgiu com a idéia de ter o registro de nossa história, das coisas que acontecem, da necessidade de registrar a informação para nós mesmos e informações futuras, para pessoas que ainda vão nascer, para registrar uma história. Ainda estamos aprendendo, fizemos o documentário Falcão (Falcão – Meninos do Tráfico é um documentário produzido pelo rapper MV Bill, pelo seu empresário Celso Athayde e pelo centro de audiovisual da Central Única das Favelas que retrata a vida jovens de favelas brasileiras que trabalham no tráfico de drogas). Além de ser uma produção independente, que se tornou popular, foi uma oportunidade para os jovens estarem mexendo com a câmera, fazendo coisas, aprendendo. Além disso, produzimos e veiculamos a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios.

Pergunta – Vocês começaram esse trabalho aqui, na Cidade de Deus, e depois foram ampliando para outras favelas do Rio e de outros Estados. Quantas unidades da Cufa existem hoje?

Gizza – Cidade de Deus foi a primeira unidade, depois trabalhamos um tempo em Jacarezinho, mas lá a base fechou. Hoje, no Rio, tem unidades da Cufa em Cidade de Deus, no Complexo do Alemão, em Acari, e em Madureira, onde funciona o Centro Esportivo e Cultural da Cufa. Fora do Rio, temos unidades em São Paulo, no Ceará, em Belo Horizonte, no Recife, em Mato Grosso e em Brasília.

O preconceito é um problema histórico


Pergunta – Como foi esse trabalho de expansão?

Gizza – No começo era um movimento muito unificado (do hip hop), depois as pessoas foram criando seus núcleos, suas redes e cada um descobrindo a melhor forma de trabalhar. Eu trabalho com hip hop mas não dá para ter o mesmo pensamento do cara que mora em São Paulo, que mora no Maranhão. A gente tem que viver o hip hop na nossa realidade, no Rio de Janeiro, o funk e tal... Daí percebemos a importância de conseguir trabalhar, de criar um movimento, que fosse ligado ao hip hop e que fosse além da cultura do hip hop. Depois, na prática, descobrimos que era uma questão de se organizar, não era só ter um movimento, um núcleo.

Pergunta – Como vocês trabalham com o preconceito, já que o próprio movimento do hip hop ainda sofre com o preconceito?

Gizza – O preconceito existe, pela diferença social, que faz com que as pessoas se afastem, não se conheçam, cada um tem a sua prioridade, o seu privilégio. O preconceito separa as pessoas e não tem como acabar com isso, porque é um problema histórico. Mas acho que tem como fazer com que as pessoas possam ser vistas de forma diferente, que é o que todo mundo quer: ser visto de forma mais respeitosa, ser recebida nos espaços com respeito e acho que o preconceito está um pouco longe disso. A gente não está aqui para chorar, para reclamar, mas para tentar fazer mudança, de forma pacífica, que é bom para os dois lados, mas se não for possível, de forma mais agressiva porque, às vezes, não existe outra forma de fazer mudança sem ser, em alguns momentos, agressivo. Hoje a gente está muito mais aberto a conversar com todo mundo, a discutir solução, pensar em soluções. A gente não quer ficar para trás, queremos evoluir. Eu acho que os novos pensamentos estão vindo, a gente pratica isso, aprende a ser diferente, mesmo que a nossa realidade faça com que às vezes a gente seja muito agressivo, a tendência é a gente segurar essa agressividade e pensar de forma diferente.

Pergunta – Você falou da importância da busca de soluções. Com a experiência do trabalho com a comunidade, quais seriam as melhores soluções, enquanto política pública, para a juventude?

Gizza – No espaço que temos hoje oferecemos cultura, cursos profissionalizantes e temos como meta chegar na área da saúde, conseguir trabalhar um pouco em palestras, em projetos para dar as pessoas noção de como cuidar da sua saúde na realidade em que elas vivem, na comunidade com esgotos abertos, ensinar como se preserva a saúde da criança, do jovem, do idoso. Além das oficinas voltadas à cultura, da qual já falamos, temos um telecentro, as pessoas podem viajar no site, ter informações não só de entretenimento, mas para seus estudos e para sua área profissional. Temos também cursos profissionalizantes, como de gastronomia, produção de eventos, viabilizados em parceria com o governo federal.

Pergunta – Como é a aproximação com jovens? Vocês procuram, a comunidade indica, é iniciativa do próprio jovem vir para Cufa?

