26 de jan. de 2010

Porto Alegre sediará V encontro nacional da CUFA



Porto Alegre terá os sotaques e as cores do Brasil com a realização do V Encontro Nacional da CUFA – Central Única das Favelas que acontece entre os dias 27 e 31 de janeiro. O evento contará com a participação de mais de 50 representantes da CUFA de todas as regiões do país e tem como principal objetivo discutir e planejar as ações da entidade que serão realizadas em 2010. Na programação além dos momentos de avaliação os participantes receberão orientações sobre elaboração de projetos, articulação política com entidades governamentais e instituições privadas, e ainda a formulação dos principais projetos realizados a nível nacional pela CUFA tais como: LIIBRA – Liga Internacional de Basquete de Rua, RPB – Rap Popular Brasileiro, Bradan Brasil Break Dance, Cine CUFA, Viradão Esportivo, entre outros. O Encontro termina no domingo, dia 31, com visita à base da CUFA na Capital gaúcha que inclui ainda o viaduto Imperatriz que foi cedido, no mês tal, para a realização de atividades educativas e esportivas da entidade. Além do Rio Grande do Sul, dezessete estados que possuem bases da CUFA em suas cidades já confirmaram participação no Encontro, são eles: Pará, Tocantins, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Ainda durante o V Encontro Nacional da CUFA será realizado, paralelamente, nos dias 27 e 28, o 1º Encontro Nacional de Comunicação da entidade.Os encontros nacionais da CUFA são realizados desde 2006. As duas primeiras edições ocorreram no Rio de Janeiro, na Cidade de Deus. Brasília e Cuiabá foram sedes dos encontros de 2008 e 2009, respectivamente.

Por Flávia Quirino

23 de jan. de 2010

A CUFA entra com Ação Publica contra Consul Haitiano

Participe do Manifesto você também, e confira a notícia completa no site:

http://www.manifestohaiti.cufa.org.br/in.php?id=home


14 de jan. de 2010

Haiti uma trajédia no dia "13".



O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 de Brasília na última terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti.
Além dos 14 soldados brasileiros mortos, a brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.


PORTO PRÍNCIPE - Em estado de choque, muitos haitianos vagavam nesta quinta-feira pelas ruas de Porto Príncipe, buscando desesperadamente água, comida e remédio. "Dinheiro não vale nada agora; água é a moeda", disse um funcionário de ajuda humanitária. O desespero da população ocorria apesar de equipes de resgate e de auxílio humanitário começarem a chegar ao país depois do terremoto de terça-feira (12). O tremor, de 7 graus na escala Ritcher, foi o pior a atingir o país em 200 anos.


Visivelmente comovido com a tragédia, o presidente dos Estados Unidos,Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira uma ajuda inicial de US$ 100 milhões para o Haiti e ordenou que seu governo coloque no topo da agenda a ajuda a esse país. Também nesta quinta-feira, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, anunciou que a instituição oferecerá US$ 100 milhões "de forma imediata" ao Haiti para se recuperar do terremoto da terça-feira.
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira seu plano de emergência, afirmando que ele tem o objetivo de lidar com os cinco problemas mais graves detectados no Haiti: o enterro dos mortos, o socorro médico aos feridos, a remoção dos escombros, o reforço da segurança nas operações e a distribuição de alimentos e água.


Sem um número definido de mortos e desaparecidos, as equipes de resgate enfrentam dificuldades para a organização e a locomoção pelas cidades haitianas por causa do estado das ruas e estradas após o terremoto.
Ainda não havia sinais de operações de resgate organizadas para as vítimas sob os escombros, e os médicos no Haiti, o país mais pobre do Ocidente, estavam mal equipados para tratar os feridos. Muitos haitianos tentavam remover com as próprias mãos pedaços de concreto, buscando libertar os que foram enterrados vivos.A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou nesta quinta-feira a morte de pelo menos 36 funcionários após o desabamento da sede da entidade no Haiti e de outros prédios.
Entre os mortos estão quatro policiais da ONU, 13 funcionários civis e 19 militares, disse o alto representante da ONU David Wimhurst. O Exército brasileiro informou que 14 soldados do Brasil estão entre os mortos. A organização tem 200 desaparecidos sob os escombros.
A Cruz Vermelha haitiana estimou o número de mortos entre 45 mil e 50 mil e em 3 milhões os afetados pelo tremor. Há dezenas ou centenas de milhares de pessoas que perderam suas casas. Por causa do grau de destruição, autoridades haitianas chegaram até a afirmar na quarta-feira que o número de mortos poderia chegar a 100 mil.
População em choque
Na noite de quarta-feira, os sobreviventes dormiram nas ruas com medo de voltar para suas casas precárias. Era possível ver mulheres cantando canções religiosas tradicionais no escuro, enquanto oravam para os mortos."Elas cantam porque querem que Deus faça alguma coisa. Elas querem que Deus as ajude. Todos queremos", disse Dermene Duma, funcionária do Hotel Villa Creole, que perdeu quatro parentes.Saqueadores invadiram um supermercado danificado pelo tremor em um bairro de Porto Príncipe, levando eletrônicos e sacos de arroz. Outros tiraram gasolina de um caminhão-tanque quebrado."Todos os policiais estão ocupados resgatando e enterrando suas próprias famílias", disse Manuel Deheusch, o dono de uma fábrica de telhas. "Eles não têm tempo de patrulhar as ruas."
A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em francês), dirigida militarmente pelo Brasil, voltou suas atenções para resgatar as vítimas do tremor e garantir a ordem pública nas ruas do país.
"Soldados e policiais da ONU estão em patrulha noite e dia desde que ocorreu o terremoto, para assim manter a ordem e ajudar nas operações de resgate", disse o porta-voz interino da Minustah, Vincenzo Pugliese, em comunicado divulgado na sede da ONU em Nova York.
A Minustah foi criada em 2004 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para restaurar a ordem depois da violenta queda e saída do país do ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Atualmente, conta com mais de sete mil militares e dois mil policiais, além de quase 1.800 funcionários civis de diferentes países.


Por site noticias.com.

9 de jan. de 2010

Mais de 1.300 vagas para presos e ex-detentos.



