19 de mar de 2009

Curso Escravo nem pensar encerra-se nesta sexta-feira:

Por: Cíntia Michelli

Os professores e educadores do município de Sinop, estão sendo privilegiados com o curso de prevenção trabalho escravo contemporâneo Escravo nem pensar, um projeto coordenado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a CUFA (Central Únicas das Favelas), Secretaria Municipal de Educação de Sinop, Procuradoria Regional do Trabalho, Casa Brasil, entre diversas outras entidades nacionais regionais e locais.

Profesores participantes do curso

O curso teve inicio nesta segunda-feira 16/03, na sede do CEPROTEC, com palestras educativas, atividades orais, videos, discuções, debates auxliados com um material de apoio fornecido pela organização, oferecendo assim uma formação aos professores, onde entram em contato com os conceitos mais relevantes sobre o tema, “com o intuito de maior conscientização a toda a população através dos professores participantes do curso”, diz Mariana Sucupira uma das ministrantes do curso.
Gabriela Castelo e Mariana Sucupira
ministrantes do programa Escravo nem pensar

O programa, possui mais de 30 parceiros regionais, e nasceu em 2004 sendo representado em 33 municípios e 6 estados que estão entre os principais fornecedores e receptores da mão-de-obra escrava, sendo assim atua com o objetivo de inserir o tema do trabalho escravo contemporâneo no dia-a-dia das escolas de ensino fundamental médio, em programas de educação de jovens e adultos e em outros cursos não formais, simplesmente com o intuito de conscientização da população local a respeito desse grande problema que enfrentamos no nosso dia a dia.

Apresentação dos trabalhos em sala

Gabriela Castelo, ministrante do curso, ressalta que é de extrema importância aumentar o nível de informação a população em geral sem situações sejam eles criança, jovens ou idosos, sobre o trabalho escravo, através da capacitação dos professores atendidos pelo programa onde retornaram para suas escolas e secretarias de educação capacitados a inserir o tema dentro das salas de aulas, criando assim direta e indiretamente uma sociedade mais critica referente aos assuntos tratados durante os 5 dias de curso.

Professores em Atividades

Milhares de pessoas em todo o Brasil estão reduzidas á condição de escravos, das fazendas de gado na Amazônia, passando pelas carvoarias do Maranhão ás plantações de soja e algodão do Mato Grosso. Não sendo a mesma escravidão de senzalas e navios negreiros, mas sim uma escravidão que rouba a dignidade e a liberdade do ser humano, transformando-o em um sinples instrumento descartável de fazendas, bordeis, industrias, garimpos e ate mesmo em estabelecimentos comerciais.

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