9 de jul. de 2010

Vítimas da enchente do Rio de Janeiro recebem doações de cimento

Por Cristiana Richard
Fotos: Luciano Gomes

A Central Única das Favelas (CUFA), em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, participou nesta quarta-feira (07), de evento na Escola Municipal João Ayres Saldanha, em São Gonçalo, da entrega de 12 toneladas de cimento às famílias vítimas das enchentes que atingiram o estado no início do ano. Estavam cadastradas para receber a doação, 70 famílias, mas a doação superou as expectativas e mais de 150 famílias foram beneficiadas com 120 quilos de cimento cada. O cadastramento foi feito na hora do evento.

Compareceu ao evento Carolina Figueiredo, da Chevron, empresa doadora do cimento; Mariana Pombo, da Firjan, empresa mediadora da doação; Allan Borges, Superintendente de Políticas Públicas de Juventude, representando o Governo do Estado; além dos rappers Nega Gizza e MV Bill, representantes da CUFA.


famílias recebendo o cimento

Segundo a coordenadora de responsabilidade social da Chevron, Carolina Figueiredo, a CUFA teve um papel importante na intermediação, sendo uma parceira fundamental na ajuda do cadastramento das famílias necessitadas, “sem a CUFA nós não conseguiríamos chegar nestas famílias”, concluiu Carolina, também acrescentando que espera que este cimento simbolize uma esperança, um recomeçar para estas famílias.

A Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, foi representada pela coordenadora de responsabilidade social Mariana Pombo que disse “o papel da Firjan aqui é promover e conscientizar as indústrias do Rio a fazer programas e ações sociais no Estado”. MV Bill e Nega Gizza falaram da importância da doação do cimento, mas que o ato não é uma solução, mas uma forma de amenizar o sofrimento destas famílias vítimas da enchente. Já o representante do governo, Allan Borges ressaltou que “isto não é apenas uma doação de cimento apenas, mas representa uma esperança”. Um dos contemplados da doação de cimento, Ronald Oliveira, fala que ganhou três sacos de cimento, sendo uma ajuda bem gratificante para quem não tem mais nada.


público presente

Este foi mais um evento que mostrou a importância e o poder de mobilização da CUFA na sociedade, reiterando seu papel social na sociedade de levar cidadania, educação, cultura e esporte para os menos favorecidos.


representantes da Cufa, Governo do Estado, Firjan e Chevron.

17 de jun. de 2010

CUFA Mato Grosso inaugura base em Matupá no próximo domingo

Metodologia CUFA já é aplicada em 12 municípios do estado. Já no lançamento serão realizadas atividades de esporte, lazer e formação.

Por Fernanda Quevedo

Vista aérea de Matupá

A CUFA-MT (Central Única das Favelas de Mato Grosso) vai lançar mais uma base no Estado. Trata-se da CUFA Matupá, que será inaugurada no dia 20 (domingo), às 15 h., na Praça dos Migrantes, no centro da cidade. Na oportunidade a CUFA, coordenada por Emerson Rodrigues de Araújo, desenvolverá ações como: apresentação da equipe cultural da CUFA de Peixoto de Azevedo, jogos de vôlei, brincadeiras com pula-pula, palestras nas áreas de saúde e segurança pública, mostras artesanais e shows culturais de artistas do município.

Em Mato Grosso, a CUFA está instalada em Cuiabá, Sinop, Barra do Garças, Primavera do Leste, Peixoto de Azevedo, Colíder, Confresa, Aripuanã, Rondonópolis, Alta Floresta, Água Boa, e agora em Matupá. A instituição também está presente em todas as capitais brasileiras, e mais 11 países, sendo eles: Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Hungria, Itália, Estados Unidos e Venezeuela.