Portal de Oportunidades do CNJ oferece mais de 1.300 vagas para presos e ex-detentos




Em funcionamento há pouco mais de um mês, o Portal de Oportunidades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já oferece 1.314 vagas de cursos e empregos para presos e egressos do sistema carcerário. O sistema, disponível no site do CNJ (http://www.cnj.jus.br/), oferece a empresas, órgãos públicos e entidades um espaço para ofertar as vagas, no intuito de contribuir para a reintegração social de ex-detentos. "O sistema ainda está em processo de atualização, e com a adesão dos parceiros a expectativa é de que consigamos superar as cinco mil vagas", destaca o juiz auxiliar da presidência do CNJ e coordenador nacional dos mutirões carcerários, Erivaldo Ribeiro.


A iniciativa faz parte da segunda etapa do projeto Começar de Novo do CNJ, lançada no início do mês passado, com o objetivo de intensificar ações e parcerias para oferecer capacitação profissional e oportunidades de trabalho a pessoas que passaram pelo sistema carcerário. Ao todo, 178 vagas de emprego estão sendo ofertadas no Portal de Oportunidades, em diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Distrito federal, Ceará, entre outros. As oportunidades abrangem áreas diversas, como vendedor de jornal, serralheiro, soldador e office-boy. A maior parte das vagas são para auxiliar de administração, auxiliar de serviços gerais e mecânico.


Além das ofertas de emprego, outras 1.204 vagas estão abertas para cursos de formação profissional, em Campinas (SP) e Cuiabá (MT). A maior parte delas se refere a capacitações em construção civil, pedreiro, carpinteiro, encanador, pintor imobiliário, eletricista predial, auxiliar administrativo e artesanato. Segundo Erivaldo Ribeiro, a partir do próximo mês começarão a ser instituídos os grupos gestores do programa nos Tribunais de Justiça de todas as unidades da federação, que ficarão responsáveis, juntamente com o Conselho da Comunidade, por fazer a seleção dos candidatos e encaminhá-los às vagas.


Novas vagas - Para cadastrar novas vagas de emprego ou cursos, empresas e instituições interessadas devem entrar no banner do projeto Começar de Novo, disponível na página principal do CNJ (http://www.cnj.jus.br/) e acessar o sistema do programa. Para se cadastrar no portal é obrigatório informar o CNPJ. Apenas os conselhos da comunidade, os magistrados cadastrados e as instituições parceiras, que serão cadastradas pelo grupo gestor, podem ter acesso às informações disponibilizadas no site.


O CNJ também já está estabelecendo contato com todos os parceiros, que por meio de convênios se comprometeram a oferecer vagas de trabalho a ex-detentos, para incluí-las no sistema. Só o governo de São Paulo já se comprometeu a oferecer cerca de cinco mil vagas a egressos do sistema prisional a partir de 2010. As ações do Começar de Novo já abrangem convênios com entidades como Sesi, Senai e Fiesp, entre outras entidades, que visam o treinamento, a capacitação e a profissionalização dessas pessoas, de forma que tenham alternativas para não voltarem à prática de crimes.


Por Agência CNJ de Notícias.

8 de jan. de 2010

"VERBALIZE" COM MV BILL


MV Bill "Verbaliza" sobre temáticas contemporâneas já em 2010.


A campanha “Verbalize” desenvolvida pelo rapper, escritor e cineasta MV Bill, teve foco no “tráfico de informação” por meio de tecnologia popular. O ativista sócio-musical aborda temas contemporâneos em vídeos para celular, já disponível em todo território nacional. Na estréia MV Bill Verbaliza sobre violência, drogas, gravidez, sexo e política. E para acessar os vídeos, você pode escolher seu melhor caminho.http://www.claroideias.com.br/ / Claro Videos / Videos Download ou siga o link direto:

http://www.claroideias.com.br/portal/site/CIdeias/menuitem.7df34df2cc1d8a7933d1593b22dc10a0/&idlocal=50 Escolha o modelo do seu celular Claro. Na Categoria Comportamento escolha seu tema favorito e baixe conteúdos MV Bill. Mas se você é cliente Claro, apenas envie MVBILL para 49955 e receba os vídeos em seu celular. Para as demais operadoras (BrasilTelecom, Vivo e Tim) acesse o site da Plugo.http://www.plugo.com.br/http://www.wtn.com.br/


Participe!


Mande suas sugestões para novos Verbalizes através dos canais MV Bill.


Site oficial (http://www.mvbill.com.br/






Por Chapa Preta.

6 de jan. de 2010

REIS DA RUA

Conhecendo um pouco masi dos jogadores da seleção do Brasil de Basquete de Rua, são eles:

Nome: Adamastor
Nasc.:15/07/1980
Altura:2,04Peso:98kg
Profissão:Motorista e ajudante de caminhão
UF:SP
Equipe: Carne de PescoçoAdamastor - Tradicional atleta do campeonato em 2009 jogou pelo Rio Grande do Sul pelo Carne de Pescoço.
Começou sua carreira aos 20 anos de idade com o incentivo de seu prof. de Educação Física para que não se perdesse no mundo do crime.Adamastor treinava sozinho sem receber nenhum tipo de apoio, por amor ao basquete de rua. Seu primeiro clube foi o time do Marcel(ex. Jogador da seleção brasileira, que joga com Oscar). Ficaram em 3º lugar no torneio Novo Mileniun, E em 2º nos jogos abertos de Campos, e foi campeão Paulista na série A2. Campeão da liga de Ribeirão Preto, campeão regional jogos de Penápolis, vice campeão dos jogos abertos de Piracicaba e vice campeão paulista.

Nome: Alan Ferreira da Conceição
Nasc.: 26/01/1985
Altura:1,89Peso:85
Profissão: Prof. de Educ. Fisica
UF:RJ
Equipe: Cufa Campos ( acesse o blog )Alan – pela primeira vez disputou a Liibra. Representante da equipe de Campos que levou o vice-campeonato pra casa.