Gizza – A intenção é fazer com que o jovem reconheça o espaço como um espaço dele, que ele se sinta em casa, a ponto da gente ter que botar ordem, como se aquilo fizesse parte da vida dele dentro da comunidade. O jovem se inscreve para um curso e a partir dali a nosso trabalho é fazer com que ele freqüente o espaço, as oficinas e que a gente acompanhe ele fora do espaço. Se acabar uma oficina, a nossa vontade é que ele continue freqüentando o espaço, não como um aluno, mas como uma pessoa que vai contribuir com o que aprendeu e passar para outras pessoas. Os jovens que trabalham aqui hoje, como voluntário, e os que prestam serviços, são pessoas que saíram daqui. É um diferencial, embora o jovem que tenha aprendido lá fora ele também contribui, mas o que aprendeu aqui ele serve como referência para o próprio jovem da comunidade. Nossa intenção é que o jovem acabe a oficina mas continue freqüentando o espaço como parte da vida dele, nem que venha aqui para fazer uma hora de voluntariado, duas vezes por semana.

Com as crianças e adolescentes a gente tem um acompanhamento, que envolve psicólogos, psicopedagogos, assistente social, que acompanham esse jovem na escola e em casa, onde conversam com os pais para eles entenderem como é a oficina que o jovem participa. O menino que faz oficina de basquete de rua chega em casa querendo jogar bola e, às vezes, os pais reprimem e não sabem a importância que é para ele aquela atividade. Então a gente informa qual o método que usamos para esse jovem jogar basquete de rua. Ao compreender, os pais aceitam toda a demonstração, o reflexo que acontece com ele dentro de casa, que ele trouxe da oficina que ele freqüentou. É trabalhoso mas tem tido efeito.

Pergunta – Freqüentar a escola é uma exigência para participar das atividades da Cufa?

Gizza – É recomendável, mas se não está a gente procura abrir espaço para essa criança. Já trouxemos jovens que não estavam estudando e, ao participar de uma oficina, voltou a estudar. Esse núcleo de pedagogas, psicólogas e assistentes sociais acaba indo nas escolas e pedindo espaço para esses alunos, seja adolescente, seja criança. A gente leva de volta para a escola, é um trabalho feito em parceria com as escolas, com a família, é uma junção.

Pergunta – A Cufa promove, este ano, a oitava edição do festival Hutúz. Como é participação dos jovens na produção desse festival, criado para divulgar o movimento hip hop?

Gizza – A produção e a direção são feitas pelos jovens e pela comunidade. É um festival voltado para o hip hop. Nasceu como um prêmio voltado para os artistas do hip hop, para quem fazia dança, e foi crescendo (começou em 2001). Tem um prêmio para os destaques - quem se destacou em 2007 vai aparecendo na lista, indicado por jurados. São 15 categorias que abrangem ciência, conhecimento, documentários sobre hip hop, a melhor música, etc. Tem também um festival de shows que é o Hútuz Hap Festival, que acontece no Circo Voador. São três noites que reúnem mais de 500 artistas. Tem também o seminário Hútuz, que reúne pessoas do movimento e de fora para analisar e discutir o que está acontecendo no hip hop, e temos o Hútuz Latino, que procura fazer a junção da música hap no Brasil e na América Latina, divulgar o que está rolando, saber qual é a língua que cada um está falando, se é parecida ou é diferente. A gente acaba fazendo também da música uma discussão, é bem bacana.

O envolvimento das mulheres no tráfico


Pergunta – E qual a linguagem hoje do jovem latinoamericano?

Gizza – É muito parecido com o que a gente tem falado no Brasil, tanto nas discussões políticas, quanto nas reivindicações. Existem outras cufas... é um movimento de um monte de gente consciente, que quer fazer mudança de verdade e quer trazer novos adeptos para essa mudança. A gente está falando a mesma língua nesse sentido, estamos fazendo algo, ninguém está parado, mas procurando alguma coisa para abrir caminhos. É bom saber que o efeito de viver o inconformismo que a gente vive aqui também existe nos países vizinhos. Vamos pensar, mobilizar as pessoas para pensar, escolher os políticos certos, pensar o futuro do país, mas pensar de forma pratica, que seja bom para todos os lados. Acho que é isso. A intenção não é fazer com que melhore aqui para nós, mas fazer com que melhore para todo mundo e, se vai melhorar para todo mundo, que nós estejamos incluídos nisso também, a mobilização é em volta disso.