Emerson Rodrigues, o coordenador da CUFA Matupá é um paranaense de 28 anos, e que há vinte e seis mora em Mato Grosso. Ele é o fundador do Movimento Jovem de Matupá e há sete anos trabalha com a comunidade pelo viés solidário. Já realizou diversas ações como campanhas para a proteção de famílias em situação de risco, e com esse grupo já formado usará a metodologia de trabalho da CUFA para o desenvolvimento de ações locais. “Agora com a metodologia CUFA quero oportunizar para essa juventude algo mais para suas vidas. Espero contar com todos da CUFA nessa jornada e saibam que todos podem contar comigo para a continuação deste trabalho maravilhoso que a CUFA faz”, comenta o coordenador.

A CUFA

Central Única das Favelas é uma organização sólida, reconhecida nacional e internacionalmente pelas esferas políticas, sociais, esportivas e culturais. Foi criada à partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.

Através de uma linguagem própria, a CUFA pretende ampliar suas formas e possibilidades de expressão e alcance. Assim, vai difundindo a conscientização das camadas desprivilegiadas da população com oficinas de capacitação profissional, entre outras atividades, que elevam a autoestima da periferia quando levam conhecimento a ela, oferecendo-lhe novas perspectivas.

Para mais informações e/ou interesse em realizar apresentações culturais, entrar em contato pelos telefones: (66) 9953-9361 begin_of_the_skype_highlighting (66) 9953-9361 end_of_the_skype_highlighting – (66) – 3595-2247 ou pelo e-mail emerson.cufamt.mtpa@gmail.com.

Acompanhe as ações da CUFA Matupá pelo blog: www.cufamatupa.blogspot.com

25 de mai. de 2010

NOTA

Central Única das Favelas

Conselho Nacional

15 de maio de 2010


Na última quinta-feira, 14, a CUFA tomou conhecimento que um cidadão morador de Carapicuiba, vem se apresentando como “presidente” da Central Única das Favelas desta cidade, com práticas totalmente opostas às adotadas pela CUFA. O Conselho Nacional desta organização declara que não existe base oficial de trabalho da CUFA na cidade de Carapicuiba no Estado de São Paulo.

As bases oficiais da cufa estão apresentadas no seu sitio virtual www.cufa.org.br , e as mesmas podem ser visitadas em seus devidos endereços para confirmação dos trabalhos e veracidades das ações desenvolvidas.

Dessa forma, declaramos falso e com nenhuma ligação com esta organização o email enviado por esse senhor. com o assunto “diga não ao netinho de paula no senado federal” enviado em 12 de maio de 2010 na rede virtual militantespoliticos@yahoo.com.br.

A CUFA não participa de campanhas partidárias e tão pouco promove campanhas de apoio ou rejeição a qualquer candidato. Afirmamos que a partir deste momento estamos entrando com medidas judiciais cabíveis em relação a esse fato.

Aproveitamos para reforçar o respeito e amizade que temos para com o Vereador Netinho de Paula, lembrando que qualquer candidatura de um (uma) afrobrasileiro (a) é motivo de orgulho para esta organização da qual desenvolve ações para que a igualdade no campo social, politico e econômico seja de fato um cotidiano brasileiro.



ATENCIOSAMENTE,


CONSELHO NACIONAL DA CUFA BRASIL

21 de mai. de 2010

Projeto Pixaim questiona padrões de beleza e incentiva a aceitação do cabelo “ruim”

Coordenadora do projeto critica o modelo estético hegemônico e acredita que ele estimula o preconceito racial
Reportagem LEDA SAMARA
Edição NATASHA ROMANZOTI
CUFA-MT
Oficinas de leitura e bate-papo são algumas das  ações do projeto
Oficinas de leitura e bate-papo são algumas das ações do projeto
CUFA-MT
Oficinas de trança permitem as mulheres aceiterem  seu cabelo e gerar renda
Oficinas de trança permitem as mulheres aceiterem seu cabelo e gerar renda
CUFA-MT
Além do cabelo, outros aspectos da cultura afro,  como o hip hop, são valorizados
Além do cabelo, outros aspectos da cultura afro, como o hip hop, são valorizados

Nas capas de revista, nos programas de televisão, nas passarelas, desfilam as mulheres mais “belas” do país. Os padrões estéticos atuais determinam o que uma mulher precisa para ser bonita e estampam nas revistas de moda os exemplos a serem seguidos. Para a mulher da “vida real”, a obsessão por perder alguns quilinhos ou por deixar o cabelo impecavelmente liso faz parte da rotina. Mas por que essa busca incessante? Por que é tão difícil se aceitar?