Nome: Rafael Alves
Nasc.:07/06/85
Altura:1,97
Peso: 78
Profissão: Atleta
UF:RJ
Equipe:Lendas e Cabo FrioAlves – Carioca da Cruzada São Sebastião Já foi campeão brasileiro pelo Madureira em 2008.
Começou a jogar basquete com com 13 anos na ABB - Associação Atletica do Banco do Brasil, com 15 foi para o Botafogo, depois foi para o Flamengo e voltou para o Botafogo. Também jogou pelo América. Participou de vários Campeonato Regionais e Abertos. Foi vice campeão no campeonato adulto em 2007 pela Rio Pan, foi vice-campeão do Campeonato Estadual pelo Flamento. Começou no basquete de rua em 2007 por hobby. Foi eleito o melhor jogador da LIIBRA em 2008 e em 2009, participou da LIIBRA com a equipe Lendas Urbanas.

Nome: Eduardo Henrique P. (Banana)
Nasc.:06/08/1982
Altura:1,98
Peso:86
Profissão:Atleta
UF:RJ
Equipe: Cabo FrioBanana – Em 2009 jogou por Cabo Frio e fez bonito nas enterradas!
Começou a jogar com 16 anos, com 20 nunca tinha participado de nenhuma categioria de base, então, passou num teste para a equipe do Tijuca Tênis Clube, onde jogou por um tempo mas, devido a uma tragédia na faília, se desligou da equipe. Voltou para o basquete em 2005, pela Cufa. Foi campeão no campeonato de enterrada, jogou o campeonato carioca e o time foi para a semi-final. Foi campeão da Liibra em 2007 pelo time de Madureira e em 2008 foi para Cabo Frio e foi campeão da Liibra novamente. Em 2009 entrou para a marinha como atleta e vai representar a marinha no mundial em 2010. Joga na posição: ALA

Nome: Carlos Cesar S. Jr (Carlinhos)
Nasc.:13/01/1981
Altura:2,00
Peso:103
Profissão:Atleta
UF:RJ
Equipe: LendasCarlinhos – Carlinhos Soul! Basqueteiro de Rua nato desconsertou a equipe Chilena no Desafio Internacional de 2008 com suas jogadas ágeis e enterradas brilhantes. Há 13 anos em 1996 começou a jogar basquete. O primo incentivou muito, era jogador de basquete de rua. Começou com 15 anos, jogou em vários clubes, nas categorias de base do Fluminense, jogou no flamengo, no time do Oscar, no time da Prefeitura do Rio, no campeonato universitário e atualmente é atleta da marinha e joga no time no profissional de basquete.O apelido surgiu, pois cada um tinha um apelido, o primo começou a chamá-lo de Soul... Depois de muito tempo ele criou uma marca esportiva e batizou de Soul, são roupas esportivas e assessórios.

Nome:Leandro S. de Lima (Discreto)
Nasc.:04/12/1983
Altura:1,97
Peso:105
Profissão:Ass. Administrativo
UF:RJ
Equipe:Lendas Leandro – Apesar do apelido ser Discreto não tem como não notar em quadra o campeão de 2007 pelo Cufa Brasil.

Nome:Tiagão
Nasc.:28/08/1981
Altura:1,97
Peso:96
Profissão: Estudante
UF:RS
Equipe: Carne de PescoçoTiagão – O cara é grande! E talentoso em quadra!
Representante dos pampas jogou pelo Carne de Pescoço, time Gaucho que abalou o Viaduto de Madureira na Liibra 2009 com muito basquete de rua. Aos 11 anos, em uma roda de amigos surgiu a vontade de jogar basquete, mas por ser um esporte de pouco acesso no Rio Grande do Sul rotulado como um esporte de Elite e por questões financeiras não pode dar continuidade. Aos 16 anos, através de um amigo, surgiu a oportunidade de participar do renomado Clube de Basquete Cruzeiro do Sul. Através do seu empenho e sua dedicação conseguiu uma bolsa para treinar. Ficou no clube durante cinco anos, onde participou de vários campeonatos, tais como: Campeonato Paulista serie Az, Gauchão, Sr Pompéia, sendo cestinha por dois anos consecutivos no Campeonato Municipal aberto de Porto Alegre. Atualmente joga pelo time da Universidade Feevale.

Nome:Fábio Guedes (Timbola)
Nasc.:23/08/1979
Altura:1,98
Peso:110
Profissão: Funcionário público
UF:RJ
Equipe:Liga dos Mutantes Começou em 1994 aos 15 anos.
O jogador de basquete Claudinei era atleta do Flamengo e morava na Fazenda Botafogo, bairro que Fábio nasceu. Claudinei foi realizador de alguns projetos esportivos que davam direito a bolsa escolar para os jovens do bairro Fazenda Botafogo, Fábio participou desses projetos.De 1994 até 1998 – Fez parte da escolinha de basquete da Fazenda Botafogo, e no fim de 1998 foi jogar no Jequiá Iate Club, na Ilha do Governador. De 1998 até 2002 - Foi para o Tijuca Tênis Clube e jogar como pivô. De 2002 até 2006 – Parou de jogar profissionalmente, começou a estudar e trabalhar em uma agência de turismo.Em 2006 – Formou com o amigo de infância, Anderson, a equipe Fazenda Botafogo que depois de um tempo passou a se chamar Liga dos Mutantes, devido a seriedade e a altura dos jogadores. O apelido Timbola vem da época de escola, os amigos achavam que Fábio parecia um integrante do grupo musical Timbalada. Hoje Fábio trabalha na área de segurança.

Nome:Fernando Noel (Índio)
Nasc.:09/08/79
Altura:1.95
Peso:90kg
Profissão:Segurança
UF:CE
Equipe:OAB CrocobeachTeve início no basquete de rua na adolescência, através de roda de amigos da escola, sendo assim não parou mais, aos 20 anos residindo em São Paulo freqüentava os Rachas (quadra de basquete) do Ibirapuera onde sempre se destacava com suas jogadas e seus arremessos. Já em Fortaleza continuou jogando nas rodas de amigos na Beira mar .Representou 3 vezes a seleção Mineira no campeonato Brasileiro de basquete, sendo 3º lugar em uma das edições.5 vezes campeão da seletiva de basquete de rua de Fortaleza. No ano de 2005 foi campeão pelo Fortaleza. Em 2007 foi campeão Cearense pela Fometro. Atualmente é o representante do Nordeste no basquete de Rua.