Pergunta – Será lançado oficialmente este mês o livro “Falcão – Mulheres e o Tráfico”, de Celso Athayde e MV Bill...

Gizza – Mulheres e o Tráfico é a continuação do projeto que resultou no documentário e no livro Falcão — Meninos do Tráfico, lançado em 2006. É resultado de um trabalho do MV Bill e do Celso Athayde, que descobriram que a vida desses meninos estava ligada à trajetória de suas mães, filhas, irmãs, amigas, esposas e namoradas. Eles contam histórias de mulheres que, de alguma maneira, passaram a interagir e, em alguns casos, a integrar a indústria do tráfico de drogas e resolveram fazer esse livro mostrando a experiência e contando o que está acontecendo no Brasil. O livro será lançado no dia 26, no Cine Odeon, no Rio, com uma mesa-redonda para discutir o envolvimento das mulheres no tráfico.

Pergunta – Como você se envolveu com a Cufa, se tornou uma líder na comunidade?

Gizza – Eu sou uma mulher que era uma menina inconformada, com muitas perguntas, buscando respostas. Me envolvi em rádio comunitária com 13 anos, conheci o hip hop, que se tornou o caminho para eu fazer as coisas que eu tanto queria fazer. Eu nem sabia direito o que queria, mas tinha muitas perguntas, queria entender como era o sistema, como aconteciam as coisas, como elas se refletiam dentro da minha vida, porque a política em si refletia na minha casa, no meu bolso, na minha família. Tinha vontade de fazer parte de uma revolução... Eu vim de uma família que não era tão estrutura, perdi um irmão no tráfico de drogas, e queria aprender qual era o caminho para se ter uma família estruturada no Brasil, para melhorar a vida. Descobri que minha história não era a única, que as pessoas tinham histórias parecidas, que estava crescendo o número de jovens morrendo, de jovens se envolvendo com droga. Eu acabei encontrando um pouco de Deus, um pouco de solução, encontrei um caminho, participei da fundação da Cufa junto com o Bill e com o Celso, me envolvi com a música, gravei um disco, acabei entrando nessa luta e estou aqui com muita satisfação. O que me mantém viva é isso: a gente está em movimento, temos quatro bases funcionando, a regra é imposta por nós, temos contribuição de fora, respeitamos essas pessoas, mas a gente controla tudo, faz tudo e isso faz a diferença, a gente faz junto com a comunidade, junto com a favela.

Pergunta – Do lado pessoal você conseguiu uma família mais estruturada?

Gizza – Estou casada, com dois filhos, acho que vou conseguir deixar bastante coisa para os meus filhos, uma influência, minha filha de cinco anos me acompanha e tento passar para ela essa noção... Se amanhã eu não estiver aqui, ela já sentiu o gosto de que minha mãe fazia isso, qual o propósito, vai entender um pouco. Meu filho a mesma coisa. Não é fácil dar atenção a sua família e se dedicar a Cufa, mas acho que consegui ter uma base, noção de muitas coisas que eu não tinha, achar um caminho.

Música, mostras de cinema, meio ambiente e solidariedade tudo em um único projeto da CUFA em Dourados.


Hip Hop, oficinas dos cinco elementos do Hip Hop, Audiovisual, Mostras de Cinema, skate, basquete de rua e solidariedade com as comunidades dos bairros da Periferia de Dourados. Tudo isso faz parte do Projeto Conexão Hip Hop que culmina com um festival de várias bandas de Rap estadual e interestadual e que deve agitar o dia 09/12/2007 em Dourados-MS, no Espaço Jorge Antonio Salomão.


Os grupos Face Real (Sinop – MT), Linha Dura e DJ Taba (Cuiabá - MT). Além de Fase Terminal (MS), e + 15 grupos de Rap do estado irão dividir o palco do Espaço Jorge Antonio Salomão.


A entrada para o Festival será a doação de um brinquedo que será doado às crianças da periferia de Dourados.

O Projeto é uma iniciativa da Organização não-governamental Pulsar, que atua no estímulo à preservação do meio ambiente, cultura, comunicação popular e do respeito aos direitos dos povos indígenas, Juntamente com a Central Única das Favelas - CUFA, que é um movimento nacional que tem se organizado em torno de um comum interesse: transformar seus talentos em potenciais diante da sociedade, ainda muito marcada pelos preconceitos e pela disparidade entre as classe sociais.