O Projeto Pixaim, realizado pela sede mato-grossense da Central Única das Favelas – CUFA –, trabalha justamente com o questionamento dos padrões de beleza atuais, incentivando a aceitação do cabelo das mulheres negras. A CUFA é uma organização reconhecida internacionalmente, presente em todos estados brasileiros e em alguns países latino-americanos e europeus. A entidade visa desenvolver ações sociais para integrar a população da periferia, em sua maioria formada por pessoas negras. Em entrevista ao Jornal Comunicação, a coordenadora de projetos da CUFA-MT, Neusa Baptista, fala sobre o Pixaim.

Jornal Comunicação: Qual é o padrão de beleza atual e de que forma ele fomenta o preconceito?

Neusa Baptista: No Brasil, as classificações de raça passam pela cor da pele e pela textura do cabelo. É a aparência, e não a origem, que conta. Embora mais da metade da população se declare negra, ainda não vemos o negro como padrão de beleza. Xuxa, Gisele Bundchen, Angelina Jolie e outras beldades brancas são sempre lembradas quando se fala de modelos de beleza. Nas passarelas, as brancas se destacam, assim como nas revistas de moda e até mesmo entre as bonecas infantis. Embora hoje já se discuta uma volta ao padrão natural de beleza (algumas celebridades estão preferindo serem fotografadas ao natural e está em discussão uma lei que obriga as agências de publicidade a informarem o leitor quando for utilizado o Photoshop nas fotografias), ainda há um padrão de beleza e ele é o branco. Com certeza, esse padrão alimenta o preconceito contra todos que estão fora dele; para os homens e mulheres negros, alimenta ainda o preconceito racial, uma vez que a estética negra não está contemplada como modelo de beleza.

Comunicação: Qual a importância em discutir a aceitação do cabelo "pixaim"?

Neusa: O cabelo crespo é uma das marcas da estética negra e, ao lado da cor da pele, está no topo dos itens utilizados para classificar uma pessoa como negra ou outras gradações de cor (morena, chocolate, mulata etc). Para responder ao apelo estético pelo padrão branco – o cabelo liso – muitas mulheres negras agridem seu corpo com o uso de fórmulas de alisamento à base de produtos cáusticos, que degradam o cabelo e o couro cabeludo, e agem negativamente sobre a auto imagem da mulher. O cabelo liso ainda é o ideal de muitas negras, e o crespo é visto como ‘problemático’, ‘ruim’, ‘inadequado’, necessitando de algum tipo de modificação para ser aceito socialmente. A importância está justamente em contrapor este tipo de pensamento, trazendo para as mulheres opções que valorizem o cabelo e a cultura negra.

Assumir a identidade é importante em qualquer situação. Acho que não dá para ser feliz sem isso! Para as mulheres negras, usar uma trança muitas vezes é parte disso. Mas eu sempre digo que é um processo demorado, às vezes leva a vida toda. Pois a cada vez que se assume essa identidade afro, tem que lidar com uma carga maior de preconceito.

Comunicação: Que atividades o projeto oferece as participantes?

Neusa: Hoje está acontecendo a Caravana Pixaim. Vamos visitar 30 municípios do interior, com apresentações teatrais da peça “Cabelo Ruim”, em parceria com o Grupo Teatral Tibanaré. Também faremos o lançamento e doação do livro “Cabelo Ruim?” às escolas, e oficinas de tranças afro.