Nome: Gilcimar dos Santos (Gil)
Nasc.:14/05/1980
Altura:2,10
Peso:115
Profissão:Atleta
UF:RJ
Equipe:Liga dos Mutantes Começou com 12 anos em friburgo, jogou no Country Clube de Nova Friburgo, passou um ano jogando em São Paulo e depois disso, passou pelos clubes Tijuca, Vasco, Fluminense, Londrina e São caetano. Foi campeão Sulamericano pela Seleção Brasileira, Campeão Brasileiro pelo Vasco, bi campeão gaúcho. Em 2008 ficou em terceiro lugar na Liibra com a equipe Liga dos Mutantes e em 2009, foi campeão.

Nome:Leandro Rodrigues Nascimento
Nasc.:29/06/1982
Altura:2,00
Peso:98
Profissão:Atleta
UF:RJ
Equipe: Cufa campos

Nome:Luiz Carlos Alves Lima Junior
Nasc.:09/07/1984
Altura:1,93
Peso:110kg
Profissão:Personal trainer
UF:RJ
Equipe:Liga dos Mutantes.
Luís, cresceu vendo o pai e o tio jogarem basquete profissionalmente. O pai, Luís Alves jogou nas equipes do Flamengo e do Vasco e o Tio Orlando jogava na equipe do exército. Em 1991 – Começou na escolinha do Vasco na equipe pré-mirim. Em 1996 – Com 12 anos foi para o Clube do Flamengo, lá jogou nas equipes mirim, infantil, infanto e infanto juvenil, foram 6 anos jogando pelo Flamengo.Em 2002- Com 18 anos foi convidado por um dos diretores do Botafogo para fazer parte da equipe de basquete do Clube. Em 2004 – Foi um ano muito agitado, o jogador Jogou no América, na equipe de Rio Claro em São Paulo e voltou para o Rio para jogar no Jequiá. Em 2005 – Voltou para São Paulo, dessa vez foi jogar na equipe de Sorocaba. Depois voltou para o Rio e jogou no Hebraica.Em 2006 – Jogou no Municipal e no Grajaú sub 23, onde participou do campeonato brasileiro. E foi exatamente nesse ano que Luís recebeu o convite para jogar na Liga dos Mutantes.Atualmente – Há 3 anos faz parte da Liga dos Mutantes e joga na equipe da Universidade Castelo Branco onde faz o curso de educação física.Os fundadores da Liga dos Mutantes, Timbola e Anderson viram Luís jogar e convidaram ele para fazer parte da equipe. Luís é mais conhecido como Tyson, esse apelido surgiu na época que ele lutava box e judô.

5 de jan. de 2010

Projeto Pixaim vai circular por 30 municípios



O Projeto Pixaim, que divulga o livro “Cabelo Ruim?” e realiza oficinas de tranças afro, ganhou um novo e importante aliado. O Grupo André Maggi, considerado um dos principais grupos empresariais no setor do agronegócio no país, firmou parceria com os idealizadores do projeto para patrocinar as atividades do Pixaim durante 2010 em 30 municípios de nove regiões do Estado. O patrocínio será feito por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.








Graças à parceria, serão realizados nos municípios lançamentos do livro, atividades de leitura e demonstrações de tranças afro e apresentação de uma peça teatral baseada na história do livro. “Além de bem estruturado e consolidado no cenário regional, o Projeto Pixaim traduz alguns dos principais compromissos institucionais assumidos pelo Grupo André Maggi, como a busca pela eqüidade de gênero e raça e a promoção da educação”, destaca o presidente do Grupo André Maggi, Pedro Jacyr Bongiolo.

Além de Cuiabá, a ação atingirá os municípios de Rondonópolis, Primavera, Jaciara e Campo Verde (Região Sul); Barra do Garças, Canarãna e Nova Xavantina (Região do Médio Araguaia); Chapada dos Guimarães e Poconé (Região da Baixada Cuiabana); Cáceres, Mirassol d’Oeste, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos (Região Oeste); Vila Rica e Canabrava do Norte (Região do Baixo Araguaia); Barra do Bugres, Diamantino e Tangará da Serra (Região do Médio Norte); Alta Floresta, Colíder, Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo (Região do Nortão); Juara, Juína e Juruena (Região Vale do Arinos). As atividades acontecerão em escolas e outros espaços públicos.
O Projeto Pixaim, será também uma grande ação de incentivo à leitura. Ao todo, cinco mil exemplares do livro “Cabelo Ruim?”, da jornalista e escritora Neusa Baptista, que também coordena o projeto, serão doados a bibliotecas e escolas. Lançado em 2007, o livro conta a história de três meninas – Bia, Tatá e Ritinha – que se vêem às voltas com o preconceito sofrido devido ao fato de serem negras e possuírem o cabelo crespo, chamado pejorativamente de “pixaim”, “bombril” etc. Por meio da amizade, elas descobrem a importância de valorizar sua estética para se sentirem bem consigo mesmas. A obra tem despertado o interesse de pais, educadores, pesquisadores, ONGs e outras entidades de todo o País, e chegou a ser sugerido como dica de leitura nos Cadernos da Conferência Nacional de Juventude, no item “Diversidade”.
O Projeto
Elaborado inicialmente em parceria com a editora TantaTinta, responsável pela publicação do livro, o Projeto Pixaim foi aprovado para captação de recursos via Lei Rouanet em janeiro de 2008. No mesmo período, Neusa Baptista firmou parceria com o Núcleo Maria Maria, da Central Única das Favelas (CUFA-MT), onde o Projeto Pixaim foi inserido, passando a oferecer também oficinas de tranças afro e teatro e agregando a geração de renda como meta. Desde então, várias ações do projeto têm ocorrido em Cuiabá e municípios da Baixada Cuiabana no âmbito do Núcleo Maria Maria, tendo como carro-chefe as oficinas de tranças afro e atividades de leitura voltadas especialmente a mulheres e meninas da periferia. E os resultados já são visíveis. De abril a julho de 2009, o Projeto Pixaim formou cinco trançadeiras, que hoje já geram renda com a confecção das tranças, além de levarem o conceito da autoestima e da valorização da estética negra.
O Projeto também já realizou importantes parcerias, tendo sido reconhecido como Ponto de Cultura, ação do Programa Cultura Viva, coordenado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura. As ações, que serão desenvolvidas no Centro Esportivo Cultural da CUFA-MT, no bairro São João Del Rey, em Cuiabá, terão duração de três anos, com oficinas de tranças afro, bonecas negras, leitura e diversas outras atividades culturais.“Hoje, o projeto oferece capacitação profissional e, ao mesmo tempo, discute valorização da estética negra, auto-aceitação e autoestima, que são idéias centrais do livro. E é um pouco disso que vamos levar para os municípios”, explicou Neusa Baptista.
Grupo André Maggi
Fundado há mais de 30 anos, é um grupo de empresas do setor do agronegócio que atua na produção e comercialização de grãos, fertilizantes, transporte fluvial e energia. É composto pela Amaggi – Exportação e Importação Ltda... Divisão Agro, Hermasa – Navegação da Amazônia Ltda. e a Maggi Energia. Conta ainda com a atuação social da Fundação André Maggi.
Por Fernanda Quevedo.