A CUFA tornou-se um referencial para as comunidades e hoje possui núcleos em vários estados do Brasil inclusive em Dourados.

As atividades do Projeto ocorrerão no início das noites dos sábados às 19h30min, nos dias: 17/11/2007: Escola Álvaro Brandão – João Paulo II;

24/11/2007: Escola Antonia Candido de Melo – Parque das Nações II;

01/12/2007: CRÁS – Estrela Porá e;

08/12/2007: CRÁS – Canaã I, com o apoio das lideranças do Orçamento Participativo e lideranças dos bairros.


A Mostra de cinema popular terá projeções gratuitas de filmes e será realizada em espaço público dos bairros. Serão exibidos filmes de longa e curta metragem de produção mais recentes, e também importantes obras da história do cinema brasileiro.


A Mostra pretende ser um primeiro passo para constituir um espaço permanente de exibição e debate com a comunidade sobre cultura, questões sociais e econômicas que afetam diretamente as comunidades moradoras dos bairros de periferia. Um dos intuitos é chamar a atenção da opinião pública para estas regiões com alto contingente populacional, grande efervescência cultural e nenhum espaço nos bairros para disseminação.


O projeto Conexão Hip Hop quer incentivar o interesse da comunidade pela cultura cinematográfica, inserindo o audiovisual no campo das atividades locais, buscando promover um espaço de reflexão crítica sobre este imaginário.

Apoio: Prefeitura Municipal de Dourados, Uniderp, Íris Comunicação, COMAFRU, CUFA SKAT e Red Machine.

13 de nov de 2007

2ª dia do Work Shop da Construção Social da Paz em Sinop, é realizado com Debates entre Grupos de discussões


Fonte: Fernanda Quevedo

No segundo dia do Work Shop, Construção Social da Paz, aconteceram os grupos de trabalhos, onda a questão da Segurança Pública em Sinop foi o tema central.
As palestras ministradas pelo Jornalista João Onofre Ribeiro e pelo jornalista Gustavo de Oliveira, que antecederam as discussões em grupos deram o panorama da violência em Sinop e no Brasil fomentaram o debate.
O encontro não tinha caráter de conferencia, porem saíram dos grupos de discussões propostas a serem encaminhadas pelos participantes, com datas e prazos a serem cumpridos.
Como lembrou o secretário de Segurança Publica Carlos Brito de Lima no enceramento do evento, foi uma oportunidade de sociedade e poder público dialogarem.
A CUFA, que teve membros em todos os grupos de trabalhos, atentou para o fato de que a juventude possa ter espaços nessas discussões e que principalmente que as ações governamentais tenham como prioridade a juventude.

1º WORK SHOP CONSTRUÇÃO SOCIAL DA PAZ DE MATO GROSSO É REALIZADO EM SINOP


Fonte: Núcleo de Comunicação

Nesta sexta-feira, no município de Sinop, deu-se inicio o Work Shop Construção Social da Paz. Com caráter de conferência, onde a sociedade civil organizada e o poder público reformularam e encaminharam propostas, o evento teve a participação do Governador Blairo Maggi, e os secretários de Segurança Pública Carlos Brito de Lima e adjunto Carlos Caetano. O município de Sinop foi “agraciado” com cerca de nove milhões de reais, recursos oriundos do Plano de Aceleração do Crescimento, do governador federal.

A CUFA de Sinop, representada por Anderson Maciel, presente nesta sexta-feira, compôs a mesa de abertura juntamente com todas as autoridades presentes. Sentiu-se contemplada com o anuncio feito pelo governador, da cobertura da quadra esportiva da Praça União, reivindicação que já vem sendo feita há vários anos pela comunidade através da CUFA, Associação de Moradores do Residencial Jequitibás e da USAMB (União Sinopense das Associações de Moradores de Bairros).

Ainda nesta sexta-feira, o Secretario Carlos Brito ministrou uma excelente palestra com o tema: “Segurança Pública: dever, direito e responsabilidade”. Carlos Brito ressaltou a responsabilidade que Estado e sociedade tem em comum na questão de segurança pública.