Além disso, o Projeto Pixaim é, desde o ano passado, um Ponto de Cultura, que tem suas atividades realizadas no Centro Esportivo e Cultural da CUFA-MT, em Cuiabá. Atualmente, oferece oficinas de tranças afro e bonecas negras voltadas às mulheres da comunidade do bairro. Também está montado um telecentro, um cantinho de leitura infantil e um ateliê de costura, que vai ser o ponto de produção das mulheres formadas na oficina de bonecas negras.

Comunicação: De que maneira o projeto contribuiu para a aceitação da identidade negra?

Neusa: O Projeto Pixaim trabalha os eixos da auto aceitação, valorização da estética negra e de incentivo ao empreendedorismo. Temos visto entre as mulheres atendidas que isso age de duas formas: primeiro pela formação crítica que é recebida nas oficinas, por meio de bate-papos sobre temas como a identidade, beleza, o empreendedorismo, autoestima, relação de gênero; segundo, pela aquisição de um novo conhecimento (em tranças ou bonecas) que permite que elas possam dar início a uma nova etapa em suas vidas, gerando renda e também se integrando às ações do Projeto, atuando no Salão de Beleza Comunitário ou o Ateliê Comunitário. Acredito que isso contribui não somente para a aceitação da identidade afro da mulher, mas também de sua identidade enquanto moradora da periferia, valorizando a ambas.

Comunicação: Que outros aspectos da cultura afro devem ser valorizados para fortalecer essa identidade?

Neusa: A CUFA realiza projetos que valorizam uma gama de aspectos da cultura negra, na música, no esporte, no artesanato, no grafite, na estética. Eu vejo este trabalho como uma valorização da realidade do negro urbano, da cultura dos guetos. Com isso, se fortalece a identidade. Muitos jovens se encontram, se redescobrem como dançarinos, grafiteiros, rappers ou até mesmo como lideranças comunitárias a partir da intervenção do trabalho da CUFA.

Comunicação: Você acha que o projeto faz os participantes mudarem suas concepções e questionarem os valores estéticos hegemônicos?

Neusa: É o que esperamos que aconteça. Mudar concepções é um desafio, e depende muito da própria pessoa. O que estimulamos é que pelo menos se crie o questionamento destes padrões. Aí, haverá espaço para mudanças.

Nós da CUFA sentimos que conseguimos transmitir a estas mulheres algumas questões, tais como: existe mesmo padrão de beleza? Qual é ele? Em que eu me enquadro? Quais as dificuldades para quem não se enquadra? Por que a estética negra não é valorizada? Elas percebem que as oficinas do Projeto Pixaim não são como as outras, têm um quê a mais, tanto no conteúdo como na forma, pois valorizamos o saber que a mulher traz, tudo é ensinado na base do bate-papo, da informalidade. Acho que isso as atrai e as estimula.

14 de mai. de 2010

CUFA VISITA COMUNIDADES POPULARES DE SINOP

Com intuito de otimizar o Projeto eleições 2010 CUFA, a CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop estará visitando as principais comunidades populares do município de Sinop, a fim de levantar demandas ouvindo moradores e lideranças comunitárias.

O projeto teve inicio no ultimo dia 10 de maio com a vista do Coordenador da CUFA Anderson Maciel, acompanhado de voluntários da CUFA Sinop no bairro Jardim do Ouro.

Direcionados pela líder da Pastoral da Criança do Jardim do Ouro, Sra. Anja Maria, a equipe da CUFA visitou todo o bairro, dialogando com dezenas de moradores e conhecendo a creche informal criada pela Pastoral da Criança em parceria com a Igreja Católica da região.

Diante de tudo que foi exposto e visto, resumidamente as principais reinvindicações das comunidades vão à área de asfalto, creche no bairro, atividades de formação e capacitação profissional, investimentos em atividades recreativas e de formações culturais e educacionais.

No próximo dia 23 de maio (domingo) a CUFA Sinop através do Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa estará em forma de parceria com os organizadores do 4º Arrancadão de Sinop, no objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis, das 7:00hrs se estendendo ate as 18:00hrs, na Av. dos Flamboyants no bairro Jd. Botânico em frente ao Viveiro de Mudas Municipal.