1 de jan. de 2010

A CUFA É...



Por Notícias Site Uol.


A Central Única das Favelas é uma organização nacional que surgiu através de reuniões de jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – geralmente negros – que buscavam espaço na cidade para expressar suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver. Estes jovens, em sua maioria, pertenciam ao movimento hip hop ou por ele eram orientados. A partir das reuniões, descobriram que juntos poderiam sonhar mais e se organizaram em torno de um ideal: transformar as favelas, seus talentos e potenciais diante de uma sociedade onde os preconceitos de cor, de classe social e de origem ainda não foram superados. Assim, fundaram a CUFA, cuja manifestação cultural é o hip hop, mas que busca ampliar e atingir outras formas de expressões, conscientizando e elevando a auto-estima das camadas não privilegiadas, por meio de uma linguagem própria.


Desde 1998, a CUFA funciona como um pólo de produção cultural e através de parcerias, apoios e patrocínios forma e informa jovens de comunidades, oferecendo perspectivas de inclusão social. Promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania – contribuindo para o desenvolvimento humano – e trabalha com oito elementos do hip hop: graffiti (movimento organizado nas artes plásticas em que o artista aproveita espaços públicos, criando uma nova identidade visual em territórios urbanos); DJ (artista que alia a técnica à performance, utilizando pick-ups e discos de vinil); break (estilo de dança de rua originário do movimento hip hop); rap (‘ritmo e poesia’, estilo musical culturalmente herdado das populações latinas e negras e cujas letras retratam o cotidiano das periferias); audiovisual (valorização da imagem como instrumento de mobilização social); basquete de rua (esporte oficialmente embalado pelo rap); literatura (onde os jovens expressam sua arte e suas vivências através da escrita e obtêm conhecimentos relativos às obras ou aos escritores literários) e projetos sociais (conjunto de ações que busca por uma transformação social a partir das comunidades). Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios.


A CUFA, ao longo destes anos, tornou-se um referencial para as comunidades e possui hoje bases de trabalho em vários estados do Brasil, como Minas Gerais,São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso e Bahia. No Rio de Janeiro, temos núcleos de trabalho na Cidade de Deus (Jacarepaguá), Complexo Acari, Jardim Nova Era (Nova Iguaçu), Jacarezinho e Pedra do Sapo, para citar algumas.


Por que o hip hop?


• Porque é um movimento cujo gênero musical – o rap – começa a aquecer o mercado fonográfico nacional. O rap, apesar de discriminado e mal compreendido, aponta para novos caminhos de percepção do mundo e da sociedade, incorporando a presença do negro e a tematização ampla da causa negra.


• Porque é um movimento cultural, artístico, político e social que aproxima os jovens alijados de todos os mecanismos de emancipação, indicando formas criativas e alternativas de superar a segregação.


• Porque tem conseguido informar a sociedade de sua relevância, conscientizar o povo da periferia de sua cidadania, oportunizar a arte aos jovens e resgatar vários destes da iminência de vícios, sensibilizando também os que estão neste rumo.


• Porque as populações provenientes das periferias também têm voz e precisam ser ouvidas, enfim, participar enquanto atores sociais do espaço público, ou melhor, conquistar um espaço político.


• Porque é uma expressão cultural que há vinte anos faz parte dos guetos brasileiros e que, mesmo sem a força da mídia, cresce e se fortalece a cada dia, provando que merece ser reconhecido e valorizado.


Existe uma afinidade fundamental entre a militância do hip-hop e os trabalhos da CUFA. O hip-hop é uma solução criada pelos próprios habitantes das comunidades. É um movimento de afirmação identitária composto por elementos que representam a luta em prol dos excluídos e cuja linguagem fala de dentro para dentro, retratando a imagem da periferia como ela é realmente. A favela é um personagem que deve falar por si e participar do diálogo cultural, político e social com outros grupos. O público-alvo e os objetivos que ambos almejam são os mesmos: estimular as ações de protagonismo dos moradores de comunidades, promover uma revolução popular na cultura brasileira...

31 de dez. de 2009

RETROSPECTIVA 2009...

Reveillon da Baixada - RJ

Por Lívia Kriukas.

Hoje a CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop, juntamente com você is internaltas que acompanham o nosso trabalho no decorrer do ano através do blog, faremos algo diferente neste ultimo dia do ano, uma retrospectiva deste ano de 2009, relembrando nossos eventos. Começo pela LIIBRA no mês de julho com uma bela competição de basquete de rua, competição de BRANDAN em dupla e muito RPB (Rap Popular Brasileiro) para o público presente ouvir o nosso rap regional, que teve dentre eles nosso amigo Rei Rapper como campeão.


Neste decorrer do ano participamos de vários encontros da Cultura de Sinop, encontros esses que podemos ver o talento de nossos artistas sinopenses e regionais.