O coordenador da SENASP Dr. Marcelo Ottoni Durante palestrou mostrando empiricamente os reflexos da violência no Brasil, e atentou também para a questão da responsabilidade social. O Dr. João Guerra, que é Juiz de Direito e Diretor do Fórum de Sinop, falou sobre o sistema prisional e ressocialização, mostrando a importância do processo da qualidade na ressocialização dos indivíduos.

A CUFA, que já desenvolve projetos que visam à prevenção e o combate da violência, considera discussões como essas, um avanço na questão de Segurança Publica, e participa do processo de tomadas de decisões sociais tendo como principal proposta à qualidade de vida das comunidades carentes.
A CUFA fará exposição dos trabalhos durante todo o evento. Grupos de trabalhos serão realizados amanhã, sábado, onde representantes da CUFA MT estarão presentes.

8 de nov de 2007

Cufa desenvolve Nucleo de Projetos Maria Maria

Fonte: Fernanda Quevedo

Refletindo na ótica das desigualdades de gênero, que são multifacetadas, a Cufa MT esta desenvolvendo um núcleo de ações voltado para mulheres das comunidades carentes.


O núcleo de projetos Maria Maria desenvolverá ações tendo como objeto as expressões da questão social vivenciadas pelas mulheres. As ações visam o empoderamento das mulheres, recuperação (ou estimulação) da auto-estima, e principalmente da conscientização de seu importante papel protagonista na sociedade.


Serão oferecidas entre outras ações, oficinas de formação política e cursos profissionalizantes.


O projeto será lançado em dezembro no município de Sinop (CUFA SINOP), junto ao lançamento do livro “Falcão Mulheres e o Tráfico” de Celso Atayde e MV Bill.


Para mais informações: (65) 3023-8072.


Em breve, mais noticias sobre o projeto.

7 de nov de 2007

CUFA articula frente parlamentar

Representantes da Central Única das Favelas (CUFA) estiveram nessa segunda-feira (05) no escritório parlamentar do deputado federal Carlos Abicalil (PT) em Cuiabá. Eles solicitaram ao deputado apóio as ações desenvolvidas pela organização e informaram que pretendem formar uma Frente Parlamentar da Juventude que vive na periferia, no Congresso Nacional.


De acordo com os membros da CUFA a ação é nacional e diversos integrantes da Central estão conversando com deputados do seu respectivo Estado para formar a representação oficial. Em Mato Grosso, o grupo optou por convidar o deputado Abicalil devido a sua sensibilização em relação à causa.

CUFA lançará Programa CONSCIÊNCIA HIP HOP


A CUFA Central Única das Favelas de Mato Grosso tem a honra de informar e de convidar você para o lançamento do programa Consciência Hip Hop 2007.



O programa lança o projeto Consciência Hip Hop no bairro Jardim Vitória em Cuiabá, que atenderá os jovens da referida comunidade, com oficinas de Break, Mc, Dj, Basquete de Rua e Grafitti.



O programa é uma parceria da CUFA com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública - SEJUSP e Base Comunitária de Segurança do Jardim Vitória.


Serviço:
O que:
Lançamento do Programa Consciência Hip Hop 2007.
Onde: Base Comunitária de Segurança do Jardim Vitória
Quando: 12/11/2007 ás 08:00 horas.

2 de nov de 2007

Prêmio HUTUZ


A partir de domingo, 4, o Rio de Janeiro será a capital brasileira do hip hop. É quando começa o Circo Hutúz, espetáculo organizado pela Central Única de Favelas (Cufa), com apresentações de break, basquete de rua, DJs e MCs, além da criação de grafites.O evento, que acontece há oito anos, vai premiar os melhores do hip hop nacional e apresentar o que há de mais novo no cenário do gênero musical. Durante todas as terça-feiras do mês de novembro, haverá discussões sobre o hip hop latino-americano no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro do Rio. MV Bill e Vozes do Gueto são alguns dos participantes, que incluem ainda os argentinos Mustafá Yoda e Emanero.