Todos os alimentos arrecadados serão distribuídos (com data a ser confirmada) às famílias cadastradas da Pastoral da Criança junto a Igreja Católica do Bairro Jardim do Ouro.

11 de mai. de 2010

Entrevista Preto Zezé

Fortaleza além de conhecida por suas maravilhosas praias, também é palco de muito rap na voz de Francisco José Pereira, mais conhecido como rapper Preto Zezé.

Um guerreiro que milita nos palcos e principalmente fora deles há nada mais nada menos que 19 anos. Zezé faz parte do grupo Comunidade da Rima no Ceará que é Formado por W-Man, Preto Zeze, Ligado (vocais e compositores) e Dj Doido nos tocas discos e na produção musical.

Pelo seu trabalho empenhado na CUFA ao lado de MV Bill e Celso Athaide, Zezé já merece um troféu, mas a vida de Preto Zezé vai muito além, nesta terça (11) as 19hrs ele lança o documentário “Selva de Pedra, a Fortaleza Noiada” CUFA CE na FIESP, Entrada Franca.

Imperdível !!!!


E por isso e muito mais que Zezé é um dos grandes guerreiros do Hip Hop Cearense participando de nossa entrevista da Frente Brasileira de Hip Hop.


FBHH: Há quantos anos você esta no movimento hip hop como rapper?

Preto Zezé: Desde 1991.

FBHH: Durante todos esses anos dentro do movimento, o que mudou sua visão que no começo você tinha e agora vê de outra forma?

Preto Zezé: É que o Hip Hop foi muito importante no primeiro momento, para dar identidade, referência, conhecimento, mas ficou ai. As coisas mudaram, o mundo mudou e o Hip Hop não conseguiu acompanhar essas mudanças, sendo assim na CUFA, tivemos que ressignificar o Hip Hop, para não cairmos no Hip Hopismo e padecer do mesmo mal. Assim entendemos a importância do Hip Hop em quanto a linguagem é fio condutor para outras janelas e não um fim em si próprio!

FBHH: O movimento hip hop esta bom do jeito que esta ou precisa melhorar?

Preto Zezé: Não vejo movimento, vejo pessoas se manifestando de forma espontânea, mas ele deixa muito a desejar no sentido de inserir as mulheres, de poder ser uma referencia para uma geração que chega agora e não tem mais acesso àqueles discursos e conteúdo que o Hip Hop da primeira geração tinha que originou os Zezé, os MV Bill e tantos outros. Ou refazemos esse conceito ou estaremos fadados ao fracasso!

FBHH: Como conheceu a Cufa e acabou fazendo parte dessa grande rede?

Preto Zezé: O Celso me encontro lavando carros, achou que eu tinha um potencial camuflado atrás da revolta contra o sistema, fruto de uma formação que já tinha antes da CUFA, uma militância social, daí percebendo isso ele me convidou, temos sete anos de CUFA, um de nome seis na legalidade juridicamente constituída.

FBHH: Além de rapper, compositor, autor e coordenador da Cufa-CE no que mais atua?

Preto Zezé: Eita! Já é coisa o bastante, mas hoje sou consultor nas área da juventude cultural e segurança pública, faço parte do conselho social do MERCOSUL e ainda quando da tempo sou locutor de radio! Sem fala que agora estou me aventurando na produção musical, preparando para produzir alguns instrumentais para o grupo Gangsta G.

FBHH: Sabemos que o crack é um problema nacional, na capa do livro esta escrito “A epidemia do crack em Fortaleza” o fator do crack em Fortaleza esta muito agravante?

Preto Zezé: Sim, porque avisamos desde 2002, ninguém deu ouvido, agora o crack chegou ao asfalto, então vai ter uma repercussão, o que me preocupa e que quando isso ocorre do lado do asfalto é tragédia, na favela é apenas uma estatística. Mas os danos sociais do crack estão espalhados por toda a cidade!