Passando para o mês de outubro realizamos o “Ação Criança” um evento voltado para as crianças da comunidade do bairro São Cristóvão, no dia delas, as mulheres do núcleo Maria Maria de Sinop, arregaçaram as mangas, colocaram a mão na massa e organizaram este evento de grande valia.


Já o mês de novembro foi suado, realizamos o Viradão Esportivo no ginásio do São Cristóvão com várias atividades esportivas durante dois dias, para toda a comunidade, tivemos também a prévia do Festival Consciência Hip Hop com batalha de Break, tendo premiação em dinheiro, tivemos também muito som com Mc Dinho e Mc Pato mandando um freestyle para a galera presente e também a grande presença do rapper Linha Dura e P. Brother de Cuiabá representando o rap cuiabano.


No começo de dezembro o orgulho de nosso trabalho sendo reconhecido, recebemos uma “Moção de Aplausos” do vereador Fernando Assunção juntamente com os demais vereadores da Câmara Municipal de Sinop.


Resumindo foi um ano corrido e proveitoso mais queremos mais, muito mais para 2010, aguardem novas mudanças e eventos a toda comunidade, mas sempre sendo nosso principal alvo os jovens sinopenses.


Feliz Ano Novo a todos, repleto de amor, harmonia, saúde e paz é o que deseja a família CUFA Sinop.

26 de dez. de 2009

"Tchapa e Cruz", 1º CD de Linha Dura é lançado pelo Compacto.Rec

Jazz, Bossa Nova, Música Africana, Cultura Popoular matogrossense e a força do movimento Hip Hop. É essa mistura que o lançamento deste mês do Compacto.Rec traz. Linha Dura é um rapper cuiabano, que traz nas suas letras o cotidiano da periferia de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Carregado de conteúdo sócio-político, as rimas de Linha são apoiadas em discursos de grandes nomes, como Paulo Freire.

Paulo Fagner da Silva Ávila, nome de batismo de Linha Dura é um rapper cuiabano engajado em movimento social e militante do Movimento Hip-Hop, desde o ano de 1996. A influência familiar traz em sua veia os sons e ritmos da raiz negra, que agora se mescla com tantas outras que recebeu pelo caminho. Além da música, Linha Dura é produtor de eventos como o Festival Consciência Hip Hop, filiado à Abrafin - Associação Brasileira dos Festivais Independentes - LIIBRA - Liga Internacional de Basquete de Rua etapa Mato Grosso, Movimentando Hip Hop e coordenador Estadual da CUFA MT.CUFA MT


Central Única das Favelas é uma rede de práticas sociais que teve inicio em 1998 e se vascularizou pelo Brasil, estando hoje nos 27 estados brasileiros. Se faz prática nacionalmente a partir do momento em que não existe identidade jurídica que faça da CUFA uma pessoa jurídica, mas várias organizações que vão desde Oscip's, Ong's, Associações, Grupos de Jovens, Grupos Artísticos, Grupo de Mães e afins, que aderem ao movimento social cuja filosofia e missão é atuar para que as pessoas de origem popular sejam elas jovens, homens, mulheres e crianças das favelas brasileiras em sua maioria negras, para que estas possam se empoderar dos seus direitos e deveres na sociedade e conseqüentemente possuir qualidade de vida em suas comunidades.

Em Mato Grosso se configura como um pólo de produção e gestão sócio-cultural, atuando nos mais diversos segmentos da Cultura e Cidadania, tais como a música, a dança, o esporte-arte, teatro e projetos de geração, emprego e renda. A CUFA é uma parcela da sociedade civil organizada, que trabalha de forma conjunta com outros movimentos sociais, sempre dialogando com as esferas públicas e privadas. Recentemente a CUFA inaugurou o Centro Esportivo Cultural, situado no bairro São João Del Rei, na periferia da cidade.COMPACTO.REC


O Compacto REC é um projeto que teve início em 2007, com o objetivo de lançar singles virtuais em rede, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo. A primeira banda lançada foi a Madame Saatan (PA). Na seqüência vieram artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e Filomedusa (AC). Os últimos lançamentos deste ano foram Porcas Borboletas (MG), Boddah Diciro (TO) e Rinoceronte (RS). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.


O DISCO


O primeiro disco do Linha Dura empresta a expresão "Tchapa e Cruz" como nome, que é o termo dado à pessoa que nasce e morre em Cuiabá. É também o nome de um grupo de Siriri e Cururu - a cultura popular periférica de Mato Grosso - que participa de faixas do CD, como "Identidade". Na música "Pensamento Próprio" vem por um outro caminho de pesquisa, em cima de textos e bibliografia e Paulo Freire criticando o sistema educacional brasileiro sob o beat acelerado. "Só a Capa da Gaita" é outra música marcante do álbum, que acabou se tornando hit do rapper. O CD apresenta mistura a cultura hip hop com a típica cuiabania, com violas de cocho, ganzá, mocho, jazz, toca-disco e o repente, além de ter um de conteúdo político e social que representa as lutas do Movimento Hip Hop em Cuiabá.

22 de dez. de 2009

O Natal na Favela.


João sempre dobrou a esquina da favela sem terror, sem susto no coração. Nunca precisou separar os sofrimentos de um lado, nem as alegrias do outro. Pelo contrário, à sua vida só eram somadas alegrias, principalmente quando se aproximava o Natal, a data cristã que sua mãe tão bem lhe ensinara o significado.


Dona Matilde, sua mãe, lavava roupa para fora, deixando em cada peça que cuidava a marca de sua alma pura e limpa. Vivia só para ele. O menino João cresceu no morro sem brinquedos eletrônicos, nem skate, nem patins. A pipa era o seu brinquedo favorito. Toda vez que a colocava no ar, ele sentia alegria de menino rico. Ela, com certeza, levava aos ares a sua esperança de um dia viver uma vida confortável, sem que precisasse vender chocolates para ajudar no sustento da casa.


Quando se aproximava o Natal, parecia que João esquecia a pobreza, e seu coraçãozinho de criança se enchia de alegria porque sabia que Papai Noel ia chegar ao morro. O Papai Noel que subia ao moro nao era gordo, nem chegava de trenó. O Papai Noel era uma velha professora aposentada que todos os anos distribuía brinquedos confeccionados por ela para seus anjinhos carentes, que é como ela se referia às crianças daquele lugar.