Também no CCBB, nos dias 7, 14 e 21 de novembro, haverá apresentaçõs do Hutúz, sempre às 18h, com entrada franca.
Confira mais no www.hutuz.com.br

1 de nov de 2007

Laranja Mekanica é o quarto lançamento do Compac.Rec


O Compacto.Rec apresenta mais uma banda selecionada para ser lançada nesse que é o primeiro projeto de distribuição do Circuito Fora do Eixo. A quarta banda escolhida foi o Laranja Mekanica, de São Paulo. Ao longo de 12 anos de existência o Laranja Mekanica já se apresentou com bandas como Velhas Virgens, Inocentes, Thunderbird e os Devotos de Nossa Senhora Aparecida, já estrearam clipe no extinto “Central MTV”, foram notícia em sites como Rock Press, Dynamite, Rock Brigade, Folhateen (Folha de S. Paulo), entre outros feitos. A idéia do Compacto.Rec é lançar um novo compacto a cada 15 dias. Os fonogramas dos selecionados são disponibilizados para download em todos os sites integrados ao projeto, o que contabiliza mais de 30 páginas na internet. Fique atendo ao Compacto, inscreva sua banda.

Mais informações no http://www.compactorec.blogspot.com/.

CUFA participa de reunião preparatória a Audiência de Segurança Pública

A Sociedade Civil Organizada no municipio de Sinop, se reuniu nesta quinta-feira (01/11), para realizarem Reunião Preparatória, para Audiencia de Segurança Pública de Sinop, a realizar-se nos proximos dias 09 e 10 de novembro.
Participaram ainda da reunião preparatória autoridades como: Comandante de Área da Policia Militar Major Wagner, o Vereador Gilson de Oliveira, o Secretário de Trânsito, Hedvaldo Costa e o Deputado Estadual Dilceu Dal'Bosco, idealizador da audiência a ser realizada.
Francisco Brito, Presidente da USAMB - União Sinopense das Associações de Moradores de Bairros, abre a reunião preparatória, indagando sobre a grande necessidade da discussão para que ações coletivas sejam tomadas pela sociedade organizada e que dali saia um documento de todos a ser entregue ao governo do estado.
Deputado Dilceu, fala da necessidade da elaboração de propostas de cunho coletivo a serem entregues ao Governador Blairro Maggi e ao Secretário Carlos Britto e ressalta da labuta pela audiencia, que desde março vem sendo adiada, mas que sera agora realizada já com boas noticias para Sinop.
Vereador Gilson de Oliveira, solicita que seja incluso no documento, a solicitação de ampliação das bases das policia militares, sendo expandidas para bairros como Oliveiras, Nações, Alto da Glória e Camping Club.
O Secretário de Trânsito, Hedvaldo Costa, solicita auxilio na busca de recursos e conscientização do Trânsito, ja que a falta de atenção traz grandes transtornos a segurança pública.
Já o Major Wagner, pontua a todo momento que o problema mais grave na corporação atual é o de efetivo de policiais, haja visto, que se tem um levantamento que de cada 250 habitante é necessário 5 policiais, e Sinop com 105.762 habitantes, contém 145 policiais, pontua ainda que os concursos públicos devem ser regionalizados, aumentando a credibilidade policial e aumentando o numero de empregos, pois segundo o comandante o grande problema enfrentado em Sinop é o de pessoas de Cuiaba e cidades da região da capital, realizam o concurso em Sinop e logo em seguida solicitam transferencia para suas cidades de origem e com apadrinhamento acabam conseguindo exito.

O Presidente do Jequitibás, Helmir Crispiniano, rapidamente coloca que temos todos que cuidar para que o problema com a segurança não se inicie dentro das proprias residencias, com falta de dialogo com filhos, Helmir coloca ainda, que o efetivo que hoje a PM contém e os vindouros tem de ter melhores treinamentos, sabendo assim diferenciar bandidos de pessoas de boa indole, e que a justiça deve ser feita a todos, tanto para os ladrãozinhos pé de chinelo, como na reuniao foram chamados, quanto aos ladraozãos, que financiam todo o sistema criminal.
Anderson Maciel, coordenador da CUFA em Sinop, aproveita para colocar ao Major o problema enfrentado pela entidade e da falta de credibilidade que a policia tem com a comunidade pós ações como esta serem realizadas, coloca ainda a entidade a disposição da corporação e de todas lideranças ali presentes, explanando ainda sobre as ações desenvolvidas a fim de contribuir com a policia e com a comunidade diretante, resgatando os que ja estao no mundo ilicito e formando barreiras aos que felizmente nao chegaram a tal ponto.
Por fim foi montada uma comissão para dar continuidade aos trabalhos e a CUFA sera responsavel por redigir o documento que sera entregue ao Governador e ao Secretário de Justiça e Segurança Pública, onde contera as principais reivindicações da comunidade quanto a PM, Bombeiros, Policia Civil, Insituto Médico Legal e entre outras.