FBHH: Já foi tomada alguma providencia no estado para que diminua esse sério vicio?

Preto Zezé: Ainda não, o poder público local não tem conhecimento, o que se tem e o básico para todas as outras drogas, capaz algumas vagas em hospitais, mas o crack carece de uma rede social onde estado, sociedade e empresários se envolvam, do contrario a selva de pedra vai crescer mais e mais!

FBHH: Como surgiu a idéia tanto de fazer o filme quanto o livro?

Preto Zezé: A idéia inicial era fazer um clipe de rap,quando vi as cenas vi que tínhamos por obrigação levar a fala dos usuários para a sociedade, para que eles também fossem ouvidos. O livro vem para trazer os bastidores que eu não pude colocar no filme, ainda tem um CD de rap coletânea que foi lançado primeiro.

FBHH: Depois de quanto tempo sem usar o crack ele ainda é detectado no organismo?

Preto Zezé: A desintoxicação física é rápida, no entanto a dependência psicológica é algo que temos que cuidar com mais cuidado e com um pouco mais de tempo. Aos indicadores de recuperação são de apenas 30%, falando de álcool, quando se refere ao crack não se tem dados, logo penso que esse percentual deve ser bem menor.

FBHH: Quais são os procedimentos que devemos ter se tivermos um dependente do crack na família?

Preto Zezé: Tentar o máximo resistir a tentação ou ao desespero de querer se livrar do nóia a força, ele só vai se internar se for convencido, e o acompanhar dia a dia para ele não se envolver com o trafico, pois pode ser fatal, pois ele vai se endividar e não vai poder pagar. E fazer o máximo para socialmente desenvolver outras formas de viagens.

Por Lívia Kriukas.

9 de mai. de 2010

Feliz Dia das Mães.






O Amor da mãe pode ser traduzido
em uma palavra: Doação.
Falar desse sentimento é entender que ele
é a mais completa forma de amor.

Um amor que se doa,
coloca em primeiro plano o bem-estar,
a segurança de um outro ser.
Impossível falar de mãe
sem falar da pureza de um amor,
que diante de todo o sofrimento disse Sim: Maria.

Uma mãe que,
como tantas mães em nosso país,
olha com lágrimas nos olhos o presente
e o futuro árduo do filho.

Talvez seja por isso que a mãe Maria
se expressa em cada olhar de mãe,
em cada gesto de doação da mulher.

No rosto de uma mulher que assume
a maternidade inteiramente,
mesmo diante de tudo o que há de vir,
há a presença iluminada de um lado vivo,
mas esquecido por todos,
homens e mulheres:
Alinhar ao centro
O AMOR!!!!

A CUFA Sinop deseja a todoas as mães negras,
indígenas, brancas, amarelas
pardas um maravilhoso dia.

5 de mai. de 2010

CUFA abre inscrições para oficinas.



A CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop juntamente com a AEIOU (Associação Esportiva de Inclusão e Organização Unificada) através do Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa deu inicio a oficina de break (dança de rua) sábado (1), mais ainda continuamos com as inscrições abertas ate o fim do mês de maio, para jovens de 6 a 17 anos de idade, vagas limitadas.
A oficina de break acontecerá todos os sábados das 14:30 as 16:00hrs com o B.boy Lagartixa.
A CUFA a partir de amanhã (5) estará disponibilizando novas inscrições para as oficinas de Teatro de Rua, Áudio e Vídeo e também de Capoeira.

As inscrições estarão sendo feitas na sede da CUFA nas dependências da Coordenadoria de Esportes do Ginásio São Cristóvão no bairro São Cristóvão.

Mais informações:

Lívia Kriukas (66) 9956-1066

22 de abr. de 2010

Dia do Planeta Terra 22 de Abril.


Hoje é dia do Planeta Terra, você deve está se perguntando o que você tem haver com isso?!
Mais nois da CUFA Sinop respondemos!

Planeta é a nossa Casa Cuide!

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum.

Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

20 de abr. de 2010

Conheça os artigos produzidos pelos Colunistas da CUFA

Por Fernanda Quevedo

Portal CUFA

A seção de Colunistas do portal da CUFA esta com novos artigos. O fato é que membros da organização estão produzindo semanalmente textos com o mais variados temas que vão desde opiniões sobre o meio ambiente, questões raciais, e até maioridades penal, e que têm tudo ver com o cotidiano dos Cufistas. A idéia é que estes expressem um pouco daquilo que a CUFA pensa, sente e percebe.

Para ler todos os artigos já publicados clique AQUI!

Confira os artigos publicados recentemente:

Ederson Deka – CUFA MT
Título: O Retorno é possivel

Francisco José Pereira (Preto Zezé) – CUFA CE
Título: O Protocolo da Favela

Manoel Soares – CUFA RS
Título: Coração Maduro

Giovanni Nobile Dias – CUFA Paraná
Título: Disputa

17 de abr. de 2010

Inscrições para oficina de break



O Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa localizado no Ginásio de Esportes do Bairro São Cristóvão, continua com as inscrições abertas para as oficinas de break para jovens de até 17 anos, teremos vários horários de turmas para não conhecidir com o horário da escola, todos que tiverem interesse estaremos na Cufa no Ginásio do São Cristóvão, as inscrições serão até o dia 30/04 .

As aulas se iniciarão no dia 1 de maio, Rua Colonizadora João Pedro Moreira de Carvalho, s/n – fundos da Igreja São Cristóvão - Bairro São Cristóvão.

11 de abr. de 2010

CUFA-RJ Arrecada doações no Maracanã.

A Rede Globo, SESI e CUFA ( Central Únicas das Favelas) estarão juntas neste final de semana recebendo doações dos torcedores que irão ao Maracanã assistir aos seguintes jogos:

Botafogo
x Fluminense (sábado – 10/04)

Flamengo x Vasco (domingo – 11/04)

Os postos de coleta estarão localizados próximos às entradas do público. A iniciativa conta ainda com o apoio da Secretaria Estadual de esporte, Secretaria de Saúde e a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro.


A Solidariedade não para por aqui, na próxima quarta feira a CUFA estará presente com seus representantes , entre eles: MV Bill e Nega Gizza , com o SESI-RJ e a Rede Globo quando promovem a campanha para arrecadar mais doações para as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro. As chuvas afetaram milhares de moradores da cidade.

As doações poderão ser levadas aos seguintes postos:
Unidades do SESI/SENAI em todo estado do Rio de Janeiro, até o dia 7 de maio de 2010.

Clique aqui para consultar os endereços.

Unidade da CUFA - Centro cultural e esportivo , em Madureira , sob o Viaduto Negrão de Lima : Rua Alfeu Faria Castro S/N - Madureira (embaixo do Viaduto Negrão de Lima).

7 de abr. de 2010

Economia Solidária em busca da Lei Nacional.

Nos dias 29 e 30 de março na capital Mato-grossense em Cuiabá, foi realizada a Reunião de Articulação da Economia Solidária do Centro-Oeste e quem esteve representando a CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop neste encontro foi a coordenadora da comunicação Lívia Kriukas.


No primeiro dia (29), deu-se inicio ao encontro com a presença do professor da UFMT de Cuiabá o professor Luiz Passos grande nome referente à cultura em nosso estado, falando sobre o movimento social, educação e também sobre o contexto do governo Lula.