Hoje a favela está diferente, pessoas importantes sobem o morro, não para ajudar, mas para negociar, são negócios altos que ele não entende. Só entende que há algum tempo o Papai Noel não chega até ele, e de vez em quando , familias correm desesperadas com medo dos homens maus que matam adolescentes e até crianças.


Quando o menino João volta de suas vendas, já não dobra a esquina da favela sem medo. Pede explicações à Dona Matilde, esta tenta explicar o inexplicável . João sai de sua ingenuidade e reza uma oração, pedindo ao Menino "Jesus proteção divina , paz entre todos os homens que habitam aquele local e que cubra de bençãos Papai Noel das crianças carentes, que hoje não pode mais subir ao morro, levando seus brinquedos e seu amor aquela gente tão sofrida da favela".
Por Lívia Kriukas

21 de dez. de 2009

VÉSPERA DE NATAL

Por Lívia Kriukas.
Os sinos vem anunciar

que ele está para chegar

trazendo ao mundo PAZ e ESPERANÇA

só basta a ti ter confiança

jamais desista da caminhada

pois sempre é longa nossa estrada

no caminho certo deves seguir

Jesus menino vem te conduzir

convide todos não deixe ninguem faltar

ele tem ensinamentos e palavras lindas

a nos falar em seguidores

vamos nos transformar

nesse natal renove a fé

pois venceremos se DEUS quizer

fazendo o bem ao nosso irmão

nos entregando de coração

e assim um ano irá surgir

se caminharmos juntos vamos conseguir

fazer que tudo valeu a pena

que toda dificuldade fique pequena

pois somos muitos

e somos mais

somos unidos juntos a DEUS PAI.

13 de dez. de 2009

Com rimas contundentes, Gog escreve sobre o escândalo de corrupção no DF

Em nova letra, o poeta do rap nacional critica a corrupção no DF


Gog, o poeta do rap nacional, acaba de concluir sua mais nova letra: Ponto Phinal. A música pronta, no entanto, pode sair a qualquer momento, segundo informa o rapper.
Ponto Phinal é uma espécie de continuação da já consagrada música "Brasil com P", que possui duas partes (duas músicas, na verdade) e possui uma característica particular que levanta a curiosidade do público e revela o talento de compor do rapper: todas as palavras iniciam com a letra "P".

Nesta nova música, Gog concentra suas criticas em cima do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de ser o comandante do esquema de corrupção no GDF, esquema este levado à tona através da operação da Polícia Federal, operação Caixa de Pandora.
De forma bastante inteligente, Gog questiona o por quê da distribuição de Panetones para a população carente (argumento utilizado pelo Governador do DF para justificar o recebimento de grande quantia em dinheiro) ao invés de realizar "pavimentação pública, paradas, pontes, pistas, postes".

Esta não é a primeira vez que Gog materializa o sentimento de toda a população. Na música "Fogo no Pavio", o rapper expõe os problemas das comunidades e a atuação dos políticos. Em seu último disco, a música "Malcom X foi à Meca e Gog ao Nordeste" traz uma citação aos fatos e ao governador do DF: "Escrevi fogo no pavio / Arruda me ligou / Infelizmente injustamente, foi eleito novamente / o povo realmente esquece bem rapidamente" (referindo-se ao caso da violaçao do Painel de votação do Senado Federal, escândalo que Arruda esteve envolvido).

Por Cultura Hip Hop Uol

12 de dez. de 2009

"Tchapa e Cruz", 1º CD de Linha Dura é lançado pelo Compacto.Rec


Por Osvaldo Tancredo
Jazz, Bossa Nova, Música Africana, Cultura Popoular matogrossense e a força do movimento Hip Hop. É essa mistura que o lançamento deste mês do Compacto.Rec traz. Linha Dura é um rapper cuiabano, que traz nas suas letras o cotidiano da periferia de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Carregado de conteúdo sócio-político, as rimas de Linha são apoiadas em discursos de grandes nomes, como Paulo Freire. Paulo Fagner da Silva Ávila, nome de batismo de Linha Dura é um rapper cuiabano engajado em movimento social e militante do Movimento Hip-Hop, desde o ano de 1996. A influência familiar traz em sua veia os sons e ritmos da raiz negra, que agora se mescla com tantas outras que recebeu pelo caminho. Além da música, Linha Dura é produtor de eventos como o Festival Consciência Hip Hop, filiado à Abrafin - Associação Brasileira dos Festivais Independentes - LIIBRA - Liga Internacional de Basquete de Rua etapa Mato Grosso, Movimentando Hip Hop e coordenador Estadual da CUFA MT. O primeiro disco do Linha Dura empresta a expresão "Tchapa e Cruz" como nome, que é o termo dado à pessoa que nasce e morre em Cuiabá. É também o nome de um grupo de Siriri e Cururu - a cultura popular periférica de Mato Grosso - que participa de faixas do CD, como "Identidade". Na música "Pensamento Próprio" vem por um outro caminho de pesquisa, em cima de textos e bibliografia e Paulo Freire criticando o sistema educacional brasileiro sob o beat acelerado. "Só a Capa da Gaita" é outra música marcante do álbum, que acabou se tornando hit do rapper. O CD apresenta mistura a cultura hip hop com a típica cuiabania, com violas de cocho, ganzá, mocho, jazz, toca-disco e o repente, além de ter um de conteúdo político e social que representa as lutas do Movimento Hip Hop em Cuiabá.

11 de dez. de 2009

SELVA DE PEDRA - A FORTALEZA NOIADA

Documentário produzido na capital cearense pela CUFA aborda a questão do consumo de crack na cidade.


Há quase uma década o crack invadiu Fortaleza, conquistando novos consumidores em todos os setores sociais e faixas etárias. Outras mazelas sociais estão associadas ao uso de crack. A CUFA-CE buscou levantar essa questão, a partir da produção de um documentário, a ser lançado dia 01 de dezembro no Plenário 13 de Maio da Assembléia Legislativa do Ceará, em Fortaleza.


Confira!


Fortaleza convive com diversas mazelas sociais, entre elas o uso de drogas por parte da juventude — em particular o crack, sendo este um fator que reproduz outras novas mazelas.


Contendo até 75% de cocaína pura, o crack é considerado a forma mais eficaz de causar consumo compulsivo e dependência, produzindo imediatamente efeitos psicofísicos, com pico em cinco minutos.


A intensidade da euforia obtida parece contribuir para o potencial de dependência da droga, também proporcional à “fissura” pelo reuso da substância, que surge assim que os efeitos começam a dissipar-se — entre 10 a 20 minutos após a administração (por inalação da fumaça) levando à busca compulsiva por nova administração (“paulada”).


Os efeitos físicos observados são taquicardia, hipertensão, pupilas dilatadas, tensão muscular, tremores e sudorese intensa, e o uso crônico acarreta perda de peso significativa.


Há quase uma década o crack invadiu Fortaleza, conquistando novos consumidores em todos os setores sociais e faixas etárias, tanto pelo preço como pela capacidade de drogadição. É visto como uma droga “democrática”, que tem se alastrado de forma crescente ano após ano, deixando grande rastro de destruição por onde é usado.


Embora os primeiros episódios de consumo sejam marcados por euforia, sensação de bem-estar e desejo por repetir o uso (efeitos psíquicos desejáveis), a continuidade do consumo resulta em ansiedade, hostilidade e depressão (efeitos psíquicos colaterais indesejáveis).


Observou-se que os usuários tendem a consumir álcool para tentar obter o controle da ansiedade. Mas este mecanismo de controle não funciona e leva à dependência alcoólica.


Continuando o consumo do crack, doses mais altas muitas vezes produzem ilusões perceptivas (visuais e auditivas) e, finalmente, a psicose cocaínica, caracterizada por extrema hipervigilância, delírios paranóides e alucinações. As diversas readministrações podem acarretar períodos de consumo de horas e até dias, geralmente até o esgotamento do suprimento da droga. Nessas condições iniciam-se os casos criminosos — que passam a caracterizar a criminalidade aquisitiva, responsável pelo aumento (surtos) da violência.


Além disso, outras mazelas sociais estão associadas ao uso de crack, como a disseminação de DSTs/AIDS, hepatite, tuberculose, a troca da droga por sexo, a de vínculos conjugais, familiares, comunitários e sociais e a situação de risco (vida na rua) que é comumente observada em vários usuários.


O documentário Selva de Pedra – A Fortaleza Noiada encampa o desafio de fazer emergir com clareza e profundidade o fenômeno do consumo do crack na cidade e se propõe a fornecer elementos para que a sociedade e o poder público possam refletir juntos sobre esta problemática, de modo a preencher um vácuo na instrumentalização das políticas públicas de prevenção (que envolvem aspectos de saúde, educação, segurança etc.), tanto por parte do

Município como do Estado.


O objetivo maior é o de contribuir para o desenvolvimento de alternativas capazes de promover o possível enfrentamento competente desta grave patologia social, bem como instrumentalizar as fórmulas adequadas — para obter a recuperação dos jovens que se tornaram suas vítimas, bem como dos que ao seu redor foram atingidos, de alguma forma, pelos seus impactos sociais.


No seu todo, o registro audiovisual (DVD) faz um diagnóstico do perfil dos jovens usuários de

crack e um CD aborda musicalmente a temática do uso da droga em cidades cearenses, enquanto um livro sistematiza linearmente estes conteúdos — este kit intenta ser um contributo para a produção de conhecimentos sobre o tema e na elaboração e execução de estratégias eficazes e capazes de realizar o enfrentamento urgente da questão.

A meta é traçar um paralelo com o atual quadro hoje observado na capital cearense e expor os desafios que emolduram este “câncer social”, sentido, em verdade, por todos os seus moradores, porém com mais força nos setores ditos “populares”. Um dos resultados previstos é o lançamento da campanha Rede Aliança Social Contra o Crack, que ganhará repercussão após o lançamento do trabalho.

Como no documentário “Falcão - Meninos do Tráfico”, dos cariocas MV Bill e Celso Athayde, por meio do qual todo o Brasil conheceu uma outra face da violência, Selva de Pedra – a Fortaleza Noiada mergulha no circuito que envolve, ao mesmo tempo, os lados mais underground e mais elitizado da cidade, delineando uma cartografia das zonas atingidas pela droga e mostrando a estrutura do mercado que a envolve, as pessoas que dele participam, seu funcionamento, organização (ou desorganização), e seus códigos e leis internas, buscando desmistificar o discurso repressor-estatal, assim possibilitando uma análise mais aproximada da realidade que envolve esse complexo problema.

Selva de Pedra – A Fortaleza Noiada trata de ir além da postura "denuncista", "panfletária" ou mesmo a de "buscar culpados" entre as autoridades. O desafio, entretanto, é trazer à tona todas as contradições, dilemas e dificuldades envolvidos para entender e intervir em uma das maiores “pragas” que já recaiu sobre a juventude fortalezense e do Brasil, além de refletir sobre o impacto no aumento dos números de crimes relacionados ao consumo desta droga (situação que infelizmente se apresenta também em centros urbanos de todo o País).

A idéia central do documentário expande a usual visão estreita e limitada, maniqueísta, policialesca e de viés patológico, ou seja, restrita a uma abordagem em que o usuário é encarado ou como um doente ou como um bandido. Mais uma vez, o objetivo maior é trazer a público um olhar eficiente sobre os danos sociais que a droga acarreta ao usuário e ao seu entorno psicossocial. O CD Coletânea sobre o Crack, que integra o kit Selva de Pedra - A Fortaleza Noiada, traz uma faixa multimídia (interativa) com as cenas do documentário (acesse trailer em http://www.youtube.com/watch?v=Dz0BGThxD58) e foi lançado dia 20 de junho, na final cearense do Festival RPB-Rap Popular Brasileiro, no Condomínio Cultural da CUFA Ceará (Teatro da Boca Rica / Praia de Iracema).

O documentário tem pré-lançamento agendado nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do País — também atingidas, cada qual à sua maneira particular, pela epidemia do crack.