Dando seqüência na reunião foi feito rapidamente um resumo do encontro anterior e logo após uma dinâmica de grupos com o objetivo de definir cada eixo dos pontos básicos para a construção do PPPP (Projeto Político Pedagógico Participativo) do CFES, com os seguintes eixos:


  • Conceitos Filosóficos da Economia Solidária
  • Questões Pedagógicas e Metodológicas
  • Sistematização
  • Estratégia Política da Organicidade em Rede

No segundo dia (30), já foi mais decisivo com definições de quais integrantes iriam participar dos próximos cursos representando suas regiões, também entrou em questão o assunto do projeto de lei iniciativa popular que dispõe sobre a Política Nacional de Economia Solidária e o Sistema Nacional de Economia Solidária, o texto integral do Projeto Lei encontra-se em anexo no site: www.fbes.org.br/lei_iniciativa_popular Entrem e leiam sobre a lei, precisamos conseguir 300 mil assinaturas e se sentirem à-vontades em contribuir com sua assinatura será de grande valia, só entrar em contato no telefone (66) 9956-1066 (Lívia) ou na base da CUFA situada no Ginásio de Esportes do Bairro São Cristóvão, Rua Colonizador João Pedro Moreira de Carvalho, s/n - fundos da Igreja São Cristóvão - Bairro São Cristóvão.


Por Lívia Kriukas.

6 de abr. de 2010

Cine Mais Cultura realiza capacitação no RN e MT.



Entidades da sociedade civil selecionadas nos editais estaduais do Cine Mais Cultura no Rio Grande do Norte e Mato Grosso, participam de oficinas cineclubistas nos dois estados, a partir de 5 de abril. O objetivo é capacitar os contemplados para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introdução à história do cinema e linguagem cinematográfica; bem como esclarecer questões relativas à atividade exibidora como direitos autorais.

O curso é exclusivo para os contemplados nos editais.

Integrantes da CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop, através de Anderson Maciel e Mario Garcia, em razão ao projeto capitaneado viam AEIOU (Associação Esportiva de Inclusão e Organização Unificada), ambos formando o Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa, estarão desde 04/04 ate o dia 09/04, participando da formação do Cine Mais Cultura, na capital Mato-grossense Cuiabá.
O Cine Mais Cultura é um programa do Governo Federal, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, no qual apóia a implantação e programação de salas de exibição de audiovisual alternativas em municípios de todo pais, sendo estas chamadas de CINES e deverão ainda ser implantadas ate dezembro do corrente ano 1600 salas, por meio de parceria com a SAC (Sociedade Amigos Cinemateca).

Em Sinop, a CUFA a partir disto, unida com a formação de áudio e vídeo promovida pelo Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa, na qual esta em fase de finalização das inscrições para as oficinas, implantara o CINE TELES PIRES, visando a democratização do acesso a obras audiovisuais, com ênfase na produção brasileira, formação de publico com visão critica e formação de rede sociais e culturais para que viabilizem o intercambio e divulgação de informações na comunidade, isto com exibições permanentes no Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa e com exibições itinerante com programas criados pelo P. C. Juventude Sinopense Ativa.

3 de abr. de 2010

1° Seminário de Política Pública para Juventude Peixoto de Azevedo - MT


A CUFA (Centra única das favelas) de Peixoto de Azevedo realizará no dia 09 de abril, no auditório da ACIPA dás 07h ás 17h, o 1° Seminário de Política Pública para Juventude da região norte de Mato Grosso. Serão ministradas palestras com; Mario Olimpio ex-secretario de cultura de Cuiabá, durante 6 anos, e Rafael Henrique “Assessor Estadual da Juventude” .

O movimento voltado para mobilizar manifestações culturais, esportiva, artísticas e políticas da região, visa à construção de processos que levem à transformação social. O seminário é um evento inédito, que marca a CUFA municipal, a propor um debate sobre a relação cultural e política dos jovens. É uma grande oportunidade para apresentar projetos voltados para as necessidades dos membros, princípios, objetivos e agenda.

O evento reunirá importantes pensadores, artistas, promotores culturais e militantes do movimento social para uma reflexão teórica sobre a relação dos jovens com a sociedade e poder público.

Na oportunidade 11 municípios participarão do evento e aproximadamente 200 jovens de organizações não-governamentais, culturais; grupos artísticos, populares, alternativos e todas as pessoas que comungam com o objetivo maior do projeto, fortalecendo zonas de intersecção entre manifestações da arte, da cultura e a ação política.

Por Comunicação Peixoto de Azevedo.